A Boeing suspendeu a produção do 737 MAX, pois mais de 400 aeronaves estão paradas na linha de produção e esperando entrega.

A Boeing anunciou na terça-feira que está visando o retorno dos aviões 737 MAX ao serviço em meados de 2020.

“Estamos informando aos nossos clientes e fornecedores que atualmente estamos estimando que a liberação dos voos dos 737 MAX começará em meados de 2020”, afirmou a empresa em comunicado, confirmando que outros problemas que surgiram durante a revisão regulatória do sistema de controle de vôo da aeronave causaram este atraso.

Três companhias aéreas dos EUA – American Airlines, United Airlines e Southwest Airlines – já haviam adiado seus voos regulares do 737 MAX para junho.

Em 2018, todas as 346 pessoas a bordo dos dois vôos – um 737 MAX 8 da Lion Air e o mesmo modelo operado pela Ethiopian Airlines em março – morreram nos acidentes, causando o aterramento mundial dos jatos Boeing MAX.

A Boeing está atualizando o software de prevenção de estol do 737 MAX, conhecido como MCAS, para devolver a aeronave ao serviço com segurança. Acredita-se que o MCAS (Sistema de Aumento de Características de Manobra) seja a causa raiz de dois acidentes mortais que o modelo esteve envolvido em menos de seis meses.

“Ele (estimativa atualizada) está sujeito às nossas tentativas contínuas de abordar os riscos conhecidos do cronograma e outros desenvolvimentos que possam surgir em conexão com o processo de certificação. Isso também explica o rigoroso escrutínio que as autoridades reguladoras estão aplicando corretamente em todas as etapas de sua revisão do sistema de controle de vôo do 737 MAX e do processo do Joint Operations Evaluation Board que determina os requisitos de treinamento dos pilotos”, acrescentou a Boeing.

A Boeing também parou oficialmente de montar os jatos 737 MAX em sua fábrica de Renton em 20 de janeiro. A fabricante de aviões não informou quanto tempo duraria a interrupção da produção. Ele disse que a empresa não demitiria funcionários por causa do desligamento, mas as coisas podem ser diferentes para quem trabalha para os fornecedores da Boeing.

O maior fornecedor da Boeing, Spirit Aerosystems, anunciou que estava demitindo um número significativo de seus funcionários por causa da suspensão de produção do 737 MAX.

A FAA não estabeleceu um prazo para quando o processo de revisão será concluído.

Por outro lado, a empresa está tentando lidar com as perdas financeiras devido ao aprofundamento da crise. De acordo com as pessoas que estão familiarizadas com o assunto, a Boeing está em negociações com os bancos para garantir um empréstimo de US$ 10 bilhões ou mais.

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