B-1 #2A Força Aérea dos EUA retirou do teatro de operações seus bombardeiros B-1B que estavam operando sobre o Iraque e a Síria.

O tenente-general Charles P. Brown, comandante do Comando Central da Força Aérea, disse que os bombardeiros B-1 empregados na região estão voltando para os Estados Unidos para atualizações regulares e necessárias.

Brown disse que a campanha aérea dos EUA sobre o Iraque e a Síria poderá perder a hoje “pouca flexibilidade” disponível com o B-1, mas outras aeronaves irão compensar o déficit.

B-1 #1O B-1 entrou em serviço em meados dos anos 1980 como um bombardeiro de ataque nuclear e carinhosamente chamado de “Bone” (osso, num trocadilho para B-one) por suas tripulações, desde então se tornou o carro-chefe nos conflitos de baixa intensidade dos Estados Unidos no Iraque, Afeganistão e, mais recentemente, na Síria. Capaz de vôo supersônico e ficar no ar (on station) por longos períodos de tempo, o B-1 é capaz de transportar 75.000 lbs (34 ton) de munições, dentre bombas burras, guiadas por GPS e munições de fragmentação.

Brown não disse quando a aeronave irá retornar para a região, mas disse que espera que o B-1 realmente volte. Nesse ínterim, ele disse contar com outras aeronaves, incluindo as de outros parceiros da coalizão.

Nas últimas semanas, a Dinamarca, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos disseram que suas aeronaves vão começar a contribuir mais para a campanha aérea no Iraque e na Síria. A Dinamarca, que foi com a missão de atacar alvos no Iraque, comprometeu-se a começar a bombardear alvos do Estado islâmico na Síria, enquanto a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos disseram que irão ser mais efetivos em suas campanhas aéreas.

Brown disse que 80% dos ataques no Iraque e na Síria são realizadas por aeronaves dos EUA, mas que os parceiros da coalizão trazem outras capacidades para a luta, como plataformas REVO, plataformas de reconhecimento e de busca e salvamento em combate.


FONTE: The Washington Post – Edição: CAVOK


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7 COMENTÁRIOS

  1. Esse ai foi sub-utilizado durante toda a vida igual o F-105 Thunderchief.

    O F-105 era pra ser um bombardeiro supersônico de ataque nuclear que teve a infelicidade de ter que ficar carregando bombas burras no vietnam virando alvo de Migs, SAMs e da politicagem americana.

    Esse B-1 também. Um baita avião que tem que ficar jogando bomba em terrorista de AK-47. Mesma coisa que comprar uma Ferrari e ter que usar ela pra entregar pizza.

    • Ficou louco R_Silvestro? Bem melhor eles não serem utilizados a plena mesmo… Já imaginou os B1 tendo que voar numa guerra pra valer, eles foram feitos para combater a União Soviética, então acho que é melhor ve-los jogando bombas em terroristas mesmo.

  2. Isto está com cara de upgrade de EW…

    A vantagem do B1 é o tempo de órbita que ele pode esperar um chamado…

    Acho interessante os russos não acompanharem um avião grande e não manobrável como o B1 durante os seus vôos dentro da Síria..

    • Se você ler um pouco melhor o texto verificará que a fala do tenente-general contém a informação que você, preciosamente, teimou em não perceber. Pra te ajudar, dê uma olhadinha no segundo parágrafo… expandirá seus horizontes.

      "1 único"???

      Tenso, esse pleonasmo foi muito tenso.

  3. É impressão minha ou esta faltando aeronaves à USAF para suprir todas as tarefas as quais ela é destinada?

    Não que falte aeronaves em sí, mas os comandantes não estão tendo à mão tudo aquilo que eles gostariam e sim o que está disponível para aquele momento. O que um B-1 faz um F-16 também consegue fazer, porém não necessariamente da mesma maneira e com a mesma disponibilidade e flexibilidade, exigindo assim replanejamento das missões para se adequarem aos recursos disponíveis e suas janelas de disponibilidade.

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