A companhia aérea Gol tem sido muito afetada com o aterramento dos seus Boeing 737 MAX.

A Agência Nacional de Aviação Civil brasileira (ANAC) está trabalhando para recolocar o Boeing 737 MAX em serviço até o final deste ano.

O secretário de Aviação Civil do Brasil, Ronei Glanzmann, disse que as autoridades brasileiras estão trabalhando em estreita colaboração com a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) para trazer o Boeing 737 MAX de volta ao serviço antes de 2020.

O regulador brasileiro tem representantes no Painel de Revisão Técnica das Autoridades Conjuntas da FAA, um grupo multinacional que trabalha para revisar e certificar o software MCAS atualizado do 737 MAX.

A maior companhia aérea nacional do Brasil, a Gol Linhas Aéreas Inteligentes, é um dos principais clientes do 737 MAX, com mais de 100 exemplares encomendados.

Glanzmann fez a declaração durante uma conferência do setor em Brasília, organizada pela ALTA (Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo).

“Tem muito impacto nesse mercado. É claro que isso é um imperativo econômico”, Glanzmann também disse. “Assim como em outras partes do mundo, o aterramento mundial do 737 MAX diminuiu o crescimento dos operadores de companhias aéreas na América Latina”.

Essas companhias aéreas estão aguardando reguladores nos EUA e na América Latina para permitir que a aeronave retorne ao serviço.

“Relataremos um crescimento do tráfego aéreo muito menor em 2019. Todos nós mantemos as aeronaves no solo no momento e somos obviamente afetados”, disse Pedro Heilbron, executivo-chefe da Copa Airlines e presidente do grupo de companhias aéreas latino-americanas ALTA, durante o fórum anual da ALTA.

Aeronaves 737 MAX lotam os pátios da fabricante Boeing, aguardando a liberação para entrega.

O aterramento do 737 MAX teve um impacto notável na América Latina, em parte porque as transportadoras da região escolheram o 737 MAX como seu principal modelo de corredor único.

As transportadoras latino-americanas Aerolineas Argentinas, Aeromexico, Cayman Airways, Copa e Gol estavam operando 25 aeronaves 737 MAX no total quando a aeronave foi aterrada pelos reguladores globais da aviação civil.

As companhias aéreas latino-americanas têm um estoque pendente de 270 aviões 737 MAX – 144 para a Gol, 55 para Copa Airlines, 55 para Aeromexico, nove para Aerolineas Argentinas, quatro para Caribbean Airlines e dois para Cayman Airways.

Os jatos da série 737 MAX estão suspensos desde março, após dois acidentes mortais, e os operadores americanos do 737 MAX não esperam que a aeronave voe antes de 2020, de acordo com seus horários de voo revisados.

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5 COMENTÁRIOS

  1. Os aviões vão voltar à voar e serão muito seguros, mas o caso inteiro ainda vai depôr contra a Boeing por algumas décadas.

  2. A ANAC faz realmente alguma? Ou só repete o que a FAA diz? Me parece irrelevante o papel da ANAC neste caso.

  3. Não entendi. Icelandair, Air Canada, American Airlines entre outras, e também a maior operadora do Max, a Southwest retardam a entrada em serviço da aeronave para fevereiro 2020 e nós iremos adiantar? É isso?

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