A Força Aérea dos EUA deve modernizar o sistema de guerra eletrônica de seus mais de 900 caças F-16.

A Força Aérea dos EUA lançou um programa de modernização do sistema de guerra eletrônica para os seus mais de 900 caças F-16.

Lançado em 2015 pelo Departamento de Defesa dos EUA, inicialmente esperava-se que o programa SLEP prolongasse a vida útil das aeronaves F-16 Blocos 40, 42, 50 e 52. Até o momento, a Lockheed-Martin alcançou uma série de testes de durabilidade com um F-16 Block 30 e um Block 50 que mostraram a durabilidade em larga escala das células. Por isso uma segunda fase está sendo lançada com um programa de prototipagem recentemente lançado, que levará a uma modernização do sistema de guerra eletrônica de toda a frota de F-16 da USAF.

Os upgrades propostos poderiam incluir uma gama completa de sistemas ativos e passivos, incluindo um receptor de aviso de radar digital, bloqueador de autoproteção e sistemas de contramedidas, de acordo com documentos de aquisição anunciados no dia 3 de janeiro pelo Laboratório de Pesquisas da Força Aérea dos EUA, e divulgado pelo colega e amigo Stephen Trimble do site Aviation Week.

Apesar de supostamente ser substituído pelo novo Lockheed Martin F-35A Lightning II, a Força Aérea dos EUA quer garantir que a frota de F-16 seja relevante até 2046. Em dezembro, funcionários da indústria receberam pedidos de informações da USAF para uma estratégia de atualização de 15 anos, que começará este ano com uma fase de prototipagem.

A Força Aérea dos EUA quer escolher dois fabricantes para construir protótipos de receptores de alerta de radar digital com maior largura de banda e maior capacidade de detectar a posição dos transmissores de radiofreqüência.

Quando os protótipos forem concluídos, a USAF planeja iniciar o comissionamento do novo detector de emissões atualizado a partir do final de 2021.

Dois anos mais tarde, a Força Aérea poderia estender o upgrade para sistemas de guerra eletrônica ativos, incluindo um novo jammer interno e uma aprimorada isca rebocada.

A estratégia de aquisição da Força Aérea exige o uso de protótipos e não o processo tradicional de aquisição, a fim de cortar 4 anos e meio do processo de desenvolvimento, diz o serviço.

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12 COMENTÁRIOS

  1. O problema da USAF é a grande quantidade de F-16s.
    Mesmo problema padece Israel.
    Apesar do projeto ser bastante antigo, não podem se desfazer deles porque desfalcariam demais suas forças.
    Quem tem menos como Portugal, Bélgica e etc, já está passando adiante ou pensando em fazê-lo.

    • O F-16 cumpre o promete: robusto, versátil e provado em combate, por isso querem modernizar o aparelho. Bem diferente do Su-57, um protótipo sem motor e radar definitivos e que corre o sério risco de não ver a luz do dia pelas deficiências do projeto e a falta de grana.

      Conforme-se Xings!

    • Você recebe alguma coisa para desmerecer o F-16? Que já provou ser uma grande aeronave até os dias atuais, isso é fato e as estatísticas estão lá para comprovar.

    • Sim, de fato é um avião relativamente antigo, mas que o fabricante soube manter sempre no estado da arte, graças a excelência e robustez do projeto.
      Coisa que infelizmente não aconteceu com o Mirage 2000 (outro baita avião) por exemplo.
      Até hoje o F-16 é um caça de referência, e ainda deverá voar muitos anos mundo afora..

  2. Uma pena a FAB não ter feito parte da História desse caça, que diga-se de passagem, é uma das mais belas, vitoriosas e longevas aeronaves de caça já construídas. Muito anos ainda estão por vir.

  3. Medida muito necessária, o F-16 é excelente, a grande questão é: Vai ter $$$$ para fazer a atualização dos recursos eletrônicos de toda a frota ? Só lembrando que o poço sem fundo F-35 continua voraz…….

    • Voraz é a ignorância de quem ignora os fatos a respeito do F-35, que não apenas já é mais barato que Rafale e Typhoon como também já está sendo usado em combate.

      E nem vou falar da superioridade da fusão de dados do caça da LM

      Chato né?

    • É bom lembrar que estamos falando da USAF né..
      Não é um projeto de força aérea qualquer.
      Não são eles que estão acostumados a viver na capenga.

  4. Não me espanto, o F16 é o multi-role padrão desde que foi lançado. Quando se desenha um caça desta classe o F16 é o avião a ser superado, uma espécie de ponto de orientação enquanto se faz um projecto. Futurista na altura em que foi feito e ainda actual no presente, apesar de estar a ser substituído em muitos países outros ainda o compram pela primeira vez ou actualizam os que têem e no que toca a USAF, em 2046 estarão com uns 80 (?) anos com o F16 a voar. Impressionante.
    António, o F16 não é de todo um problema para nenhum país que o opere, o restante do seu comentário é de todo irrelevante a carente de conhecimento. Tal como os americanos também Portugal só irá substituir os seus no mínimo dentro de 15 ou 20 anos, senão mais. Israel opera F16 porque estes continuam a provar se como sendo o melhor meio na função de multi-role, mesmo com a entrada do F35 em serviço, a saída do F16 ainda se irá prolongar por mais alguns anos. O mesmo para a Bélgica, que também a espera do substituto irá manter o F16 por uns relevantes anos.
    É concluído portanto que o Falcon não representa um problema mas sim uma plataforma que tem se mostrado compatível com as situações que lhe atiram e com as respectivas tecnologias que lhe aplicam como solução. Não é de todo "um caça tampão" mas sim um avião resistente, eficaz e moderno, não tendo ainda atingido os limites da sua plataforma.

  5. Quem me dera morar em um país com "excesso e F-16"…
    Aliás a Venefavela tem só m punhado, e não se desfaz deles apesar dos SU-30.

  6. Me parece que se chegou ao consenso que um mix de aeronaves furtivas e não furtivas é a melhor opção mesmo para os EUA.

  7. USAF sabe que o F-35 ainda vai demorar e esse vale por 4- F-16. como não tem como a produção da L. martin o jeito é aproveitar o que tem. Só não pode voar contra sist. AAe russos.

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