Boeing 747 da companhia aérea holandesa KLM.

Os passageiros que viajaram em um voo da KLM no dia 28 de novembro para o México foram forçados a suportar uma viagem de 11 horas que terminou de forma bizarra. Quando a aeronave estava sobrevoando o Canadá precisou retornar e pousar exatamente onde a viagem começou.

O voo KL685 decolou do aeroporto de Schiphol, em Amsterdã às 15h06 (hora local) e seguia para o Aeroporto Internacional da Cidade do México (MEX), onde estava programado para chegar às 19h25 (hora local). Quando o Boeing 747-400 (registro PH-BFT) estava sobre New Brunswick, Canadá a tripulação percebeu que uma erupção vulcânica no México impossibilitaria o pouso no destino.

A aeronave retornou e voltou para Amsterdã, aterrissando às 2h30 da manhã, 11 horas depois.

A companhia aérea holandesa disse ao site de notícias de aviação Simple Flying que “não era possível pousar em outro aeroporto, devido às exigências de visto dos passageiros e porque havia uma grande carga de cavalos a bordo”.

O voo chegou em New Brunswick, cerca de 5 horas e meia depois de decolar, quando a tripulação decidiu retornar pela erupção do vulcão Popocatepetl.

O Popocatepetl é um dos vulcões mais ativos do México e está localizado no centro do México, entre os estados de Puebla e Morelos. Ele tem mostrado intensa atividade vulcânica nos últimos dois meses. O Centro de Prevenção de Desastres do México, CENAPRED, relatou uma erupção em 28 de novembro, o dia do voo da KLM, seguido por emissões contínuas de vapor de água, gases e cinzas.

A KLM disse que “os passageiros desembarcaram normalmente e foram atendidos em Amsterdã e remarcados em um voo alternativo”.

Mas existem dois voos diretos diários entre Amsterdã e Cidade do México, oferecidos pela KLM, bem como pela transportadora de bandeira mexicana Aeromexico. Muitos outros voos de companhias aéreas como a Lufthansa concluíram com sucesso suas viagens à capital mexicana naquele dia. O voo da Aeromexico em 28 de novembro pela manhã de Amsterdã para a Cidade do México também pousou conforme o planejado. Enquanto isso, o voo diário da KLM programado para o dia seguinte, 29 de novembro, foi cancelado.

Os pilotos tentam evitar o voo através de qualquer cinza vulcânica, porque isso pode causar pouca visibilidade e colocar o avião e as pessoas a bordo em perigo; os motores dos aviões podem falar por causa das cinzas.

Uma erupção vulcânica na Islândia em 2010 obrigou as companhias aéreas de muitos países europeus a aterrar seus voos por quase uma semana, na maior paralisação do tráfego aéreo desde a Segunda Guerra Mundial. Mais de 95.000 vôos foram cancelados e dezenas de milhares de pessoas ficaram presas no exterior.

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