drdo 1044727f - Voa pela primeira vez a segunda aeronave Embraer AEW&C para a Índia
A segunda aeronave Embraer 145 AEW&C da Índia, decola de São José dos Campos no dia 4 de abril. (Foto: DRDO)

O vôo inaugural da segunda aeronave da Embraer totalmente modificada e desenvolvida para plataforma de Alerta Aéreo Antecipado e Controle (AEW&C) para a Índia ocorreu no dia 4 de abril, em São José dos Campos, Brasil.

Esta aeronave será entregue para a Índia no próximo mês de junho de 2012. Os outros sistemas de missão serão então integrados e os ensaios de vôo do sistema de missão deve começar a partir de novembro de 2012.

Os sistemas de missão e componentes, incluindo a Unidade da Antena de Matriz Ativa (AAAU), foram instalados a bordo do Embraer EMB-145 “2451”. O sistema AEW&C é montado no topo da fuselagem do avião.

O primeiro avião AEW&C da Índia, com equipamentos eletrônicos de “dummy”, fez seu vôo inaugural no dia 06 de dezembro de 2011, num outro Embraer modificado na unidade em São José dos Campos.

A Índia vai receber a terceira aeronave Embraer na metade de 2013, e que também será equipada com o sistema AEW&C.

O Centro de Sistemas Embarcados (CABS) em Bangalore que trabalha sob a coordenação da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO), está executando o sistema com outros laboratórios parceiros do DRDO.

O CABS, liderado pelo diretor S. Christopher, desenvolveu cerca de 1.000 componentes do sistema de missão para a aeronave.

O radar de matriz de varredura eletrônica ativa (AESA), que é a parte do processador do AAAU, foi desenvolvido pelo Estabelecimento de Desenvolvimento de Eletrônica e Radar, um laboratório do DRDO em Bangalore. É o principal sensor para o sistema AEW&C. Pode observar 240 graus dentro de um curto período de tempo e tem um alcance de 350 km.

Ele pode rastrear mais de 500 alvos simultaneamente.

Duas antenas de matriz planas, montadas costas com costas e montado sobre a fuselagem, irão fornecer uma cobertura de 120 graus em cada lado do AAAU. O sensor de vigilância secundária é um identificador de amigo ou inimigo (IFF), também desenvolvido pela CABS.

O diretor S. Christopher, que é também o Diretor do Programa do Sistema AEW&C, disse: “O sistema AEW&C foi desenvolvido num modo de consórcio com a ajuda dos laboratórios e parceiros indianos do DRDO. Além dos sistemas de missão externos desenvolvidas pelos país e equipados nessa aeronave, o restante dos sistemas internos serão integrados com a aeronave na sua chegada na Índia. O DRDO assinou um contrato para adquirir três aeronaves EMB-145 da Embraer [que serão equipadas com o sistema AEW&C indiano].”

Fonte: The Hindu – Tradução e Adaptação do Texto: Cavok

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25 COMENTÁRIOS

  1. Eis um produto brasileiro de primeira categoria. Prova máxima da capacidade nacional de desenvolver produtos de ponta que agreguem tecnologia avançada.

  2. RR, acorda ! o Brasil so faz montar esse aviao, as turbinas sao americanas, os avionicos tb, as asas vem do japao, e pelo que li na reportagem todo o sistema de radar e indiano.

    • Melhor que nada… Sem parcerias de risco, não sobrevive neste mercado.

    • Cara acorda, o desenvolvimento do Avião é por conta do ITA em parceria com a Embraer, esse avião é muito moderno e eficaz, e oc componentes e peças provenientes da Índia são clausulas do contrato de aquisição, pra poder privilegiar a industria indiana, assim como o Brasil fez quando comprou os submarinos e helicópteros da França, e a mesma coisa está sendo enquadrada no FX-2.Detalhe que esse avião já foi usado em conjunto com os f-5 da força aérea brasileira em um exercício e sua eficacia foi de 100% , auxiliando no abate aos caças "inimigos" e sem que os f-5 fossem detectados pelo "inimigo" li essa matéria aqui no blog se não me engano.

    • Agora pare e pense: Qual outro país que consegue pegar todas essas partes juntas e montar um avião?? 😀

      E não esqueça que as Fiats, VW, GM também são MONTADORAS!

      Ninguém fabrica tudo nesse mundo. Esqueça esse história.

    • Camarada José,

      O fato dos componentes serem de diversas procedências não muda a genialidade do projeto. A versão voada pela FAB, por exemplo, possui um radar sueco.

      O que conta é a propriedade intelectual do produto que se faz. O fato do produto ter componentes de outros países não muda a nacionalidade do produto final…

    • Comentário muito infeliz Jose,
      Desde a década de 50, ninguém mais faz tudo sozinho,
      O mais importante no produto final é seu conceito, projeto e integração, onde a Embraer tem expertise e reconhecimento mundial.

