O helicóptero armado chinês Z-19E realizou hoje seu primeiro voo junto a fábrica da Harbin, no nordeste da China.

O helicóptero armado Z-19E, desenvolvido pela China, fez seu primeiro voo nessa quinta-feira em Harbin, na província de Heilongjiang, nordeste da China.

Também chamado de “Black Whirlwind”, o Z-19E apresentou manobras em voo pairado, manobra de efeito solo e passagens baixas acima do aeroporto para demonstrar seu desempenho.

A nova geração de modelos orientados para a exportação foi desenvolvida pela Avic Harbin Aircraft Industry para atender às exigências do mercado de comércio militar internacional, de acordo com a estatal Aviation Industry Corporation of China (AVIC).

O vice-chefe de design Li Shengwei disse que o Z-19E está equipado com recursos de segurança para melhorar a taxa de sobrevivência do piloto. “O Z-19E e o Z-9 são semelhantes em muitos aspectos”, disse Li. Em termos de manobrabilidade e funções, o Z-19E atende aos padrões internacionais e sua interface operacional é em inglês, acrescentou Li.

O helicóptero é o mais recente helicóptero armado com assentos em tandem. É também o primeiro helicóptero orientado para exportação do país feito especialmente para fins de ataque de resposta rápida, de baixo impacto e frequentes.

“Ele é capaz de ser implantado no campo de batalha no apoio a uma variedade de outras missões e em ambiente difíceis e durante o dia e a noite”, disse Li Shengwei, vice-designer-chefe da Avic Harbin Aircraft Industry.

O helicóptero com dois assentos em tandem, proporciona tanto ao piloto na frente como no assento traseiro uma ampla visão. Suas possibilidades de manobra e sobrevivência no campo de batalha são grandes melhorias, de acordo com Li.

Com um peso máximo de decolagem de 4.250 quilogramas, o Z-19E é um helicóptero armado leve com vantagens óbvias na velocidade de cruzeiro, na razão de subida, e no teto útil, de acordo com seu colaborador.

O Z-19E destina-se principalmente no ataque a tanques, veículos armados, sistemas de defesa e outros alvos no solo.

Ele pode fornecer apoio de fogo direto para tropas terrestres, helicópteros de ataque e outros alvos de baixa altitude, voando em altitudes muito baixas e voando como parte de um comboio de helicópteros.


Fonte: Xinhua – Edição: Cavok

18 COMENTÁRIOS

  1. Sempre vejo a China desenvolvendo avioes e helicopteros para o mercado internacional, mas me pergunto quem absorve tanto equipamento militar chines. Sera q vale a pena tanto desenvolvimento de aeronaves num mercado onde a compra eh tao seletiva e em poucas quantidades?

    Nos anos 80 e 90 eles venderam um monte de Nanchangs e Sheniangs, mas eram outros tempos, hoje eh possivel fazer atualizaçoes de software, overhaul e compra-se kits de avionica para qq aeronave geraçao 3 e logo se tem um mequetrefe que segura as pontas de qq FA. Eu nao consigo imaginar esses avioes e helicopteros chineses tendo uma performance adequada em um campo de batalha.

    Corrijam-me se eu estiver falando abobrinha.

    • Caro Giancac, podemos usar o ponto da seletividade que você apontou quanto as compras de armamentos mundo afora, é um fato que as grandes compras hoje são possíveis apenas por uma pequena parcela de países o que deixa uma margem muito grande de médios e pequenos mercados que necessitam de meios.

      Sendo assim o mercado mesmo parecendo ser algo polarizado acaba tendo brechas aonde este ou aquele país procuram alternativas para sanar suas necessidades operacionais,a partir deste ponto fornecedores de diferentes nações entram em cena e oferecem seus produtos que podem ser muito interessantes.

      E a China vem como uma alternativa atraente em variedade de modelos oferecidos e custos, se você fizer uma pesquisa rápida só sobre aeronaves vai perceber que em alguns casos eles tem mais de um modelo para o mesmo nicho salvando obviamente as devidas diferenças operacionais. No caso dos helicópteros de ataque são basicamente três modelos Z-9/Z-10 e o desta matéria o Z-19. Mas quem garante que eles são bons???

