Os pilotos da USAF não gostaram muito do nome oficial do F-35, e resolveram dar um nome não-oficial: Panther.

A Força Aérea dos EUA parece manter sua estratégia de longo prazo para o F-35, enquanto se prepara para fazer grandes apostas nas futuras aeronaves da Digital Century Series.

As futuras aeronaves da estratégia NGAD (Next Generation Air Dominance) – projetadas para serem rapidamente desenhadas, colocadas em serviço, atualizadas e até aposentadas para acompanhar as ameaças tecnológicas – parecem, por enquanto, um complemento aos planos da USAF para o F-35 e o F-15EX.
O Chefe de Aquisições Militares, Will Roper, diz acreditar que a Digital Century Series poderia render uma plataforma NGAD – que pode não se parecer com um caça – em menos de cinco anos. Os líderes da USAF e do Pentágono estão se recusando a discutir se isso coloca o F-35 e o NGAD em conflito.

Líderes da Força Aérea dos EUA disseram de forma consistente que não estão se afastando do objetivo original de adquirir 1.763 unidades do F-35A. Com o atual ritmo de aquisição, o último F-35A não será entregue à Força Aérea dos EUA antes de 2040. Muita coisa pode mudar entre agora e depois.

O que não podemos fazer é se dar ao luxo de entrar em programas com várias etapas“, disse o subsecretário da USAF, Matthew P. Donovan. “Foi assim que o F-22 e o F-35 se tornaram“. O protótipo original do YF-22 voou pela primeira vez em 1990; a versão de produção voou pela primeira vez em 1997. A capacidade operacional inicial só foi alcançada em 2005. Da mesma forma, embora a Lockheed já tenha entregue mais de 400 F-35, “ainda não atingiu a produção de taxa total e ainda não terminou o teste operacional inicial e avaliação”, disse Donovan. Isso faz com que seja “um programa de desenvolvimento de 20 anos“, observou ele.

Donovan se recusou a dizer se o sucesso com a Digital Century Series levaria à redução da produção do F-35 – ou do F-15EX, que foi inserido nos planos de caça da USAF há um ano.

A chefe de aquisição e manutenção do Pentágono, Ellen M. Lord, reconheceu em outubro que a abordagem de Roper é “muito inovadora e interessante“, mas acrescentou que os diferentes programas são complementares, não competitivos. “Analisamos a capacidade total aqui versus o adversário e encontramos um lugar para o F-35, o F-15 e a digital  century series“, disse ela. Perguntada especificamente se a USAF repensar a meta de 1.763 F-35A, ela disse simplesmente: “não“.

Ainda não está claro quantos F-15EX a USAF deseja. Donovan disse que nenhum objetivo final de compra foi estabelecido, embora a Força Aérea tenha cogitado aquisição de 188 aeronaves.

A Força Aérea dos EUA solicitou US$ 1 bilhão para o NGAD no orçamento fiscal de 2020; Ao entrar em conferência, o Senado estava disposto a aprovar esse valor, mas a Câmara o cortou pela metade.

A Digital Century Series, se funcionar, “nos oferece algumas opções” mais tarde, disse Donovan, mas, por enquanto, a USAF não está cortando a compra do F-35.

Os líderes da USAF evitam falar sobre uma possível diminuição na compra planejada do F-35, porque qualquer redução, aumenta instantaneamente o custo unitário do jato, pois haveria menos aeronaves nas quais os custos de desenvolvimento seriam distribuídos. “Aprendemos nossa lição com o B-2 e o F-22“, disse um oficial da USAF. Um aumento nos custos unitários inevitavelmente leva a uma redução na produção, estimulando aumentos ainda maiores nos custos unitários e colocando o programa em “uma espiral da morte“.

A USAF não aumentou agressivamente sua compra por ano do F-35, que já previa 110 aeronaves por ano, mas que mal contempla 60 aeronaves anualmente. Ao que parece a USAF parece ser prudente e esperar para comprar a versão do Bloco 4 para compor a maior parte da frota. Os jatos do Bloco 4 terão capacidade aprimorada de guerra eletrônica, detecção, armas e datalinks, e todas as indicações são de que serão mais sustentáveis e menos onerosos para operar do que as versões anteriores, muitas das quais estão sendo adaptadas à configuração atual.

 


Com informações de Air Force Magazine

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5 COMENTÁRIOS

  1. Será que aprenderam mesmo a lição ?
    Não creio, o F-35 é um poço sem fundo de $$$, ainda maior que seu antecessor em custos astronômicos: o F-111 desenvolvido nos anos 1960 !
    E que também foi apresentado como um avião " que poderia fazer tudo ! "
    E o que entregou naquela época? Custos altos, pouco alcance e pequena carga útil, a U.S. Navy pulou fora correndo de sua versão F-111B ( tinha excesso de peso para convés de porta-aviões) além que o Secretário da Defesa MacNamara queria lançá-lo como…… caça !

    • O problema maior é que os chineses estão fazendo caças mais rápido que todo mundo, não podem mais ficar 15 ou 20 anos fazendo um avião. Não é só o F-35, todos estão demorando muito tempo.

    • O caça está operacional, custa 80 milhões de dólares e o custo operacional está caindo.

  2. Podem me corrigir prezados colegas, aprendo bastante com vocês. A história das guerras já mostrou outras vezes, que por mais tecnológico e avançado seja um meio (veículo), a quantidade tem um peso significativo.

    • Acho que uma coisa é diferença de qualidade. Taticamente, nem sempre o melhor equipamento é vencedor. Outra são níveis diferentes. Um F35 irá abater tantos F5 quanto a quantidade de munição permitir.

      A propósito, não vejo a diferença numérica a favor de ninguém.

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