  3. Minha esperança é que o R99 abra caminho para o P99 no programa de aeronaves ASW indiano.

    Além é claro da aproximação entre Indianos e Brasileiros indica confiança mútua, o que pode auxiliar na escolha comum do Dassault Rafale. O Brasil está de olho nesta parceria.

    [ ]s

    • Camarada Wolfpack,

      Isso é verdade, mas não seria a célula do EMB-145 pequena demais para o serviço de um patrulheiro naval…? Inegável que seria uma aeronave mais rápida que o P-3 e poderia ter um alcance bom o bastante, mas e quanto a autonomia…? Lembrando que esses dois últimos itens ( alcance e autonomia ) são os mais importantes para um patrulheiro naval…

      • RR,

        Não esqueça que eles tem o Poseidon P-8 para patrulha oceânicas. Ficando a cargo desta aeronave P-99 uma aérea menor, costeira, que atenderia a contento.

        [ ]s

        • Camarada Wolfpack,

          Faz sentido… O P-8 é uma plataforma que teria um custo operacional muito maior que o P-99. Um "mix" de aeronaves poderia ser mais atrativo, visando uma flexibilidade maior de meios para fazer os trabalhos e com custos mais em conta…

  4. A Índia não usava o IL-76 Phalcon? Pq trocar para um modelo com menos potência?

  5. Além da possibilidade de reabastecimento (o que está na cara) quais outras tecnologias foram absorvidas deste contrato com a Índia (idem Grécia e México) para serem agregadas aos nossos E99/R99 em um futuro up-grade ou em novas encomendas?

  6. Airbus e Boeing também só fazem o projeto do avião, fazendo apenas a montagem do avião, utilizando componentes de fornecedores do mundo inteiro.

    Se fosse fácil montar aviões, teríamos muito mais países fabricando aviões comerciais, como Japão, China e Índia.

    Só para constar, a Embraer é a 3ª maior fabricante de aviões comerciais, perdendo apenas para Airbus (consórcio europeu) e Boeing (EUA), suplantando recentemente a Bombardier (Canadá).

      • Sim, Francisco… como Airbus e Boeing são duas gigantes, é natural que a maioria dos novos projetos de motores sejam para elas e feito em parceria com elas, mas nada impede de a Embraer também realizar uma parceria com um fabricante para desenvolvimento de um motor.

        A Bombardier (e a Mitsubishi) mesmo está trabalhando junto com a Pratt & Whitney no desenvolvimento do PW1000G, que será lançado no CSeries e depois será adotado como opção também no Airbus A320Neo. O novo motor da General Eletric (o Passport) também está sendo desenvolvido junto a Bombardier, mas podia muito bem estar sendo desenvolvido com a Embraer, já que ela é uma anitga fornecedora da Embraer.

  7. Hoje em dia todo mundo monta coisas com partes de todo mundo.

    Essa idéia de nação auto-suficiente em tudo não existe mais.

    A Europa depende que os demais paises do globo comprem seus produtos, ou quebra.

    A Europa depende de gás e petroleo russo e de comida brasileira e norte americana, ou morre de fome.

    os USA dependem do financiamento do PARTIDO COMUNISTA Chines ou quebram totalmente. Aliás, quem financia os F35 é o PC Chines.

    Os USA dependem que o dólar vaze de lá para os emergentes ou terão hiper-inflação e quebrarão.

    O Japão depende de comida importada ou morre de fome.

    A China depende de know how e grana dos gringos ou seu desenvolvimento cessará totalmente.

    A Rússia depende dos gringos para comprarem seu petroleo e gás e se financiar.

    O Brasil depende do dinheiro do gringo se não o real perde o lastro e quebra.

    O Mundo inteiro depende da Intel, AMD e chips japoneses.

    As outrora poderosas industrias automobilisticas norte americanas dependem de Washington ou teriam quebrado…

    Os USA dependem de investidores estrangeiros, caso contrario ninguem comprará seus titulos e quebrarao.

    Os USA dependem do petroleo dos arabes se não quebram tambem.

    Essa ideia absurda de que só os USA são 100% autoctones e independentes e todo o resto do mundo depende exclusivamente deles em tudo so existe nas cabeças dos americanofilos.

    Hoje todos dependem de todos. A questão é saber tirar proveito disso.

  8. Eu jurava que a cobertura fosse 360º, porque eu vi um video desse radar que falava que era 360.

    Algum expert em R99, pra esclarecer??

    • A cobertura é de 360º, mas na estranha forma de "8". As coberturas frontais e posteriores, nestes radares, são bem mais curtas do que as laterais.

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