A Força Aérea dos EUA aposentou no dia 20 de novembro o míssil de cruzeiro lançado do ar (Conventional Air-Launched Cruise Missile – CALCM), um dos pilares da capacidade de ataque de longo alcance convencional do B-52.

O CALCM é baseado no míssil nuclear de cruzeiro lançado do ar AGM-86B, que teve seu batismo de fogo em abril de 1986 contra às instalações militares da Líbia na chamada Operação Eldorado Canyon. Desenvolvido em segredo, tinha como objetivo atingir com precisão alvos a uma distância segura para proteger os “atiradores”. A Boeing, desenvolvedora do ALCM, redesenhou o míssil removendo sua ogiva nuclear e substituindo-a por 1.000 ogivas de fragmentação por explosão convencional e Receptores GPS.

As bombas foram usadas pela primeira vez em combate em 1991, nos estágios iniciais da Operação Tempestade no Deserto. Durante essa missão, chamada Operação Esquilo Secreto (Operation Secret Squirrel), sete B-52 lançaram 35 mísseis contra alvos iraquianos. A missão marcou a primeira vez que o GPS foi usado para guiar um míssil até o alvo.

Com apenas alguns dos mísseis restantes no inventário, o Global Strike Command no início deste ano retirou oficialmente o sistema. Numa ficha técnica de agosto de 2019, constavam 54 variantes do AFM-86D armazenadas na base aérea de Barksdale, aguardando financiamento para desmilitarização.

A decisão de retirar o míssil veio à medida que as armas mais avançadas e de longo alcance entraram em serviço, como o AGM-158B.


Com informações de Air Force Magazine

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