A Austrália disse que os helicópteros Airbus Tiger ARH não estão atendendo as necessidades do Exército Australiano.

A Austrália emitiu um pedido de informações (RfI) para 16 novos “helicópteros de reconhecimento” para apoiar suas operações especiais. O projeto visa substituir a atual frota de helicópteros Airbus Tiger ARH.

De acordo com a publicação Defense News, embora recente, a frota australiana de helicópteros Tiger não atende aos requisitos dos militares australianos. Em fevereiro de 2016, o Exército Australiano já estava falando sobre a substituição dos Tiger ARH se seu desempenho não atendesse aos requisitos de combate e manutenção. Para a Austrália, a manutenção é complexa, longa e difícil de implementar em combate real, além disso, o helicóptero não atende aos requisitos atuais de combate.

O relatório de defesa anual da Austrália mostrou que os helicópteros Tiger haviam registrado 3.000 horas em um período de 12 meses, bem abaixo das 6.000 horas requisitadas. O exército denuncia em particular que a motorização Turbomeca MTR do helicóptero tem um custo superior ao esperado. A Austrália reclama da dificuldade em obter peças de reposição e que vários incidentes envolvendo fumaça no cockpit foram relatados.

A Austrália disse que um programa de melhorias foi posto em prática com os usuários França, Alemanha e Espanha. Para os australianos, este programa não vai suficientemente longe e não responderá satisfatoriamente às necessidades atualmente identificadas.

A solicitação de informações emitida no dia 25 de setembro pelo Grupo de Aquisição e Sustentação de Recursos de Defesa, subordinado ao Departamento de Defesa, busca conseguir informações sobre os helicópteros em serviço “otimizados para ambientes urbanos densos” e que possam ser implantados pelas aeronaves de transporte estratégico Boeing C-17A (pelo menos quatro a bordo), e o helicóptero deve ser equipado com equipamentos e sistemas de armas simples, comprovadas, e possuir capacidade de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR)”, disse o documento, acrescentando que a nova aeronave terá que apoiar operações das Forças Especiais. Conforme solicitado no Livro Branco de Defesa Australiana, através do Projeto Land 2097 Fase 4, que não foi formalmente aprovado pelo governo australiano, o futuro helicóptero também poderá ser monomotor e o modelo escolhido deve estar disponível em 2023.

A Airbus estudo oferecer o H145, bem como melhorias para os Tigers.

O papel principal do novo helicóptero será fornecer uma capacidade de ataque aéreo para pequenas equipes de forças especiais, com funções secundárias, incluindo ISR (usando sensores eletro-ópticos), suporte de fogo e utilidade geral. A RfI exige um helicóptero que possa ser rapidamente reconfigurado entre essas funções.

O cronograma proposto exige uma solicitação de proposta no quarto trimestre de 2019, com a entrega principal de equipamentos a serem seguidos em 2022. O Programa de Investimento Integrado listou um cronograma de programa para o helicóptero das forças especiais em 2019-2028 com um orçamento de US$ 2-3 bilhões.

Os helicópteros são destinados ao 6º Regimento de Aviação do Exército Australiano, sediado em Holsworthy, ao sul de Sydney, e complementarão um esquadrão de helicópteros NHI MRH-90 Taipan maiores. Os Taipans estão substituindo o Sikorsky S-70A-9 Black Hawk do 6º Regimento de Aviação, a partir de janeiro de 2019.

Como a RfI contempla a possibilidade de compra de helicópteros monomotores, o Boeing AH-6i Little Bird é uma opção.

Com essa demanda australiano, vários modelos são susceptíveis de atender a demanda. No caso dos modelos monomotores, atendem o Boeing AH-6 Little Bird, o MD 530F Cayuse Warrior e o Airbus H125M. Quanto aos helicópteros bimotores, as opções são o Boeing AH-64E Apache, o Leonardo AW109 Trekker e o Bell 407GTX. E mesmo com todos problemas, a Airbus quer participar da competição com o H145 bimotor ou com as novas atualizações disponíveis para o Tiger.

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13 COMENTÁRIOS

  1. Este Tiger é outro mico da Airbus além do também problemático, absurdamente caro de operar e que também não cumpre com os requisitos A-400. Bem fIzeram os britânicos em não entrar nessa.

  2. "Manutenção complexa…" define bem os helicópteros da Airbus.

    Creio que os australianos irão de AH-1Z ou AH-64E

  3. Juro que não entendi. É um helicóptero de ataque puro ou um vetor mais leve dedicado às missões especiais? Vejo grandes diferenças…

    • Os australianos compraram esses Tiger não como um helicóptero anti-tanque, mas como um helicóptero de reconhecimento armado e de apoio às tropas no solo. Disseram pra eles que o tiger faria isso facilmente.

      Mas ele é complexo e caro demais para uma tarefa tão trivial. Só como exemplo, Os americanos usavam o OH-58 kiowa nessa função.

      Digamos que, quando você mora em uma ilha distante de tudo, Tanques inimigos não são sua primeira ameaça. É mais fácil afundar os navios carregando os tanques.

  4. E eu cheguei a acreditar (#mentira) que esse helicóptero resistia a pulsos eletromagnéticos e tinha assentos ejetores — só porque o James Bond "disse"… 😀

  5. Airbus da +1 exemplo de péssimo produto e péssima assistência técnica. Parecem russos pombas!
    MD deles comprar outro da Airbus quer dizer que não aprendeu. Tem que substituir por um já em uso e o Viper AH-1Z da Bell é o mais em conta que o Apache é muito caro. O Aw109 vai ser a mesma dificuldade que ele não é usado fora da Itália além de Turquia. MRH-90 é da Airbus também

  6. Deixando bem claro que a Airbus e a Leonardo não tem nada em comum.

    Apesar de alguns comentaristas acharem que sim.

  7. SE, eu digo SE eles forem comprar algo no estilo ataque puro seria algo mais leve no estilo do Mangusta italiano ou qualquer coisa que os britânicos forem comprar junto, já que eles estão gostando disso

    Tanto o Apache guardian quanto o AH-1Z viper, são tão complexos de manter quanto o Tiger, só que mais baratos
    O problema é que eles foram convencidos que o tiger faria o que um Kiowa faz e ainda poderia fazer o que um apache faz.

    E pelo o que a matéria diz, está mais para as versões armadas do Blackhawk ou de outro.

    Eles querem algo como os Kiowas, não apaches.

  8. N são só os russos q têm um pós-venda oneroso afinal de contas

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