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Yak-130 – Força Aérea Bielorrussa (VVS) / Screengrab: VoenTV Belarus

A Força Aérea Bielorrussa (VVS) empegou mísseis ar-ar pela primeira vez em suas aeronaves de treinamento avançado e ataque leve Yakovlev Yak-130 desde que as mesmas foram recebidas em abril do ano passado.

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Yak-130 – Força Aérea Bielorrussa (VVS) / Screengrab: VoenTV Belarus

No treinamento foram empregados 2 mísseis R-73 (AA-11 Archer) contra dois alvos aéreos. Entre os operadores do Yak-130, a Bielorrússia é o primeiro país a empregar a aeronave fara fins de combate aéreo.

A Força Aérea Bielorrussa (VVS) atualmente emprega quatro unidades do Yak-130. As aeronaves, que foram integradas à 116ª Guarda Aérea de Assalto, implantada na Base Aérea de Lida, começaram a ser entregues no dia 15 de abril de 2015. Durante o Salão Internacional da Aviação e Espaço – MAKS 2015, ocorrido no último mês de agosto, foi assinado um segundo contrato para mais quatro exemplares da aeronave, que devem ser entregues ao longo de 2016.

O Yak-130 é um treinador avançado subsônico de dois lugares, capaz de replicar as características de vários caças de 4ª e 5ª geração, e que também pode ser empregado como aeronave de ataque leve, transportando uma carga de combate de 3.000 kg entre armamento ar-ar e/ou ar-superfície, distribuídos em 9 pontos fixos (1 na ponta de cada asa, três sob cada asa, e um ventral, sob a fuselagem).

O Yak-130 é equipado com um sistema de proteção que previne a ingestão de objetos estranhos que possam causar danos ao motor quando a aeronave é operada em pistas não preparadas e de grama, ou seja, caso necessário, a aeronave pode decolar com as tomadas de ar fechadas. Este recurso, entretanto, não está presente no Alenia Aermacchi M-346 Master, que é derivado do mesmo projeto.

Dimensões

  • Comprimento: 11.49 m
  • Envergadura: 9.73 m
  • Altura: 4.78 m

Motores/ Potência

  • 2 x motores Klimov AI-222-25
  • Potência total: 4370 Kgf

Peso / Cap. carga

  • Peso vazio: 4600 Kg
  • Peso máximo/descolagem: 6500 Kg
  • Numero de suportes p/ armas: 9
  • Capacidade de carga/armamento: 3000 Kg
  • Tripulação : 1+1

Velocidade / Autonomia

  • Velocidade Máxima: 1050 Km/h
  • De cruzeiro: 850 Km/h
  • Autonomia standard /carregado : 2000 Km
  • Autonomia máxima / leve: 2546 Km
  • Altitude máxima: 12.500 m

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EDIÇÃO: Cavok, com informações de Rustam Bogaudinov, direto de Moscou

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34 COMENTÁRIOS

  1. Muito interessante essa aeronave. Sei que há a questão de integração e de avionicos, mas esse jato serviria muito bem como treinador avançado para a FAB, caso ela estivesse interessada em substituir o Xavante.

      • Desculpe Deivide, me expressei mal, o que quis dizer é caso a FAB quisesse algum jato para usar como treinador, substituindo o papel do Xavante/Impala. Estes foram merecidamente aposentados. Obrigado por reforçar este fato.
        A propósito, em Curitiba, há um Impala em exposição estática dentro do campus Barigui da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).

        • Não tem o que desculpar , rFernandes-CWB….
          Eu é que peço desculpas por não ter entendido as entrelinhas do seu comentário.

    • Já disse aqui e torno a repetir é roubada! Todo equipamento russo é critico na reposição de peças e manutenção ! Cheguei a pensar que os russos gostam de vender aviões de combate para países com eternas dificuldades financeiras, mas quando vejo o drama indiano e outros parceiros russos (Peru, Venezuela etc.) enfrentando problemas em manter seus aviões em prontidão por causa de manutenção…E principalmente por que os russos falham muito na logística de fornecimento de peças…não me surpreendo mais! E até admiro que a FAB esteja conseguindo manter seus Helicopteros em voo com a critica falta de dinheiro que as forças armadas brasileiras tem!
      (Suspiro!) Penso também que se a compra dos Rafales tivesse sido efetivada naquela epoca que o Lula anunciou (teria sido a melhor coisa que ele fez no governo dele!) já teríamos pelo menos metade do efetivo em operação aqui no Brasil!

