O Airbus A380 da Air France (F-HPJB), visto sem a pintura da companhia aérea no Aeroporto de Dresden, Alemanha.

A companhia aérea francesa Air France se despediu do seu primeiro Airbus A380.

O A380 “F-HPJB” da Air France já não usa mais as cores azul e vermelho da companhia aérea. Em 2 de janeiro, ele voou para Dresden, na Alemanha, para manutenção com seu uniforme todo branco.

Após a manutenção, o superjumbo será devolvido ao locador. A aeronave fez seu último vôo comercial com as cores da companhia francesa na véspera de Ano Novo entre Xangai e Paris. O F-HPJB juntou-se à frota da Air France em 2010.

A Air France vai aposentar toda a sua frota Airbus A380 até o final de 2022. O CEO do Grupo Air France-KLM, Ben Smith disse que a aeronave é um pesadelo operacional e ele não quer investir centenas de milhões para renovar as cabines desatualizadas dos A380 na frota de sua companhia aérea.

O próximo A380 que deixará a frota da Air France deve ser o “F-HPJD”, dentro de alguns meses.

A Air France está planejando substituir todos os seus A380 pela nova geração de jatos widebody da Airbus, os A350-900 mais eficientes.

Atualmente, a companhia aérea do Grupo Air France-KLM possui três A350-900 e nove A380-800 em sua frota. A operadora francesa receberá 35 A350-900 a mais ao longo do tempo.

Ainda não se sabe o que acontecerá com o F-HPJB. O locador alemão Dr. Peters Group pode tentar encontrar um novo cliente para o avião. No entanto, não há demanda pelos superjumbos da Airbus no mercado de segunda mão; portanto, desmontá-lo e vender suas peças para os operadores do A380, pois peças de reposição é a opção mais realista.

O primeiro A380 da Singapore Airlines, já praticamente desmontada em Tarbes, França. (Foto: Eurospot)

Foi o que aconteceu com dois Airbus A380 do Dr. Peters Group, que foram aposentados pela Singapore Airlines no ano passado. Os aviões foram enviados para Tarbes, França, para desmontagem.

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2 COMENTÁRIOS

  1. E pensar que há ainda DC-3 operando. menos radical, ainda há MD-11 e A-300 operando. Os 747 continuarão operando por muito tempo ainda, assim como 767 e A-330.

    A busca pela eficiência tem um custo alto: tudo tem se transformado em descartável, com custos de produção e gasto de energia que no final, não sei se fecha.

  2. O que deu errado com esse projeto? Gastou-se milhões de Euros neste projeto e não temos um cliente satisfeito com esta aeronave. Isso só é possível na Europa e com o dinheiro do Estado. Que fracasso. Prova que a Europa tem ainda muito dinheiro para queimar nessas aventuras mal planejadas.