Um caça F/A-18C Hornet. (Foto: U.S. Marine Corps)
Um caça F/A-18C Hornet. (Foto: U.S. Marine Corps)
Um piloto da 3rd Marine Aircraft Wing, do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, da Estação Aérea dos Fuzileiros de Miramar, Califórnia, morreu decorrente de um acidente com um caça F/A-18C Hornet na quinta-feira (28), conforme divulgado pelo serviço hoje a tarde.

O acidente ocorreu durante uma missão de treinamento ontem a noite, por volta das 22:30 horal local, no Deserto de Mojave, perto de Twentynine Palms, Califórnia, de acordo com um comunicado de imprensa liberado nessa sexta-feira (29). De acordo com um fuzileiro naval que testemunhou a queda, o F/A-18 realizou um mergulho para lançar bombas em um alvo simulado, quando a aeronave se partiu no ar e explodiu em uma bola de fogo.

O acidente está sob investigação, e o nome do piloto somente será divulgado após a família imediata ser informada.

De acordo com o Lt. Gen. Jon Davis, chefe da Aviação dos Fuzileiros Navais dos EUA, “cortes no orçamento, problemas para obter peças de reposição e outros problemas reduziram drasticamente o número de horas de formação que os pilotos dos fuzileiros estão voando”. Ainda de acordo com Davis, a quantidade de horas de voo que todos os pilotos dos fuzileiros está muito abaixo do satisfatório. “Em 2015, apenas os pilotos dos F-35 tiveram as horas de voo que precisavam”, acrescentou ele.

Quando questionaram ele sobre se as reduzidas horas de voo poderia colocar as vidas dos pilotos em risco, Davis respondeu: “Eu não acho que estamos inseguros, mas não somos tão eficientes como deveríamos.”

Baixo número de horas e falta de peças podem ser causas do acidente, de acordo com oficial dos Fuzileiros Navais.
Baixo número de horas e falta de peças podem ser causas do acidente, de acordo com oficial dos Fuzileiros Navais.
Idealmente, os pilotos dos F/A-18 deveriam estar voando 16,2 horas por mês. No verão passado, os pilotos de F/A-18 regrediram para 8,8 horas de voo por mês por piloto, o que era “inaceitável”, disse ele.

Nos últimos dois anos, o Corpo de Fuzileiros Navais tem trabalhado para dar pilotos mais horas de voo, disse Davis. Em junho, todos os pilotos receberam mais 0,7 horas de voo do que eles voaram em maio, disse Davis, que descreveu a melhoria como um “ganho de polegadas.”

O plano de recuperação de prontidão do Corpo de Fuzileiros Navais “será totalmente implementado até 2020”, disse Davis. Isso significa que os esquadrões dos fuzileiros estarão voando o número desejado de horas, nos níveis de preparação adequados, até esta data, disse o porta-voz do Corpo dos Fuzileiros Navais, Maj. Clark Carpenter.

Em outubro, um outro F/A-18C da 3rd Marine Aircraft Wing do Corpo de Fuzileiros Navais caiu na Inglaterra, durante um voo de treinamento, matando seu piloto, o Maj. Taj Sareen.

Dica do leitor Ângelo Almeida. Obrigado.

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11 COMENTÁRIOS

  1. Especulando….
    A recuperação de um mergulho após lançar bombas é uma manobra que requer um número g bastante expressivo e isto somando a uma possível aeronave com uma elevada quantidades de horas de voo pode causar em um dano catastrófico para a mesma e ainda mais, somando a variante baixa altura é um péssimo cocktel para o piloto.

    • Não gosto de especular, mas a primeira coisa que veio a minha mente foi que o piloto assim que soltou sua bomba, puxou G negativo, assim acertando a própria bomba.

      Não estou falando que foi isso, mas foi o que veio na minha mente a primeiro momento. Acho que até já aconteceu algo semelhante no passado.

  2. Nossa,queria que esse Tenente Brigadeiro Jon Davis conhecesse a FAB
    Ia ver o que realmente é pavor quanto a horas de voo

  3. Com o atraso do programa F-35, esses Hornet tiveram sua vida esticada. Mais horas de vôo, sem uma manutenção adequada, como alega o oficial da reportagem, seria temerário.

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