Um F-16 Fighting Falcon decola da Base Aérea de Hualien no dia 24/03. (Foto: Military News Agency)

As Forças Armadas de Taiwan realizaram exercícios militares em larga escala em todo o país na terça-feira, com oito caças F-16 da Base Aérea de Hualien, realizando missões simuladas de interceptação de longo alcance sobre o país.

O exercício, chamado de “Treinamento Conjunto de Defesa Aérea”, foi realizada principalmente para testar a prontidão de combate dos militares contra uma total invasão aérea chinesa, disse o Ministério da Defesa Nacional.

Unidades de todos os ramos das forças armadas participaram dos exercícios conjuntos que começaram no final da tarde, com um ataque aéreo simulado do Exército de Libertação Popular (PLA) como principal destaque do dia, segundo o ministério.

A operação ocorreu após missões recentes de aviões de guerra chineses que voaram perto do espaço aéreo de Taiwan, resultando na Força Aérea de Taiwan tendo que enviar seus caças para interceptar e monitorar seus movimentos.

Em 10 de fevereiro, aviões militares chineses cruzaram brevemente a linha mediana do Estreito de Taiwan e entraram no espaço aéreo de Taiwan, mas depois se retiraram para o lado oeste da linha depois que aviões militares de Taiwan, incluindo caças F-16, emitiram vários avisos de rádio.

O incidente ocorreu um dia depois que os aviões do PLA foram monitorados em voos de longa distância perto da costa sul da ilha e no Pacífico Ocidental.

Outros incidentes semelhantes também ocorreram em 28 de fevereiro e 17 de março.

Na segunda-feira, o Ministério da Defesa disse que os exercícios aéreos também estavam sendo realizados para enviar um forte sinal a Pequim de que os militares farão tudo para proteger a soberania de Taiwan e a segurança nacional.

De acordo com o ministério de defesa, os preparativos foram feitos pela equipe de terra da Base Aérea de Hualien antes dos caças F-16 embarcarem em uma simulação de emergência no raiar do dia.

Enquanto isso, a base aérea também realizou exercícios de pouso de emergência em sua pista de backup para simular que sua pista principal estivesse danificada, disse o ministério.

Essa missão de treinamento, realizada sem munição real, também foi projetada para testar a capacidade das Forças Armadas de lidar com uma operação conjunta de defesa aérea e fazer melhorias com base nos resultados, afirmou o comunicado.

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