Su-27 Flanker da Rússia voando próximo do EP-3 Aries dos EUA sobre o Mar Negro.

A Marinha dos EUA divulgou um vídeo de um avião EP-3 Aries dos EUA durante um voo no dia 5 de novembro de 2018, no espaço aéreo internacional sobre o Mar Negro, que teria sido interceptado “de forma insegura” por um caça Su-27 russo.

Segundo o Comandante das Forças Navais dos EUA para região Europa-África, junto com a 6ª Frota da Marinha dos EUA, esta interação foi considerada insegura devido ao Su-27 conduzir uma passagem de alta velocidade diretamente em frente à aeronave EP-3, o que colocou os pilotos e tripulação norte americana em risco.

O Su-27 ainda fez uma passagem adicional, próximo do EP-3 e acionando seu pós-combustor enquanto conduzia um curva. A tripulação do EP-3 relatou turbulência após a primeira passagem e vibrações na segunda.

A duração da interceptação foi de aproximadamente 25 minutos. O comandante disse que os militares russos estão dentro do seu direito de exercer uma posição no espaço aéreo internacional, “mas essa interação foi irresponsável”.

Aeronave EP-3 Aries dos EUA.

“Esperamos que eles se comportem dentro dos padrões internacionais estabelecidos para garantir a segurança e evitar incidentes, incluindo o Acordo de 1972 para a Prevenção de Incidentes no Mar e em Alto Mar (INCSEA)”, disse em um comunicado.

Ações inseguras aumentam o risco de erro de cálculo e potencial para colisões no ar.

A aeronave dos EUA estava operando de acordo com o direito internacional e não provocou essa atividade russa.

Esta é a segunda vez este ano que os americanos se queixam de ações inseguras dos caças russos. Em janeiro, um Su-27 russo realizou outra interceptação insegura contra um avião de vigilância EP-3 da Marinha dos EUA enquanto voava no espaço aéreo internacional sobre o Mar Negro. Os pilotos americanos relataram que o jato russo quase tocou o avião (cerca de 1,5 metro de distância) e os forçou a concluir a missão prematuramente.

21 COMENTÁRIOS

  1. Ao se comportarem como marginais os russos demonstram seu desespero pelo fato do cerco estar cada vez mais apertado, principalmente com a debandada para OTAN das nações que se libertaram da opressão sovietica, e é melhor terem juízo se não quiserem ter um de seus dinossauros abatidos.

  2. Acredito que com a cobertura radar existente na região de Krasnodar e na Crimeia por parte dos S-300/400 e outros sistemas, seja desnecessária essa checagem próxima e essa falta de profissionalismo. Mas tem que por as equipagens dos Sukhois para praticarem né …

    • Sem contar que a Síria é um imbróglio que o Direito Internacional Público mal consegue explicar. Ninguém pode afirmar com exatidão qual a nacionalidade do material humano por trás do console dos sistemas, qual o acordo de cavalheiros que existe entre Rússia e Israel (boa parte da população israelense é de origem russa, aliás), etc. Isso sem contar aquele raid onde os israelenses supostamente usaram uma aeronave russa de "boi de piranha" durante o ataque.

      A verdade é que muitos dos comentaristas daqui não querem ver as coisas de forma parcial, e ficam tecendo loas a materiais militares da nação X ou Y. Parece até uma uma discussão infantil para ver quem tem a lancheira mais bonita, esquecendo que as FAs de seu próprio país, o Brasil, estão em estado lastimável.

      • Durante a guerra fria era comum pilotos soviéticos em uniformes de terceiros. Se capturados ou mortos, oficialmente eram soldados do país contratante. Corea do Norte, Egito e China já empregaram esse artifício.

        Recentemente, costumam operar sem identificação e são chamados de homenzinhos verdes. Para os russos, são "voluntários". Para os inimigos, são mercenários ou milicianos. A Rússia tem oficialmente forças paramilitares.

        Quanto ao último parágrafo, o mundo hoje é globalizado. A defesa de nosso país só é possível com a ajuda de aliados. Se vc ainda não percebeu ser absolutamente impossível produzir localmente todo o material bélico ou, mesmo se este existisse, lutar contra inimigo mais poderoso que se avizinha, só posso lamentar sua ingenuidade.

        Desejo que meu país tenha o seu lugar na comunidade internacional e coopere para a paz como os demais fazem.

        O que vc quer é um país fraco, isolado, vulnerável e com armas obsoletas.

  3. O espaço aéreo internacional, para aeronaves militares, se mostra um limbo jurídico. Quem vai chamar a atenção desse motorista fardado, tirando racha com sua "viatura" nacional, e fora de seu país?

    É realmente um negócio imprudente (quem não lembra daquele J-8II Finback chinês?), mais ainda a passagem descrita, a frente do EP-3, que infelizmente não teve imagens gravadas, mas o fina e a PC são muito bonitos… 🙂