O ano fiscal de 2019 se mostrou mais seguro para a Força Aérea dos EUA do que no ano anterior, com menos nove contratempos mais destrutivos em comparação com o ano fiscal de 2018, de acordo com dados do Centro de Segurança da Força Aérea dos EUA.

A USAF registrou 14 percalços de Classe A entre 1.º de outubro de 2018 e 30 de setembro de 2019, informou a AFSC (Air Force Safety Center) . Foram registrados 23 incidentes de Classe A de 1.º de outubro de 2017 a 30 de setembro de 2018.

Os incidentes de Classe A ocorrem quando as aeronaves são destruídas ou sofrem mais de US$ 2 milhões em danos, ou quando o piloto ou a tripulação é morto ou permanentemente afastado do serviço. Incidentes em que aeronaves pilotadas remotamente são destruídas não contam para esse cálculo, a menos que um dos outros dois critérios seja atendido, de acordo com a AFSC.

Desses 14 eventos Classe A, a maioria envolveu caças, sendo seis F-22, dois F-15 e dois F-16. Dez plataformas de caças estavam envolvidas nos incidentes Classe A no ano fiscal de 2018.

Um C-17, um T-38, um T-6 e um V-22 também estavam envolvidos no ano fiscal de 2019. As Forças Aéreas do Pacífico sofreram os incidentes mais graves de qualquer comando importante da USAF naquele ano.

O AFSC notou uma fatalidade, muito abaixo das 19 mortes no ano anterior, durante as quais nove membros da Guarda Nacional Aérea de Porto Rico foram mortos num acidente com um WC-130H em maio de 2018 .

A USAF também sofreu 27 acidentes de Classe B no ano fiscal de 2019, abaixo dos 34 do ano anterior. Os incidentes classe B são definidos por danos a aeronaves que custam entre US$ 500.000 a US$ 2 milhões, pessoal parcialmente incapacitado ou três ou mais pessoas sendo hospitalizadas.

As melhorias são pelo menos parcialmente atribuíveis às novas tecnologias e procedimentos em vigor, como por exemplo para o F-16, que um novo sistema automático de prevenção de colisões contra o solo salvou oito aeronaves e nove vidas até agora, reportou a Comissão Nacional de Segurança da Aviação Militar, um grupo criado pelo Congresso dos EUA na Lei de Autorização de Defesa Nacional Fiscal de 2019 para investigar os contratempos de aeronaves ocorridos entre 2013 e 2018. 

Embora seja muito cedo para tirar conclusões do que os comissários aprenderam até agora, Bryan Whitman, porta-voz do grupo, disse que seus membros haviam visitado 16 instalações da Força Aérea e a Academia da Força Aérea dos EUA em 31 de outubro. Outros 13 locais da USAF ainda estão em sua lista.

A comissão ainda está na fase de coleta de dados, reunindo-se com uma ampla gama de funcionários da comunidade da aviação para ouvir em primeira mão os desafios com que lidam todos os dias“, disse Whitman. “Simultaneamente, a equipe está compilando todos os dados de segurança [Classe AC] dos serviços militares. Depois, pegaremos as reflexões das visitas aos locais e as combinaremos com os dados de contratempos para começar a identificar tendências”.

Os comissários estão se concentrando em questões que variam de política, orçamento, ritmo de operações, treinamento, manutenção e muito mais.


Com informações de Air Force Magazine

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1 COMENTÁRIO

  1. Interessante ter seis F22 envolvidos em acidentes classe A , acho que se queimar um farol já deve custar mais de 2 milhões de doletas

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