A aeronave A-29 Super Tucano, que deve ser uma das aeronaves avaliadas pela USAF para o programa OA-X. (Foto: Sgt. Manfrim / Agência Força Aérea)

No dia 17 de março, a Força Aérea dos EUA lançou na indústria um “convite para participar” de uma nova avaliação de aeronaves de ataque, chamada de “OA-X”. Segundo relatos de membros do serviço, têm se falado especificamente sobre um requisito para aquisição de 200 a 300 aeronaves OA-X dentro de um ano a partir de agora, disparado inicialmente pela necessidade de compensar o pessimismo em torno da retirada de operação do A-10C Thunderbolt II.

Isso também reflete a realidade de que, embora a USAF esteja desejosa de se posicionar para enfrentar futuras ameaças, a maioria de suas operações nos últimos 15 anos – para não mencionar operações de combate atuais – têm sido em um ambiente permissivo.

O conceito de OA-X progrediu com vários ajustes desde que começou há pelo menos duas décadas, mas o ambiente fiscal restrito em Washington, e a contínua operação de contra-insurgência no Oriente Médio fizeram com que a USAF adiasse o barato programa de aeronave leve de ataque visando outras prioridades de aquisição até este ano.

O chefe de aquisição da Força Aérea, o tenente Gen. Arnold Bunch, disse a jornalistas em uma coletiva de imprensa da Associação da Força Aérea que esta é puramente uma avaliação, e não um programa formal para compra, e não existem planos formais além dessa avaliação.

O jato de ataque leve Scorpion, da Textron.

Embora os esforços anteriores do OA-X tenham favorecido os aviões a turboélice, a USAF não definiu requisitos para essas plataformas específicas. Bunch estabeleceu alguns requisitos gerais para as potenciais aeronaves OA-X: a capacidade de operar a partir de uma pista de 2.000 metros de extensão e ter um consumo médio de combustível de menos de 1.500 lbs por hora.

“Para ataque leve, ele vai ser aberto a qualquer um”, diz ele. “Mas há critérios de seleção. Eu não sei qual a arte do possível existe para a indústria agora, por isso estamos tentando mantê-lo tão amplo quanto possível, a indústria pode ter algo que é muito inovador que não temos pensado”.

A nova aeronave OA-X complementaria o A-10 no curto prazo. Liberaria assim outros caças de ponta para esses se focar em ambientes mais complexos. Permitiria também que a USAF começasse a enfrentar a sua “crítica” falha de pilotos de caça, colocando novos pilotos em operações mais rapidamente.

O experimento foi criado para construir um case de negócios para o OA-X. A USAF diz que espera respostas dentro de um mês e, em seguida, escolherá candidatos para entrar em uma avaliação de voo na Base Aérea de Holloman, no Novo México, na metade desse ano. A USAF diz que quer uma aeronave que está pronta para voar e entrar em operação e que exige um mínimo de trabalho antes de entrar em produção.

O turboélice AT-6 Wolverine da Hawker Beechcraft.

Esse experimento continuaria o trabalho de um esforço anterior do Comando de Operações Especiais dos EUA conhecido como Combat Dragon. O Combat Dragon I operou aeronaves de baixo custo na Estação Naval de Fallon, em Nevada, e seu sucessor Combat Dragon II demonstrou OV-10 Broncos no Oriente Médio.

15 COMENTÁRIOS

  1. Se a Fab/Embraer conseguirem vender 300 ST para a USAF, vai ter acionista da embraer correndo pelado pela rua de tanta felicidade.

  2. Estes caças não são mais nossos, esqueçam. Agora se a Embraer quiser trocar um parafuso terá que pedir benção para os caras.

  3. Acho que este contrato ta no papo , o A-29 eh 60% americano , eles conhecem este vetor mais doque nossa FAB o conhece , ja possui doutrina de emprego com ele ( pilotos americanos voaram pela colombia ) , testado e surrado em combate , a Embraer so nao leva o contrato se fizer besteira tipo , doaçoes de agrados , mande o Itamaraty trabalhar , ou seje nao atrapalhar , fique quietos , deixe pra SIERRA , e por fim sinalizem interesse por um lote de SH 18 que estao pegando sol , 24 apenas para manter a doutrina na Marinha ,kkkkk , via FMA ehhhh logico.

