Dois pilotos de A-10 do 303rd Fighter Squadron foram condecorados por salvarem forças norte-americanas e eliminar dezenas de combatentes do Taliban nas batalhas de 2008 e 2010 no Afeganistão.

Este é um evento incrivelmente único e raro“, disse o Tenente-Coronel Rick Mitchell, comandante do 303rd Fighter Squadron na base aérea de Whiteman, Missouri, EUA, durante cerimônia no dia 2 de novembro. “Muito raramente é concedida a Distinguished Flying Cross. Mais raro ainda é ser concedida duas vezes no mesmo dia a dois membros do mesmo esquadrão de caça”.

Os pilotos – Major John Tice e o Tenente-Coronel Anthony Roe – receberam os prêmios após um longo processo de indicação que exigia que informações adicionais fossem enviadas para consideração.

No dia 2 de dezembro de 2010, Tice estava voando ao lado de outro A-10 quando foi encarregado de ajudar duas equipes das Forças Especiais do Exército dos EUA que protegiam os engenheiros do Exército que construíam uma ponte no vale do rio Helmand. Do alto Tice viu um batedor do Taliban e alertou um controlador de ataque terminal (terminal attack controller – TAC) no chão. A equipe das Forças Especiais neutralizou o batedor e, em seguida, um grupo do Taliban nas proximidades emboscou as forças norte-americanas com granadas, foguetes, metralhadoras pesadas e disparos de armas pequenas.

Tice voou seis passes de baixa altitude, visando quatro posições de combate do Taliban. Durante esses passes, ele disparou 1.140 cartuchos de 30 mm do canhão GAU-8 Avenger do A-10, matando 32 inimigos e protegendo 75 norte-americanos.

Roe recebeu seu prêmio por suas ações no dia 5 de junho de 2008, durante uma missão para apoiar um comboio de reabastecimento.

Durante o voo, ele e seu ala viram quatro veículos em uma estrada norte-sul e outros quatro mais adiante na mesma estrada. Roe entrou em contato com o comandante do pelotão no chão e soube que os quatro primeiros veículos foram desativados após serem atingidos por granadas. Pelo rádio, Roe pede ao pelotão que marque um alvo para ele com uma granada de fumaça na cordilheira.

John Tice e Anthony Roe

Garantindo que forças amigas não estavam no caminho, Roe declarou o Suporte Aéreo de Emergência (Emergency Close Air – ECA) – uma declaração que o tornou totalmente responsável por qualquer ataque.

Roe voou perto da linha do trem, disparando o GAU-8, mas o sistema de mira do canhão apresentou um defeito crítico. Ele então desligou a mira automática e operou o sistema manualmente, como nos caças da Segunda Guerra Mundial. Voltando ao alvo, ele disparou sete foguetes na posição inimiga, a cerca de 40 metros de distância das forças norte-americanas.

O tiroteio durou cerca de uma hora e o apoio aéreo de Roe ajudou a salvar 16 soldados da 201.ª Brigada de Engenharia da Guarda Nacional do Exército de Kentucky. Os soldados revelaram depois que estavam praticamente sem munição quando os A-10 chegaram.


Com informações de Air Force Magazine

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