O E195-E2 voa com aeronaves A-29 Super Tucano da Esquadrilha da Fumaça. (Foto: EDA / Suboficial Ribeiro)

Um voo inédito marcou os céus de São José dos Campos no última dia 28, quando quatro aviões da Esquadrilha da Fumaça realizaram um voo em conjunto com aeronaves E190-E2 e E195-E2 da brasileira Embraer em evento que marcou a certificação da nova linha de aviões comerciais da fabricante.

Cerca de seis mil pessoas assistiram de perto as seis aeronaves sobrevoando o público que estava próximo à pista da Embraer na cidade. Uma das aeronaves, batizada de Ozires Silva em homenagem a um dos fundadores da companhia, realizava manobras enquanto as outras cinco aeronaves se posicionavam para realizar diversos sobrevoos. O Presidente e CEO da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, agradeceu pela presença do Esquadrão neste momento que considerou histórico e especial: “A presença da Esquadrilha da Fumaça abrilhantou ainda mais nosso evento de certificação do E190-E2. Ver nossas aeronaves Super Tucano voando em formação com o E2 foi motivo de muito orgulho e emoção para todos os funcionários da Embraer”, que também é a fabricante do modelo A-29 Super Tucano.

O destaque foi para uma execução inédita da manobra Break, conhecida do público da Esquadrilha da Fumaça e que, desta vez, foi realizada com a participação do E195-E2 ao centro.

“Participar deste momento com a Embraer é uma reafirmação das atribuições da Esquadrilha da Fumaça de comprovar a qualidade da indústria aeronáutica e tecnologia que o Brasil possui no ramo da aviação”, afirma o Tenente-Coronel Marcelo, comandante do Esquadrão. E complementa: “Estimular a vocação aeronáutica nos brasileiros é mais do que estimular o ingresso de jovens na Força Aérea Brasileira: é também levar ao conhecimento do público a grande abrangência de atividades aeronáuticas no país”.


Os detalhes do voo foram acertados em conjunto entre pilotos da Esquadrilha da Fumaça e da Embraer, que discutiram aspectos de segurança, parâmetros de altura, velocidades e manobras. Ao todo, oito pilotos se envolveram diretamente e, curiosamente, os comandantes de ambas as aeronaves E2 são ex-integrantes da Esquadrilha da Fumaça, hoje na reserva da FAB e pilotos de ensaio da Embraer: O Coronel Peach, que comandou o E190-E2 isolado “Ozires Silva”, foi piloto das posições #3, #6 e #7 de 1985 a 1987, quando o Esquadrão ainda voava o T-27 Tucano nas cores vermelha e branca. Já o Coronel Couto pilotou nas posições #4 e #7 de 2000 a 2004.

“Não tenho palavras para descrever a emoção de realizar um voo com a Esquadrilha da Fumaça depois de tantos anos. Uma vez Fumaceiro, sempre Fumaceiro!” afirmou o Coronel Couto, que liderou a formação com o E195-E2 e comandou o famoso “Fumaça…Já!” durante as passagens.

Nova aeronave da Embraer

Passados apenas 56 meses entre o lançamento do programa e a certificação do E190-E2, a Embraer recebeu o Certificado de Tipo de três autoridades de aviação civil para o primeiro membro da família de E-Jets E2: da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), da norte americana Federal Aviation Administration (FAA) e da europeia European Aviation Safety Agency (EASA). Na prática, a certificação indica que o modelo está pronto para ser comercializado e realizar voos comerciais pelas companhias aéreas, indicando o fim do ciclo de projeção e testes do avião. É a primeira vez que um programa aeronáutico com o nível de complexidade do E2 recebe um certificado de tipo das três das maiores autoridades internacionais de certificação simultaneamente.

A Embraer é a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo e líder mundial de jatos com até 150 lugares. Fundada em 1969 pelo então Tenente-Coronel Ozires Silva, o programa de E-Jets registrou mais de 1.800 pedidos firmes e 1.400 entregas. Ao todo, a Embraer já entregou mais de oito mil aeronaves em sua história. Em média, uma aeronave Embraer decola no mundo a cada 10 segundos.


Fonte: EDA / Tenente Marcus Lemos – Revisão: Capitão Grothe – Fotos: Tenente Eduardo, Tenente Inforzatto e Suboficial Ribeiro

6 COMENTÁRIOS

  1. Por que diabos a esquadria da fumaça vai prestigiar o lançamento de um avião da boeing?
    Ok parei, muito linda a apresentação certamente não mereciam o comentário acima, mas quem esquece acaba perdendo.

    • Ainda nao é Boeing, e pode ser uma demonstraçao da FAB de que nao abrirá mao da empresa da forma que a Boeing quer.

      • Pelo que entendi a parceria entre as duas seria através da criação de uma joint-venture " Embraboeing ou Boeingbraer kkk se acontecer eles inventam nome melhor rsrs", portanto os novos produtos seriam de ambas e não só Boeing.

        • A Boeing quer o controle absoluto do setor de aviaçao civil, porém o setor militar até hoje dependeu dos lucros do civil para alavancar seus projetos, e se a Embraer nao vencer o programa OA-X dos EUA com o A-29 e nao conseguir que o KC-390 se torne um sucesso de vendas, os projetos militares continuarao dependentes da grana que vier dos E-2 e jatos executivos.

          • Deixando de lado a parte do controle (que é importante), mas a aérea civil não poderia expandir com a experiência e qualidade da Boeing, como usar a tecnologia do Dreamliner + E2 ?

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