Ka-52 - VKS, Síria, Foto - Mikhail Voskresenskiy
Ka-52 – VKS, Síria / © Mikhail Voskresenskiy

Num vídeo divulgado ontem pelo canal de televisão russo Ruptly TV, helicópteros de ataque Ka-52 Alligator (Hokum-B) pertencentes à VKS (Forças Aeroespaciais) atacam posições do grupo terrorista Estado Islâmico na Síria:

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FONTE: Ruptly TV

EDIÇÃO: Cavok

COLABOROU: JetClassic, obrigado! Ogromnoe spasibo!

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38 COMENTÁRIOS

  1. Os pilotos do Ka-52 que se cuidem, pois pode ocorrer dos FN-6 mandarem lembranças!

    Dúvida: posso estar enganado, porém se esse Ka-52 da foto for um dos sendo usados na Síria ele está equipado com o interferidor President-S o que daria cobertura para a aeronave atuar nesse TO hostil.

    • Vou repetir mais uma vez: no Ka-52, o interferidor L-370-5 Vitebsk (President-S) é equipamento padrão.

      • se houver imagens ou videos desse sistema atuando, e funcionando, vai ser um marketing muito grande

          • Creio que o Marcio se referiu a imagens do sistema atuando em um conflito. Os vídeos promocionais do sistema todos já viram várias vezes.

        • Aliás, a campanha Russa na Síria tem sido uma ótima campanha de marketing.

          Se ele vai trará resultado, ou não, aí já não sabemos…

  2. Uma duvida, todos os videos que vejo dos helis russos em ação, todos atuam a baixa altitude, já os videos de helis americanos, todos atuam a grande altitude, tanto que o inimigo não percebe sua presença. Seria coincidencia ou são treinamentos destintos?

    • Questão de doutrina… os russos entendem que voar baixo é uma medida defensiva.

      E é importante frisar que nem todos os helis tem os interferidores instalados. Na Síria, por exemplo, eu já vi fotos do Mi-35M e Mi-8 AMTSh, ambos equipados com o L-370-5 Vitebsk (President-S).

      No caso do Ka-52, como eu já afirmei algumas vezes, o L-370-5 Vitebsk (President-S) é equipamento padrão.

      Até o momento, não vi nenhuma foto do Mi-28N operando na Síria com o sistema, da mesma forma o Mi-24P.

    • Galileu, LaMarca,

      Voar baixo e contornando o terreno é uma tática padrão para infiltração no TO, buscando surpreender colunas mecanizadas. Também se busca voar no limiar do horizonte/radar, evitando localização. Grosso modo, russos e americanos pensam quase igual no que diz respeito a cenários simétricos.

      Ocorre que em cenários assimétricos, onde não há fronte definido e MANPADS sobram por todos os cantos, é interessante voar mais alto, dificultando localização visual. Conta também o fato de não haver oposição aérea ou meios de localização a distância para orientar a "anti-aérea". Acredito que o Apache, com metade de sua carga, voa a uns 4000 metros ( pode chegar a mais 6000 metros, se precisar… ), longe envelope da esmagadora maioria dos MANPADS por aí. Logo, não há dificuldade nenhuma para os americanos em manter-se orbitando uma zona a grande altura e atacar com armas de precisão ( creio que, entre os MANPADS, somente o RBS-70 poderia lograr um acerto a um Apache voando tão alto ).

      Ao se voar excessivamente baixo ( digamos uns 20 m acima do solo ), se pode realmente manter-se no extremo mínimo do envelope de sistemas SHORAD e V-SHORAD, dificultando a utilização destes. Ocorre que, para lograr mais chance de um acerto com foguetes não guiados, deve se adotar um perfil de voo um pouco mais alto quando se estiver aproximando, deixando a aeronave exposta… E não é sempre que se terá uma linha de visão clara a muito baixa altura para usar mísseis de guiagem laser ativa como o 9k121… Fora que, ao apresentar-se a baixa altura, estará sujeito a fogo de armas de cano…

      Os americanos, ao utilizarem mísseis de guiagem semi-ativa ( Hellfire ), também tem mais flexibilidade no uso de sua arma anti-carro, uma vez que não precisam necessariamente de uma linha de visada clara para com o alvo o tempo todo, podendo a designação ser feita por outro meio. A introdução de mísseis com guiagem terminal por radares de ondas milimétricas ( Brimmstone e a variante 'L' do AGM-114, por exemplo ) ou IIR, vão um passo além, posto não haver necessidade de iluminar o alvo o tempo todo…

        • Bom artigo, sobre o tipo de voo penso que é melhor atacar de longe sem ser visto como os americanos do que ficar 50m sobre um bairro e tomar rpg ou manpad, por isso nunca entendi a dos russos, e como você lembrou meia duzia de vetores tem alguma resistencia a mampads.

          Parece que os russos se esqueceram do Afeganistão. Vi uma materia certa vez que mostrava que as grandes perdas americanas foram por voar baixo ou por sempre usar os mesmos caminhos no terreno hostil, dai o inimigo só esperava.

  3. Deve ser um desafio muito grande fazer estas incursões, pois o voo desenfiado nesta paisagem é impossível! Praticamente não existe acidentes de relevo ou obstáculos de horizonte para ocultar a aproximação…

    Cruel…

    Quanto a artilharia imagino que os ka52 possam estar seguros quanto aos misseis mas já as armas de tubo (se conseguirem disparar certeiro e não serem logo destruídas) talvez sejam o grande fiel da balança ainda…

    CM

    • Ka-52 são helicópteros bem resistentes e modernos. Eles possuem MWS, então qualquer lançamento de míssil, muito provavelmente os pilotos saberão. Mas o problema é que eles são justamente helicópteros, onde costumam voar baixo e próximo ao inimigo, mesmo com lançamento de flares dependendo da distancia, não consegue ser eficiente a ponto de conseguir-se evadir do míssil. Helicóptero por si é arriscado, e não importa qual seja. Claro que varia muito de cenário para cenário, tipo de ameaça, tática e etc. Mas por cima, falando de uma maneira grossa e generalizada, é meio arriscado sim. Inclusive eu diria que Tripla A é tão perigosa quanto SAMs de curto ao alcance, para helicópteros.

