A Airbus registrou seu crescente temor sobre a falta de progresso nas negociações do Brexit e alertou que pode reconsiderar sua presença no Reino Unido.

Seu principal temor é que o Reino Unido deixe a União Européia no dia 29 de março de 2019 sem um acordo de saída, deixando assim incerto o futuro da Airbus UK, que produz as asas para todos os programas comerciais da Airbus.

No entanto, uma saída negociada também apresenta riscos, principalmente entre os atrasos relacionados à alfândega; interrupção de novos controles de imigração; e um período de transição após a Brexit que a Airbus considera “muito curto para os governos chegarem a acordo sobre todos os pontos importantes, e para a Airbus e seus fornecedores de nível 1 concordarem e implementarem todas as mudanças com sua extensa cadeia de fornecimento no Reino Unido”.

Assim, mesmo uma saída negociada pode custar à Airbus até € 1 bilhão por ano para suas operações no Reino Unido, que exportam bens no valor de € 10 bilhões por ano para a União Européia e importam € 5 bilhões.

Os defensores do Brexit acusaram a Airbus de jogar com o medo. Eles argumentam que os negócios da Airbus no Reino Unido, onde emprega 14.000 pessoas, são muito grandes e muito enraizados para que a empresa saia do país.

Moradores de Flintshire, sede da fábrica da Airbus em Broughton, que emprega 5.000 pessoas, sem dúvida pensam o mesmo: 56% deles votaram a favor do Brexit no referendo de 2016, apesar do risco para o maior empregador da região.

No entanto, eles devem reconhecer o perigo de um Brexit sem compromisso, que veria a Grã-Bretanha deixar a autoridade reguladora europeia EASA, significando que a partir de 29 de março de 2019 todas as peças produzidas no Reino Unido não poderiam ser instaladas em aeronaves da Airbus.

Sua expectativa, portanto, parece ser que a conveniência política forçará um acordo que permita que as operações britânicas da Airbus continuem relativamente livres.


FONTE: Aviation Week

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13 COMENTÁRIOS

  1. Espero que ocorra mesmo.
    Ao Reino Unido, vai restar fabricar alguns parafusos do F-35.
    E turbinas RR para os chineses. Até quando estes acharem necessário.
    Transformou-se em um anão político, econômico e militar.

    • A Bae vendeu 18 bilhões de libras em parafusos no ano de 2017.

      Deve ser o parafuso mais caro da história.

  2. O Brexit está saindo mais caro do que o previsto. Já há manifestações de eleitores britânicos para que seja feita uma nova consulta popular o que enfrenta resistência quer dos conservadores, quer da oposição trabalhista. Agora é esperar.

  3. Moradores de Flintshire:

    BREXIT é BREXIT. Votaram a favor, agora purguem as consequências.
    A já decadente economia britânica agora sofre com a grande fuga de empresas para o continente.
    Sugiro que peçam a ajuda a Trump para que instalem mais filiais do Mc Donald's ou abram uma filial da Disney na Ilha.
    Ora bolas!

    • Ou terão de voltar à sua tradição insular ir para bem longe negociar. Aliás o Brasil, agora livre das amarras de uma política externa palanqueira e de centro acadêmico, foi nominalmente citado como um dos novos parceiros comerciais preferenciais da Grã-Bretanha sendo que uma possibilidade interessante pode se dar com os estaleiros nacionais, especialmente os de Rio Grande-RS, apoiando a atividade petrolífera nas Falklands quando esta estiver plenamente desenvolvida.

      Outro parceiro interessante será o Japão, com quem foi celebrado um memorando para o desenvolvimento de um novo caça 5G nipônico.

    • Falou o cara que acha que PIB é medida de riqueza, que reserva cambial é a mesma coisa que patrimônio, que FMI é o capeta americano e que os BRICs existiram.

  4. Apesar de todos os inconvenientes, as saídas serão encontradas e a Grã-Bretanha continuará mais forte ainda, já que terá ainda maior flexibilidade para negociar sem ficar presa ao bloco econômico, hoje indubitavelmente controlado pela Alemanha.
    A saída da Airbus do Reino Unido praticamente jogaria um mercado muito forte para a Boeing, coisa que a Airbus não abriria mão.

  5. Se a Airbus fosse uma empresa que aceitasse concorrer no mercado, sem ficar dependendo de gordas ajudas e subsidios da UE, ela estaria fazendo o oposto: Correndo a Inglaterra para ficar por la e ter mais facilidade para negociar contratos e evitar o fardo burocratico que é Bruxelas. Massssss, a teta estatal da UE é mais gostosa e facil, entao ela joga pro continente.

    • Eu sou forçado a concordar contigo! Aliás temos duas empresas viciadas em Tetas estatais: Airbus e Bombardier. Sem o Estado elas desidratam ou morrem.

  6. Rapaz, que pancada!
    Agora aguenta as consequências e para de mimimi!
    Não quis ser mais bonito que os outros?

  7. Eu ri muito com o tal BREXIT, os nobres ingleses acharam que iam ganhar não se contaminando com toda aquela zorra da UE, parece que se deram mal.

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