A Saab realizou o primeiro corte de metal para o caça Gripen F de dois lugares, marcando uma etapa importante no programa.

A primeira parte foi fabricada recentemente nas instalações da Saab em Linköping, na Suécia e é para a seção de entradas de ar, logo atrás do cockpit da aeronave.

O Gripen F está em desenvolvimento para a Força Aérea Brasileira (FAB) e compartilha o mesmo design e recursos avançados do Gripen E, mas com assento, telas e controles para um segundo membro da tripulação. O Gripen F possui um modo de treinamento para aulas e um modo pelo qual os dois membros da equipe podem compartilhar a carga de trabalho com diferentes configurações de telas de exibição.

“Esse marco é importante para o projeto Gripen, pois demonstra que a fase de desenvolvimento está ocorrendo corretamente. Isso sinaliza o início da produção do avião de dois lugares, o Gripen F, que é muito esperado pela Força Aérea Brasileira”, diz o coronel Renato Leite, chefe do Grupo de Monitoramento e Controle (GAC-Saab) da Força Aérea Brasileira.

O programa industrial conjunto na versão de dois lugares é entre a Saab e as empresas parceiras brasileiras Embraer, AEL Sistemas, Akaer e Atech. Atualmente, aproximadamente 400 engenheiros estão trabalhando no desenvolvimento do Gripen F, principalmente na Gripen Design and Development Network (GDDN) na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto, interior de São Paulo. A fabricação ocorrerá na Suécia e no Brasil.

“Um trabalho em equipe muito eficaz entre muitas pessoas dedicadas, tanto na Suécia quanto no Brasil, abriu o caminho para esse marco nesta nova versão do Gripen. Esses tipos de marcos são momentos especiais devido à sua raridade e isso é ótimo”, diz Jonas Hjelm, chefe da área de negócios aeronáutica da Saab.

O Brasil encomendou 28 jatos Gripen E que serão entregues no Brasil a partir de 2021 e oito Gripen Fs, a partir de 2023. O Gripen F também está sendo oferecido pela Saab à Finlândia para seu programa de substituição de caças.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Legal, pelo cronograma três anos entre o início da fabricação e a entrega.
    É por conta das tecnologias nunca antes vistas na história da humanidade segundo os especialistas.
    Até lá, dá tempo de mais um cochilinho no berço esplêndido.

  2. Caramba que boa notícia mas as vezes fico imaginando, ou sonhando mesmo, imagina dois esquadrões com uns 36 testes Gripen F com capacidade de comando e controle de drones de ataque fazendo cada aeronave destas comandar mais 6 ou 10 drones de ataque, por isso teria que ser o Gripen F para dividir a carga de trabalho e olha só que poder de ataque que somente 36 aeronaves daria pois com esta quantidade teríamos um total de 360 aeronaves para atacar conjuntamente com IA e pronta pra interagir e reagir conforme o comando do piloto, seria um enorme poder.