        • Eu conheço esse sistema, já vi várias vezes aqui na Cavok falando sobre. Mas contra Tripla A e derivados, realmente é uma coisa que da medo.

  4. Dando seguimento ao tema MANPADS abaixo segue vídeo promocional do MANPADS VERBA que a rosoboronexport está divulgando.

    Trata-se de mais uma evolução do formidável IGLA.
    https://youtu.be/h224znB2Ito

    CM

  5. que tipo de armamento foi empregado neste ataque?
    realmente, eh impressionante a baixa altura que esses helis operam. pelo jeito o President S foi exaustivamente testado antes de botarem os helis lá, visto a confiança destes pilotos voando tao baixo…. eu aqui fiquei com medo so de ver! seria uma isca muito apetitosa para um MANPAD esses Ka-52

    • Blzeni,

      Acredito que foram empregados foguetes de 80 mm, pelo menos é isso que se comenta a respeito.

      Sobre voar baixo, lembre-se que os russos fazem isso normalmente, mesmo empregando helis que não tem o sistema instalado, como pode ser visto nesse vídeo de outubro de 2015 na Síria, com helicópteros Mi-24P:
      https://youtu.be/3oUlyiyJAWU

      Sds!

      • Achei interessante que o rastro de fumaça eh so no lançamento, depois so aparece as explosões. o motor foquete funciona só no inicio, e depois ele vai na inércia?

        • O que vc vê é a fumaça no momento do lançamento, e é normal que seja assim, mas o motor do foguete permanece em funcionamento enquanto houver combustível.

        • Vai na inércia como praticamente todas as armas de combustível sólido.

          Os AAMs também são assim só que o combustível dura mais, inclusive usa-se dois tipos de propelentes em alguns mísseis. Um para acelerar e outro ( de queima mais lenta ) para manter a velocidade por mais tempo.

          • Vai na inércia depois que acaba o combustível…. no caso dos foguetes S-8 (80 mm), por exemplo, o alcance varia de 1 a 4 km, a depender da variante…. e esse trajeto não é feito todo na inércia. Por favor, né!!!

            • O amigo sabe quanto tempo dura o burn time ou burn out de um foquete desses??? Ou de um AAM leve???

              Não sei do s-8, mas em geral é muito mais rápido do que as pessoas imaginam.
              Vale apena dar uma olhada.

            • Pelo que eu achei a queima de um sidewinder B ( que leva mais combustível que esse e tem mais que o dobro do alcance) é 2.2 segundos.

              Um buk-M2 dual thrust (para durar mais) cerca de 15 a 20 segundos.
              Um AMRAAM menos de dez.

  6. Rapaz, o que foi aquele salva com os foguetes no minuto 1:02? Foi foguete pra cima, pra baixo pro mato… Estranho ehm…

    • Imprevistos acontecem.. mas se você soubesse como é difícil pilotar um bixo desse e usar foguetes ao mesmo tempo..

      • Bem, é preciso considerar que são dois tripulantes e as tarefas são bem divididas, justamente para evitar sobrecarga. Em princípio, cabe ao segundo tripulante o emprego de armamentos, justamente para o piloto poder ficar focado no controle do heli em si.

        Não estou dizendo que é fácil, mas em situações normais o piloto não controla a aeronave e usa armamentos ao mesmo tempo, ainda que possa fazê-lo, haja vista o helicóptero tem duplo comando.

        • Não tenho certeza disso. Então não leve muito a sério esta informação. Mas no caso de foguetes, é o piloto mesmo que tem o trabalho de usar. Pois poderia haver dessincronização entre piloto e co-piloto. Imagine o piloto ter que falar "atira, atira foguete em dois segundos.. vai, atira agora.." Não tem sentido nesse caso especificamente. Mas isso é só teoria, nada que possa ser considerado como verdade. Agora no caso dos Vikhers e outros armamentos, canhão também, ambos estariam fazendo suas funções. Mas no caso dos foguetes, eu ACREDITO que só o piloto é encarregado de atira-los.

          • O amigo está equivocado.

            Nos helicópteros com duplo comando, ambos os tripulantes podem fazer as duas tarefas, ocorre que elas são normalmente divididas, justamente para evitar a sobrecarga e garantir o sucesso no emprego dos armamentos. Em condições normais, para um tripulante executar ambas as funções simultaneamente, algo terá saído errado.

            No caso do Mi-35M, por exemplo, onde o duplo comando não está disponível, o emprego de armamentos até pode ser realizado por ambos os tripulantes, mas normalmente essa atribuição cabe ao artilheiro, que fica na posição dianteira (sem controles de voo). Numa situação de conflito, para que o piloto, além de comandar a aeronave, esteja focado no uso de armamentos, algo terá saído errado.

  7. respeito da imagem de abertura, eu fiquei pensando em quantas fotos o fotagrafo tirou pra conseguir uma em que os rotores estejam alinhados

    • MAM_777,
      Vai depender do sistema de guiagem do míssil empregado. E se for um um foguete não guiado, mais um motivo da necessidade de manter o heli estável.

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