      Da mesma forma que outros países garantem os seus produtos, vamos ver do seguinte ponto de vista hoje em dia nenhum país coloca em serviço uma determinada aeronave ou sistema que seja o chamado "meia boca" e o que se levanta no caso dos equipamentos chineses é uma suspeita quanto a qualidade dos mesmos. E muito disso tem uma grande ligação com o pré-conceito que muitas pessoas tem com os meios desenvolvidos porque acabam se baseando em coisas que hoje não fazem mais tanto sentido.

      O que ocorre hoje em dia é que sistemas militares de desenvolvimento chinês e de vários modelos e classes estão sendo exportados e ao mesmo tempo as forças militares de Pequim vem aumentando dia após dia o número de meios próprios em operação e assim diminuindo a dependência externa. Em algumas áreas ainda existe uma grande dependência mas isso aos poucos devem ser sanados ao longo das próximas décadas.

      Mercado tem, veja o continente africano e asiático e porque não até alguns países latinos, agora o esforço de venda por parte dos chineses deve ser intensificado ao longo dos próximos anos e através de uma gama de produtos mais sólida e fazendo frente aos tradicionais fornecedores de equipamentos militares.

      Ver que os chineses usam aquilo que desenvolvem e depois exportam (com exceção ao JF-17/FC-1 o que é uma pena) acaba dando certas garantias aos clientes em potencial de que aquele produto é confiável,agora como cada um vai empregar ai são outros quinhentos.

  2. Estranho fazer o primeiro voo com armamento, mesmo que seja inerte.
    Ainda mais com pairado e passagens baixas.
    Está com cara de que foi o primeiro voo de demonstração ao público, ja deve ter feito outros voos.

    • No caso é uma versão para exportação o fato dele estar "armado", não interfere em praticamente nada pois as principais mudanças devem ser com relação a parte de aviônica & sensores.

      Sendo assim boa parte da aeronave já esta plenamente homologada e apta para o emprego.

  3. Os chineses não são bobos. Quase certo que o mercado para esses equipamentos são os países que recebem "ajuda"/empréstimos financeiros na Africa, Paquistão, etc. Do ponto de vista técnico, parece que estão, inteligentemente, chupinhando até o osso os projetos da Airbus.

    • Caro WRStrobel,

      O primeiro helicóptero exemplificado por vós é o hoje Leonardo (AgustaWestland) AW129 Mangusta, italiano, que está na versão CBT e já evoluiu no T129 turco. Mas, sabemos todos, nos anos 1980 os chineses testaram realmente (e certamente esquadrinharam e fotografaram, para reprodução) o A129 International disponível, daí a semelhança estética com o provavelmente mais potente WZ-10…

    • O uso de metralhadora ou canhão fixa em pod ou móvel em torreta é questão da doutrina de emprego de cada país ou fabricante, o Tiger da Alemanha por exemplo usa fixa em pod.
      . http://www.military-today.com/helicopters/eurocop
      .
      A Austrália ja encomendou o Tiger com torreta.
      . https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/
      .
      Na China a Harbin ofereceu este Z-19E com metralhadora em pod enquanto a CAIC ofereceu o Z-10 com torreta.
      . http://www.ainonline.com/sites/default/files/uplo

      • parece que a Alemanha sentiu falta quando o enviou para alguma guerra, acho que no Afeganistão. Mas esse Z-19 é muito leve para levar uma torreta.

        • O canhão ou metralhadora fixo em pod tem uma grande desvantagem, a Indonésia sentiu isso no seu Mi-35 que usa canhão duplo fixo de 35mm diferente do nosso 23mm duplo móvel em torreta.
          No fixo o piloto tem que alinhar o helicoptero perfeitamente com o alvo e apertar o gatilho, no caso do móvel em torreta o piloto se dedica ao voo e o artilheiro direciona o canhão ao alvo e dispara com maior precisão.

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