Quando ao piloto de caça aposentado e o Vice-Chefe do Estado-Maior da Força Aérea dos EUA de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR), o tenente-general David Deptula foi oferecido a oportunidade de levar um A-29 Super Tucano para um teste de vôo, ele aproveitou a chance. A aeronave é um dos participantes do programa de Apoio Aéreo Leve (LAS) da Força Aérea dos EUA (USAF), oferecido pela Sierra Nevada Corporation, em parceria com a Embraer. A aeronave está em exibição esta semana no show aéreo AirVenture, em Oshkosh.

O A-29 Super Tucano tem ganhado destaque no mercado de defesa internacional nos últimos anos devido às suas capacidades e histórico em ambientes difíceis, bem como seu baixo custo de operação e de propriedade. Nos países latino-americanos, que foram os primeiros a adotar essa aeronave (Brasil, Chile, Colômbia, República Dominicana e Equador), líderes políticos creditam a ele com a derrubada de organizações ilegais e controle de uma variedade de outras ameaças. Desde o início de 2012, Burkina Faso, Angola e Mauritânia assinaram contratos para compra de aviões Super Tucano e a Indonésia fez uma encomenda de outro lote de oito aeronaves e um simulador de vôo, depois de já ter comprado oito Super Tucanos. A Embraer, fabricante do avião, anunciou recentemente um acordo com a Boeing para fornecer a integração de armas para o A-29 Super Tucano, aumentando ainda mais as suas capacidades.

A aeronave selecionada pela Força Aérea dos EUA para o seu programa Apoio Aéreo Leve inicialmente será usada para fornecer recursos de ataque leve, reconhecimento armado e de treinamento para os militares no Afeganistão. Também irá fornecer aos EUA e outras nações parceiras as capacidades críticas para uma nova geração de poder aéreo ágil, flexível, econômico e multi-função.

“A partir de agora, e mais do que nunca, os Estados Unidos e seus aliados precisam encontrar o formas inovadores e de custo-benefício para conseguir derrotar uma variedade de ameaças não tradicionais, e eu queria ver por mim mesmo se o Super Tucano merece a reputação excelente que já possui”, disse o General Deptula.

O tenente-general Deptula realizou seu voo em novembro de 2011 num A-29 Super Tucano usado pela empresa privada Tac Air, nos EUA.

Deptula serviu na Força Aérea dos EUA por mais de 34 anos. Entre suas muitas realizações, ele atuou como Diretor do Centro de Operações Aéreas para a Operação Liberdade Duradoura, em 2001, onde ele orquestrou operações aéreas sobre o Afeganistão, resultando na remoção do regime talibã e eliminando os campos de treinamento terroristas da al-Qaeda. Ele também foi o planejador do principal ataque na campanha aérea da coalizão na Tempestade no Deserto em 1991. Deptula foi o primeiro chefe adjunto do Estado-Maior para inteligência, vigilância e reconhecimento, do Quartel General da Força Aérea, onde foi responsável pela formulação de políticas, planejamento e liderança das aeronaves não tripuladas de ISR da USAF. Ele pilotou mais de 3.000 horas de vôo (400 em combate), que incluem múltiplas atribuições de comando de combate operacional no F-15. Como civil, Deptula está focado em ajudar a indústria de defesa a fornecer melhores e mais baratas soluções para os problemas globais de segurança.

O A-29 Super Tucano é uma aeronave turboélice relativamente pequena, elegante e poderosa, projetada para múltiplos papéis de combate e ISR. Sua agilidade do poder aéreo e proposição de valor é resultado de anos de avanços na tecnologia, inovação, design e capacidade demonstrada.

De acordo com Deptula, não há dúvida de que o A-29 Super Tucano foi projetado para a máxima eficácia nas operações austeras. “Uma das coisas que você percebe de imediato é a faixa muito ampla e elevada altura do solo, largo super T, engrenagem robusta, e pneus de baixa pressão, que significam maior capacidade ‘off road’ e melhor desempenho em vento cruzado.” Ele também observou que o avião destina-se a tirar o máximo proveito do seu motor Pratt & Whitney PT6 de 1600 SHP. “A fuselagem longa e o grande estabilizador vertical são bem desenhados para compensar o torque do poderoso motor – e adiciona um espaço pronto para crescimento nas missões futuras”. O motor também supera o desafio de ambientes altos e quentes, e permite uma velocidade sustentada ao longo de manobras em altas cargas “G”.

