As companhias aéreas, aeroportos e provedores de gerenciamento de tráfego aéreo do Reino Unido estão planejando possíveis interrupções generalizadas nos voos causados ??por incursões deliberadas por drones conduzidas por grupos de protesto político.

As ameaças previstas incluem as manifestações mundiais da rede de ação ambiental da Extinction Rebellion (movimento sociopolítico que pretende utilizar a resistência não-violenta para evitar o colapso do clima, deter a perda de biodiversidade e minimizar o risco de extinção – NT) onde recentemente um ativista subiu no dorso de um avião estacionado no aeroporto da cidade de Londres.

Falando na Drone Disruption Summit (Cúpula de interrupção de drones, em tradução livre) na terça-feira (15), o gerente de operações da EasyJet Douglas Moule explicou que o Grupo de Resiliência da Indústria do Reino Unido está pensando em como responder a uma situação em que ativistas deliberadamente pilotam drones em vários aeroportos. “Existem pessoas inteligentes na Extinction Rebellion, e o pior cenário é que eles colocaram um drone em Gatwick (aeroporto de Londres) por 30 minutos, fazendo com que os voos se desviassem e depois continuassem com os drones para interromper os voos nos aeroportos por pura diversão”, disse o experiente capitão de A320. 

Moule disse que, em resposta aos protestos da Extinction Rebellion, os pilotos de companhias aéreas começaram a transportar combustível adicional para possíveis desvios. Enquanto ele falava, os manifestantes da continuaram a desafiar a proibição de todas as manifestações em Londres emitidas pela Polícia na noite de segunda-feira (14). O grupo já havia ameaçado usar drones para interromper voos no aeroporto de Heathrow em Londres. A Cúpula de Disrupção por Drones recebeu líderes de aviação de todo o mundo, incluindo oficiais de Hong Kong, onde protestos políticos de longa data causaram graves perturbações no aeroporto principal.

O Grupo de Resiliência da Indústria do Reino Unido está trabalhando para padronizar as respostas dos pilotos às ameaças de drones, controladores de tráfego aéreo e pessoal do aeroporto. O grupo se reuniu com a Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido para desenvolver planos para um modelo de avaliação de risco de companhias aéreas que incluiria alertas “vermelho-verde-âmbar” codificados por cores para dar aos pilotos uma indicação mais clara das ameaças e métodos de resposta em tempo real .

O gerente de segurança da EasyJet, Brendan Booth, disse ao Drone Disruption Summit que os fabricantes de motores e estruturas de aeronaves devem iniciar ações mais coordenadas em termos de entendimento e proteção contra os danos que os drones podem causar. Moule sugeriu que poderia fazer sentido começar a “disparar drones contra motores de aeronaves” como parte do processo de certificação, espelhando o trabalho de avaliação de risco feito para ataques de pássaros.

Grande parte da agenda da Cúpula se concentrou nas lições aprendidas com o fechamento de quatro dias do Aeroporto de Londres Gatwick, de 19 a 22 de dezembro de 2019, após repetidas incursões por drones. Funcionários da Administração de Segurança de Transporte dos EUA (Transportation Security Administration – TSA) relataram que, de acordo com a Lei de Prevenção de Ameaças Emergentes de 2018, a empresa liderará um esforço para desenvolver proteção contra os principais aeroportos dos EUA que podem enfrentar perturbações semelhantes.

Nos EUA, as estruturas legais continuam a complicar a resposta geral às ameaças de drones. Por exemplo, apenas certas Agências federais podem legalmente usar sistemas de identificação e interferência por radiofrequência já em desenvolvimento por grandes aeroportos privados da Europa, como Gatwick.

Um conceito de operações para lidar com ameaças de drones está em andamento desde a situação de Gatwick, no ano passado, com contribuições de várias Agências federais e órgãos da indústria, como o Airport Council International. O Congresso dos EUA tem pressionado por esclarecimentos e possíveis mudanças nas leis que governam o processo de resposta aparentemente fragmentado do governo.


Com informações de AINonline


NOTA DO EDITOR: Aqui a solução!

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4 COMENTÁRIOS

  1. "Grande parte da agenda da Cúpula se concentrou nas lições aprendidas com o fechamento de quatro dias do Aeroporto de Londres Gatwick, de 19 a 22 de dezembro de 2019"… Correto é 2018.

  2. Peço ao Editor que altere o texto para DRONE-TERRORISTA. Temos que ter de forma clara que ativismo se refere a atividades pacificas, lançar drones na rota de aviões comerciais colocando em risco a vida de milhares de pessoas é TERRORISMO.

  3. Concordo com a solução do editor. E usaria sal grosso contra o operador do drone!

    • Mas ai vem aquele povo dos Direitos Humanos, dizendo que é proibido derrubar drones dos outros… mas que se dane a segurança de centenas de pessoas dentro de uma aeronave (fora as que estão no chão). Creio que se fossem classificados como drones-terroristas poderiam ser abatidos sem mais delongas.
      Imagina se fosse aqui: para dar um tiro de abate em uma aeronave hostil (ou até contrabando de drogas e armas) tem que ter sanção presidencial, imagina o drama para derrubar um drone…

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