O Caça Su-35 Super Flanker durante demonstração em voo no Dubai Airshow 2017.

Enquanto Sukhoi está desenvolvendo o caça furtivo de quinta geração Su-57 (PAK FA) para equipar a Força Aérea Russa nos próximos anos, hoje é o Su-35 Super Flanker da fabricante que representa o topo da linha de equipamento de combate russo na linha de frente. E por isso, a United Aircraft Corporation (UAC) levou o super manobrável Su-35S para o Dubai Air show, onde foi demonstrado em voo para os potenciais clientes como pode ser visto no vídeo a seguir.

Desenvolvido a partir do Su-27 Flanker, o Su-35 entrou no serviço da Força Aérea Russa e foi implantado na Síria no início de 2016 onde realizou sua estreia operacional.

A Rússia está visando a exportação do moderno caça. A China foi o primeiro país a adquirir o Su-35, e já recebeu seu primeiro lote de aeronaves.

Mas agora são os Emirados Árabes Unidos, que em fevereiro deste ano teriam negociado a compra de pelo menos um esquadrão do Su-35. Os russos informaram durante a IDEX que os Emirados Árabes Unidos devem confirmar em breve a assinatura do contrato.

A demonstração em voo do Su-35 serviu para ver sua extraordinária super-manobrabilidade, graças ao uso de motores com empuxo vetorado e um avançado fly-by-wire no sistema de controle de voo.

Com informações de Rustam Bogaudinov, direto de Moscou. Fotos de Marina Lystseva (Fotografersha Photojournal)

20 COMENTÁRIOS

  1. Tudo isso é muito bonito de se ver em show aéreo mas em dogfight a coisa muda de figura. Manobras muito agressivas tendem a fazer o caça perder energia muito rapidamente,o que é fatal. Vence um dogfight não o aparelho mais manobrável mas sim quem vê primeiro e administra melhor a equação Energia/Manobrabilidade, e inclusive as táticas de combate aéreo da USAF e USN pregam justamente que o piloto deve ter ao menos uma reserva de energia após executar manobras.

      • Esse foi o grande problema da internet gaudério, deu voz aos imbecis! "Cobra de pugachev" usado para atirar em quem persegue de cima? É cada pérola que a gente vê….

        Outro, famoso, diz que o F-22 até hoje é um avião "incompleto". E um terceiro disse que o Su-35 faz qualquer piloto adversário "se borrar de medo"….

  2. O F-22 também tem empuxo vetorado (um pouco diferente do Su-35S mas o tem!), qual é a real aplicação disso em um combate? Boa pergunta!

    Os fatos são: Russos e Americanos buscaram tecnologia que permitisse que seus melhores caças (na minha opinião F-22 e o Su-35S é o melhor que cada nação produziu e é hoje operacional) pudessem ser super manobráveis., acredito eu, que eles buscavam atender algum objetivo com isso.

    • O F-22 ganhou TVC ( Bidimensional em função da premissa de redução de RCS) para poder equiparar a manobrabilidade do Su-27. Ocorre que depois de muitos testes com uma grande variedade de protótipos (F-16 VISTA, F-15 ACTIVE, F/A-18 HARV) culminando no X-31 os EUA chegaram à conclusão que o TVC é mais útil em mísseis.

    • De forma simples de explicar, cada TVC tem suas vantagens.

      Por exemplo, os motores russos com TVC como o AL-41F1S (motor do Su-35S), apesar de ter um empuxo vetorial tridimensional, só pode “vetorar” até 15 graus. Enquanto o P&W F119 (motor do F-22) pode “vetorar” até 20 graus, porém seu empuxo vetorial é bidimensional.

  3. Pugachev Cobra certamente não é uma manbora de combate. Porém o Su-35 tem um controle bem maior sobre o F-22 onde as superficies de voo não possuem eficácia suficiente para mudar a atitude de aeronave em caso de stall por exemplo. O que é uma vantagem muito grande, quem conseguir se recuperar primeiro. Inclusive os Russos usam dessa habilidade da aeronave para justamente fazer manbras onde sem TVC, a aeronave entraria em stall e recuperação não seria possível em um curto período de tempo.

  4. Com o surgimento de mísseis all-aspect e depois off-boresight não vejo muita função pra essas manobras. Até porque com esse tamanho o Su-35 certamente não teria o elemento surpresa pra chegar próximo o bastante.

  5. Esta é uma discussão antiga mas SEMPRE mal colocada.

    Numa guerra de VERDADE nem sempre você conta com todos os ases de seu super trunfo.

    Embora os mísseis de longo alcance possam tornar irrelevante em situação IDEAL o TVC num cenário de conflito, SEMPRE você ter uma aeronave equipada com TVC tridimensional é uma vantagem apreciável para quem tem.

    Numa "luta de cachorro" grande, média ou pequena ter TVC 3D e seu (inimigo não) permite manobras não acessíveis ao adversário sem o recurso; o que desnivela a luta, o piloto sem tem de ser MUITO SUPERIOR MESMO ou estar numa situação muito favorável de engajamento inicial (seja cineticamente, posicionamento espacial, com maiores reservas de combustível ou munição).

    TVC dá o mesmo tipo de vantagem que os Harriers dos Marines tinham sobre muitas aeronaves teoricamente mais capazes pois os fuzileiros americanos tinham uma doutrina menos restritiva de vetoração em voo que os próprios ingleses e fizeram história…

    Uma coisa que eu gostaria muito de perguntar ao Rustam Bogaudinov é se ele tem alguma informação ou fonte RUSSA se as experimentações táticas aéreas dos marines americanos com o Harrier teve ALGUMA influência no imenso aumento do investimento que os russos fizeram no aperfeiçoamento da técnica de TVC Russa ou se foi o contrário, se o desenvolvimento do TVC russo é que impulsionou os Marines Americanos a fugir das suas aeronaves nativas e a adotar ineditamente (para os EUA) o Harrier inglês…

    Tipo quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha???