Técnicos instalam um radar APG-83 da Northrop Grumman em uma aeronaves F-16 da USAF. (Foto: Christopher Okula / USAF)

O 416º Esquadrão de Teste de Voo (FLTS) da Força Aérea dos EUA, sediado na Base Aérea de Edwards, California, conduz contínuos testes de desenvolvimento para melhorar as capacidades de combate do caça F-16 Fighting Falcon. Um foco das equipes de testes dos F-16 em Edwards é a integração e testes de um novo radar AESA como parte do Programa de Modernização do Radar do F-16.

De acordo com a fabricante do radar, a Northrop Grumman, o APG-83 Scalable Agile Beam Radar é um radar de quinta geração que é um radar de controle de disparo de armas com antena de varredura eletrônica ativa (AESA). Destina-se a substituir os atuais radares APG-66 e APG-68 e fornecer ao F-16 recursos avançados semelhantes aos caças de 5ª geração, como o F-22 Raptor e o F-35 Lightning II. Ele também tem a capacidade de operar em ambientes eletrônicos densos, operações simultâneas multi-modo e maior disponibilidade do sistema através de maior confiabilidade, manutenção e suporte.

O APG-83 é projetado para ser instalado sem fazer qualquer modificação importante no jato.

“O APG-83 será uma modificação de forma, ajuste e função que irá operar dentro do espaço existente, mesma energia e capacidade de resfriamento da plataforma”, disse o tenente-coronel Chris Keithley, comandante do 416º esquadrão.

O APG-83 poderia satisfazer uma necessidade de usuários de F-16 para combater ameaças cada vez mais sofisticadas e tecnológicas com maior largura de banda que permitiriam ao F-16 detectar, rastrear e identificar um maior número de alvos mais rapidamente e a distâncias maiores.

“Com a modernização vem maior capacidade”, disse Michael Powell, líder do projeto junto ao 416º FLTS. “É um radar mais moderno e estável.”

Powell acrescentou que a integração do radar no F-16 junto ao 416º FLTS está em andamento com vários testes terrestres e de voo realizados com o APG-83 nos últimos dois anos. Os dados coletados serão utilizados pela Força Aérea para determinar se o radar pode ser implementado operacionalmente no futuro.

O F-16A voou primeiramente em dezembro 1976, com o primeiro F-16A operacional entregado à Força Aérea dos EUA (USAF) em janeiro 1979. Desde então, as melhorias conduziram ao F-16C e ao F-16D, que são as versões atuais mono e biplaces. Todas as unidades da Força Aérea dos EUA e unidades da Reserva Aérea da Força Aérea e da Guarda Aérea foram convertidas para o F-16C/D, de acordo com a Força Aérea.

Caça F-16D do 416º FLTS conduz um voo de testes com o novo radar AESA. (Foto: U.S. Air Force / Christopher Okula)

Desde o “9/11”, o F-16 tem sido um componente importante das forças de combate comprometidas com a Guerra contra o Terrorismo voando milhares de surtidas.

O F-16 também é voado por várias nações parceiras ao redor do mundo.

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8 COMENTÁRIOS

  1. Que boa noticias para operadores do F-16….
    Enquanto isso, um certo avião continua a taxiar na pista sem decolar…
    Diz que no fim do ano pretende alguma coisa…

    • Na verdade, o APG-83 é parte do Block 70 (também conhecido como F-16V). Não é apenas para modernizações. Lembrando que o Block 70 é a versão sendo oferecida à Índia.

      Qual a razão do F-16E/F Block 70 não seguir o Block 60/61 usando o APG-80, eu não faço ideia.

      • Descobri um dica:
        "….the APG-80, which needs more power and cooling than RACR or SABR"
        "…. o APG-80, que necessita mais energia e refrigeração do que RACR ou SABR"

        Link: http://www.defenseindustrydaily.com/the-uaes-f-16

        O que indica que o APG-80 obriga a modificações da célula e/ou sistema de energia!

        PS: RACR é o AN/APG-84 da Raytheon e o SABR é o AN/APG-83 da Northrop Grumman

  2. Sugestão de materia
    Gazetadopovo.com.br/haus/tecnologia/conheca-a-fantastica-fabrica-de-avinhoes-do-batel/

  3. Ainda veremos muitos F-16 sendo produzidos. E ainda há gente achando que o Gripen E/F terá vida tranquila no mercado de aviação de caça monomotor. Tivesse a SAAB aceitado o que queria a Flygvapnet, apenas modernizar os sistemas embarcados e aviônicos dos C/De, para o mesmo padrão dos E/F, com melhoramentos no motor RM-12 e sem mudar sua fuselagem, o Gripen NG já estava voando a muito tempo e sem grandes sustos nos custos de aquisição, manutenção e operação, mas………

    A Lockheed Martin continuará a deitar e rolar neste mercado, especialmente para países sem cascalho para embarcarem na onda da 5ª geração.

  4. F-16 modernizados vão tirar muito mercado do Gripen, assim como C-130 modernizados vão tirar mercado dos KC-390.

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