Aeronave Embraer / Sierra Nevada A-29 Super Tucano, durante testes na Base Aérea de Holloman, NM.

A secretária da Força Aérea dos EUA, Heather Wilson, pode pedir ao Congresso que reajuste os fundos para o programa de aeronaves de ataque leve este ano, um movimento que aceleraria a compra do avião pelo departamento em um ano, em 2019.

O financiamento para a aquisição da aeronave de ataque leve está programado para começar no ano fiscal de 2020 e há cerca de US$ 2,5 bilhões orçados nos próximos cinco anos para o programa, de acordo com a Força Aérea dos EUA. A possível redistribuição de fundos foi relatada pela Aviation Week & Space Technology.

Outro finalista do programa OA-X, o AT-6 Wolverine.

Dois aviões são finalistas do programa da aeronave de ataque leve, ou OA-X: o Beechcraft AT-6 Wolverine da Textron Aviation e o A-29 Super Tucano da Embraer/Sierra Nevada.

A Força Aérea dos EUA está interessada em comprar aeronaves turboélices para vigilância e tarefas de ataque leve como uma alternativa mais barata em relação a aeronaves como o Lockheed Martin F-35, o Boeing F-15 ou o Fairchild Republic A-10.

Uma vez que diminuírem as suas tarefas de ataque leve, as aeronaves mais avançadas, que também são mais caras de operar, seriam transferidas para tarefas de combate à ameaças de adversários mais capazes; por exemplo, os chamados países com grande poder aéreo como a Rússia e a China.

As aeronaves de ataque leve são consideradas úteis em missões de contra-insurgência e antiterrorismo em países como o Afeganistão e o Iraque, onde o controle dos EUA sobre os céus não é contestado por aeronaves inimigas ou mísseis terra-ar.

Em julho passado, a USAF realizou o experimento OA-X na Base Aérea de Holloman, no Novo México. Várias aeronaves, incluindo o A-29 e o AT-6, demonstraram como eles poderiam realizar a missão de apoio aéreo leve, que inclui funções de ataque leve e treinamento. A USAF agendou uma experiência de acompanhamento do OA-X no segundo trimestre, na Base Aérea de Davis-Monthan, Arizona, e convidou apenas o A-29 e o AT-6 para participar.

A USAF já comprou 26 aeronaves Sierra Nevada / Embraer A-29 Super Tucanos como parte de um programa separado para equipar a força aérea afegã.


Fonte: Flightglobal

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10 COMENTÁRIOS

  1. agora é torcer pela embraer e esperar a decisão da USAF por 300 aeronaves. espero que a boeing ajude nisso. A sócio da Embraer tem sócio do Arizona que é do sanador MacCain que esta doente

  2. Tomara que dê Super Tucano. E falando nele, se a FAB enviar alguns para República Centro-Africana eles serão dotados de blindagem para o cockpit, FLIR entre outros? A FAB opera sempre o basicão, já está na hora de dar um up nos A-29, modernização.

  3. Fica uma questão de até onde um acordo Embraer/Boeing afetaria o acordo com a SNC e mudaria a percepção das FFAAs americanas sobre uma oferta de Super Tucano.

    Se a matéria tiver base sólida, coisa ainda bem pouco garantida, significaria que o pessoal que sabe fazer conta está influenciando mais as decisões de compra.

  4. Será que um possível protesto brasileiro na OMC sobre as taxas impostas pelo governo americano poderiam melar o negócio, que ao meu ver está bem a favor da Embraer? O que acham?

  5. Deu A-29 pro Afeganistão e não tem como ser diferente agora. O processo de concorrência é necessário na hora de adquirir aeronaves mas o resultado a gente já sabe. Ainda mais que o A-29 continua provando seu valor em combate mundo afora…

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