    • Todos os concorrentes são ou serão produzidos nos EUA, e terão mais do que 60% de nacionalização pelos possíveis candidatos.
      Nos testes a USAF vai conhecer bem cada avião e saberão desenvolver doutrina para quem ganhar, seja quem for.
      Não estou dizendo que o ST não vai ganhar, só não vejo favorito nesta altura do jogo.

  4. Acho que nenhum me serve.

    Estranha essa proposta da USAF… Parece que eles não fazem a mínima ideia do que querem…

    Pra mim, deveria ser algo com maior desempenho cinético para tirar melhor proveito das bombas planadoras que serão o futuro da USAF.

    Eu escolheria uma versão monoplace do FA-50. Coloca um AESA meia boca no bicho, trocara aquele canhão por um canhão revolver de 27mm ou 30mm e adiciona aquele tanque que deixa o bicho corcunda e pronto. Precisa de mais do que isso pra sentar o sarrafo em "terrorista" e país pelado que não investe em defesa?

    Substituiria A-10 e F-16 em funções de CAS e em combates de baixa/média intensidade com louvor…

    O T-50A fica como substituto do T-38. Fecha conta e passa a régua… Dá centenas e centenas de aeronaves sob uma plataforma semelhante e com a mesma motorização.

    • Mas isso ainda é muito caro para jogar bomba em acampamento de terrorista, no estilo do ataque as FARC na fronteira com o Equador.
      Para comprar FA-50, eles tem o F-16C/D caseiro na versão Block 60 com AESA.

      • Mas um FA-50 é mais barato de voar com a sua F404 do que um F-16 com um PW F100… Também tem a questão de utilizar apenas um piloto para a função se pensarmos nas opções desse OA-X.

        A F404 de qualquer forma terá uma grande escala devido ao T-X o que ajuda a reduzir custos e etc…

        Seria uma aeronave com MTOW na casa das 12 tons… Não é muito para a máquina de guerra deles manter, haja visto que o que é gasto com A-10 e alguns F-16 seria direcionado para este monomotor.

        Mas é achismo meu…

        • Sei que é só um detalhe, mas a enorme maioria dos F-16C/D usam na verdade o GE F110. Somente alguns Block 30 ainda usam o F100 pelo o que sei.

          • Creio que existem as duas opções que ficam a cargo do cliente. Os block 50 dos chilenos acho que usam PW.

  5. O Hawker Beechcraft AT-6 é bem interessante compacto e robusto pelo que oferece, porém o Super Tucano é muito mais aeronave, nessa categoria turbo hélice para substituir o A-10.

    • Não sabemos se o ST é muito mais avião que o AT-6.
      Na concorrência para o Afeganistão ele foi desclassificado por que a Beech insistiu em o aprovar como uma simples evolução do T-6 aproveitando a certificação, e a USAF não engoliu e exigiu uma certificação própria para o AT-6, o que não daria tempo de fazer.
      Até a venda para o Iraque perderam por não terem certificação e o ataque leve deles hoje é o L-159 Alca monoplace, uma evolução do L-39 com turbina mais potente e aviônica ocidentais. Só compraram uns poucos biplace para formar os pilotos do Alca monoplace.

      • A opinião, a qual demonstrei, é uma teoria do conhecimento que dá ênfase ao papel da experiência, da percepção sensorial e na formação de ideias de conhecimentos, os quais adquiri através das leituras, livros, revistas, mídias eletrônicas, e também pelos fatos que vivenciei, logo se convertendo na base de conhecimentos passados e adquiridos. Por essas razões, eu opinei na superioridade do A-29 em relação ao AT-6 como provável substituto do A-10. Contudo, cada um com a sua crença.

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