A Força Aérea dos EUA (USAF) autorizou extensão de vida de seus caças Lockheed Martin F-16 para 12.000 horas de vôo equivalentes – muito além da vida útil original de 8.000 horas.

Após as modificações estruturais do programa de Extensão de Vida de Serviço F-16 (SLEP), a USAF poderia operar com segurança os caças F-16 de Block 40-52 até 2048 e além. A USAF e a Lockheed Martin também reduziram os custos projetados de vida útil para a frota Block 40-52, abrindo o caminho para operações de vôo F-16 seguras e econômicas no futuro.

Esta realização é o resultado de mais de sete anos de testes, desenvolvimento, design, análise e parceria entre a Força Aérea dos EUA e a Lockheed Martin“, disse Susan Ouzts, vice-presidente do programa F-16 da Lockheed Martin. “Combinado com os programas de modernização de aviônicos F-16 como o F-16V, as modificações SLEP demonstram que o Fighting Falcon continua sendo uma opção de 4ª Geração altamente capaz e acessível para a Força Aérea dos EUA e os clientes internacionais de F-16“.

O F-16 vai poder ainda voar por mais algumas décadas.

A validação da extensão do limite de horas de voo engloba até 300 caças F-16C/D Block 40-52. O SLEP e as atualizações de aviônicos relacionadas à frota F-16C/D da USAF podem aumentar de forma segura e efetiva a atual estrutura de força de caça quando as frotas aéreas de combate norte-americanas e aliadas recapitalizam com caças F-35 Lightning II.

Uma segunda fase, ou parte II, do processo de aeronavegabilidade do SLEP F-16 continua com o pedido de Certificado de Tipo Militar (MTC), que será submetido à Autoridade de Aeronavegabilidade Técnica da USAF nos próximos meses. A Parte II busca validar a extensão da vida operacional do F-16 com base na análise da vida útil final dos testes de durabilidade estendida.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Ok, uma parte resolvida, mas se o Falcon vai sobreviver por mais algumas décadas como fica o caso do radar dele que é inferior ao radar do Eagle ? O F-16 é um monomotor e um caça mais leve e quarta geração (plus), e o F-35 é um monomotor e quinta geração, dada as devidas proporções, o F-35 irá no futuro substituir o F-16.
    E a lacuna do bimotor F-15 como fica ? O bimotor F-22 Raptor foi descontinuado e ele seria o sucessor do F-15. São aviões de propostas diferentes o F-15 / F-22 e F-16 / F-35 eu sei, mas como a USAF vai lidar com esse buraco no time ?

  2. Ou seja, ainda não estão confiantes no F-35, que ainda vai gastar muita massa cefálica dos envolvidos no projeto, além de mais grana ainda. Uma hora vai ficar pronto, mas não sairá barato, mesmo com a escala que se promete. Estamos vendo os problemas do Typhoon se repetir, só que do outro lado do Atlântico.

    • Não discordando ou concordando com seu comentário, mas eu não afirmaria algo assim de forma tão vazia. Apenas (até) 300 caças F-16 de um frota de 1.000 ativos vai receber a extensão de vida. E a maiores desses 300 será provavelmente para substituir o F-15C na ANG.

      Creio que a razão da extensão de vida é que produção do F-35 não vai conseguir substituir a frota inteira em um curto período de tempo.

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