A aeronave Voyager da RAF pousou na quarta-feira no Argentina, e participa das buscas pelo submarino ARA San Juan.

Uma aeronave Voyager da Real Força Aérea britânica (RAF) pousou na Argentina para ajudar a procurar o submarino ARA San Juan que desapareceu na semana passada com 44 marinheiros a bordo. A aeronave da RAF pousa na Argentina cerca de 35 anos após a Guerra das Malvinas.

O ARA San Juan desapareceu no dia 15 de novembro, na rota de Ushuaia para Mar del Plata.

Uma frota de navios e aeronaves internacionais foi despachada para ajudar na busca, inclusive do Reino Unido, mas a missão tem sido prejudicada pelas condições precárias do tempo na região.

A aeronave Voyager da RAF partiu de Brize Norton, Oxfordshire, e chegou à Argentina na quarta-feira, disse um porta-voz do Ministério de Defesa do Reino Unido. A aeronave, que possui 12 pods de emergência e apoio à vida em profundidade, e mais de 3 toneladas de equipamentos, se juntará ao HMS Protector, um navio de patrulha de gelo da Marinha Real britânica, que chegou na América do Sul no domingo, para pesquisar a última localização conhecida do submarino usando seu sonar.

Um C-130 da RAF também se juntou à busca na sequência de uma oferta de assistência, e os membros de especialistas do Submarine Parachute Assistance Group também estão oferecendo assessoria especializada.

O HMS Clyde, um navio de patrulha offshore, que estava retornando de uma patrulha na Geórgia do Sul, também ajudou com os esforços de busca.

O pouso de uma aeronave militar britânica na Argentina não ocorria desde o início da década de 90.

O submarino tem comida, oxigênio e combustível suficientes para a tripulação sobreviver por 90 dias na superfície do mar, no entanto submerso, a tripulação só tem oxigênio suficiente por sete dias.

As equipes internacionais têm uma área de busca de 185 mil quilômetros quadrados, o tamanho da Espanha.

Uma convenção bem estabelecida consagrada no direito internacional significa que todos os marinheiros têm a obrigação de ajudar os outros em perigo, independentemente da nacionalidade.

Os sons detectados sob o mar, pensado na hora de terem vindo do submarino desaparecido, foram descartados no início desta semana como de fontes “biológicas”.

Ontem a noite, o site argentino El Portal del Portales teria informado que uma bóia localizada seria do submarino, embora a notícia ainda não tenha sido confirmada. A informação seria de um Comandante de navios e ex-comandante de submarino que afirmava que o Destructor Brown (de origem Argentina) com o sonar ativo detectou o ARA San Juan a 400 metros de profundidade.

A Argentina está liderando a busca por seus marinheiros, e os Estados Unidos estão coordenando a resposta internacional.

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7 COMENTÁRIOS

  1. As últimas informações confirmam o pior cenário, de explosão seguido de silêncio. Como no naufrágio do Kursk, a explosão em águas rasas foi sinal do pior. Como os Argentinos, Chilenos e Britânicos na região não perceberam com os hidrofones da região este sinal. Precisou a Austria detectar tal explosão. Mais uma lição a Marinha Brasileira. Agora é procurar pelos destroços no fundo do Atlântico. Infelizmente e com pesar pelas famílias dos marinheiros a bordo.

    • Eu entendi que quem detectou o som foi um grupo de monitoramento hidroacústicos para detecção de testes nucleares da qual a Áustria faz parte (acho que é coisa da ONU). O cara da Áustria teria apenas dado a informação em conjunto com os Estados Unidos.

      • Isso mesmo, pelo menos arrumaram alguma utilidade para este monitoramento absolutamente inútil.

        • É esse monitoramento que detecta os testes nucleares do psicopata adiposo de Pyongyang…

  2. Agora ficou mais clara a participação do Voyager,( A330 MRTT), ele está transportando material, pois ele não tem sensores para fazer busca de submarino.

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