Deptula também observou que a estrutura, célula, apoio de motor, canopi, e as noves estações de armas que suportam mais de 130 configurações certificadas (incluindo um sensor Bright Star II da FLIR) são “propositalmente superdimensionadas pela engenharia”. As asas e a fuselagem se misturam para mais força e melhor aerodinâmica. Os canhões duplos de calibre .50 são integrados nas asas economizando peso e arrasto, melhorando a precisão. Estes, durante curvas, melhoram o tempo na estação e acrescenta uma persistência crítica quando operando em conjunto com as forças terrestres.

O Sistema Embarcado de Geração de Oxigênio (OBOGS), assentos ejetáveis “0-0” da Martin Baker, cockpit blindado, e “maravilhosa visibilidade” de ambos os assentos da cabine, proporcionam uma grande confiança e conforto para aqueles que voam o A-29, de acordo com Deptula .

“O A-29 voa como um ‘caça’ deveria. É sensível, mas perdoa; robusto, mas avançado. Se não fosse a hélice na frente, eu teria pensado que eu estava voando um jato”, disse Deptula.

O sistema de planejamento de missão e debrief, aviônicos da Honeywell e Collins, monitores configuráveis multifuncionais e o HOTAS (hands-on-throttle-and-stick) são modelados como os modernos caças da USAF. De acordo com Deptula, este projeto minimiza o tempo de transição e de formação e o emprego de armas torna-se intuitivo e amigável. “Estas são características importantes numa aeronave com a qual você está tentando levar para as pessoas numa velocidade rápida”, disse ele.

“Eu poderia ter voado uma missão real depois da minha breve demonstração. Aqui está a lista para o pouso: trem baixado, flaps baixados. Ele não pode ser mais simples do que isso.”

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9 COMENTÁRIOS

  1. Bom, muito bom, bela propaganda a favor.
    Estamos ganhando no pré-jogo.
    Vamos ao jogo.

  2. Não vejo algo melhor em custo-benefício do que o nosso Tucanão pra se enfrentar os bravos mujahidens talibãs armados com AK's e RPgs.

    Aliás, falando em Afeganistão, como deve estar a performance dos Hind's da força aérea afegã? será que estão sendo utilizados em missões contra-insurgencia ou servem só pra manter doutrina?

    • Bravos mujahedins? Fala sério….Mas falando sério creio que com a companhia dos nossos STs a performance dos hinds seria grandemente aumentada. Espero que a FAB esteja investigando com carinho as inúmeras possibilidades do binômio Hind/ST

      • Claro que falo sério. È necessario no minimo bravura pra enfrentar a maior potencia do globo, sem ajuda externa e com AK's fabricados em Khyber Pass.

        E outra coisa, os quase 2.000 americanos mortos no Afeganistão não devem subestimar os Talibãs tanto quanto vc subestima.

  3. BELISSIMO COMENTÁRIO SOBRE O A29 ST, AINDA MAIS DE QUEM A MAIS DE 3 DÉCADAS ESTÁ POR DENTRO DE COMO SE VOA REALMENTE, ASSIM COM TANTAS CRÍTICAS BOAS FICA DIFÍCIL NÃO TER UM AVIÃO DESSES VOANDO NA FORÇA AÉREA DE QUALQUER PAÍS.

    PARABÉNS A EMBRAER, PARABÉNS A29 ST !

  4. Depois de tantas notícias ruins, é bom uma boa para variar. Tomara que esse general ainda tenha alguma influência dentro da USAF e no Congresso Americano.

    []'s

  5. Vejamos:

    1. Testado em combate

    2. Operado por diversas Forças Aéreas do mundo

    3. 99 unidades em operação no Brasil

    4. Baixo custo de aquisição (US$ 11 milhões, em média)

    5. Baixo custo de operação (US$ 500,00 a hora de vôo)…

    Só falta o Congresso Americano bater o martelo, pois a USAF já o fez…

    GO TUCANO!!!

  6. Ver o super tucano sendo elogiado pelo yankees é uma boa propaganda com certeza. Agora é só ver se o governo americano não vai puxar o tapete da Embraer.

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