  2. Cada modernização do AMX custa 30 milhões de reais.

    Um Yak-130 custa 15 milhões de dólares.

    • 30 milhões de reais , hoje em dia sai bem mais em conta do que 15 mi de doletas , e outra ,até a FAB assimilar a manutenção e operação , armamentos do YAK-130 , lá se vai metade do orçamento ( já que tudo é superfaturado ).

      • O AMX vai voar pouco mais de dez anos. O Yak 130 é novo.

        O AMX é otimizado para voo a baixa altura e tem pouca agilidade (peso potência por volta de 0,5). Depois da primeira manobra, perde energia e acabou. O Yak 130 tem relação peso potencia 0,9.

        O AMX tem um único motor e não tem blindagem, o que é bem ruim para uma aeronave de ataque. O Yak-130 tem dois motores, aumentando a chance de sobrevivência. Mas tem menor carga e raio de combate.

        Eu deixaria o AMX como está e compraria um esquadrão de caças novos.

        • Tão dizendo aí que a reforma do AMX custa dois YAK's???? Tem coisa errada aí! Se isso fosse verdade o MPF já teria embargado estas reformas há muito tempo!
          E se o MPF não sabe disso ainda eu mesmo vou contar!

          • O Lamarca informou que o preço de exportação do Yak é de 25 milhões de dólares.

            A estimativa de preço da modernização do AMX é baseada no contrato original de 53 aeronaves por 1,3 bilhões reais (REAIS).

            Como o número foi cortado diversas vezes, o Lamarca informou que já estamos em apenas 14, o preço será MUITO MAIOR. Pois o valor do serviço de engenharia é dividido por 14 e não 53, fora a subida do dólar, pois os componentes são importados.

            Coitado do MPF, já está ocupado no Guarujá.

            Se o AMX era apelidado de F32 por custar dois F16, pra mim, ele é agora F48.

    • Zeabelardo e Deivide,

      Para clientes externos, o valor de venda de cada Yak-130 na condição fly-away é algo em torno de US$ 25 milhões, só a aeronave. Em linhas gerais, cada cliente vai ter um valor distinto, dependendo do contrato, forma de pagamento e opcionais.

      Para a VKS, esse valor fica em torno do US$ 10 – 15 milhões. A Bielorrússia comprou pelas mesmas condições da VKS.

      • Com isso, o Yak-130 entra na faixa de preço do TA-50 da Coreia.

        Ainda assim, o dinheiro do AMX foi mal gasto pelo tempo que a aeronave vai voar.

    • 15 milhões sem pixuleco… coloca os pixulecos e tu vai ver um superfaturamento transvestido em transferência de tecnologia…
      Não sou contra materiais russos, mas no nosso país, com a FAB e o Governo do jeito que são… Não tem defesa que aguente.

      • Para clientes externos, o valor de venda de cada Yak-130 na condição fly-away é algo em torno de US$ 25 milhões, só a aeronave.

        • Obrigado pela informação.
          25 milhões + pixuleco, está fora da nossa atual realidade.
          Mas não desmereço esse avião de feito nenhum. Desmereço a FAB.

      • Acho que 1,3 bilhões para voar 10 anos demais. Melhor seria comprar um TA-50 ou outro treinador moderno.

        Infelizmente, a moda é lixar ferrugem. Haja WD-40.

        • Concordo.
          Na minha opinião, a FAB e o Governo perderem uma ótima oportunidade com o AMX, acho que o Brasil não souberam aproveitar o avião, demoraram para produzir e tardaram demasiadamente para realizar modernizações. Mas tudo é assim por aqui…

  3. La Marca eu tenho uma dúvida sobre a propulsão já que originalmente o AI-222-25 era um propulsor da Ucraniana Ivchenko-Progress. No post o motor é creditado a Klimov…
    Foi um erro do post ou a Yakolev-Klimov já "nacionalizou russamente" a turbina ucraniana não mais acessível ?
    Esta é minha principal dúvida pois acho sinceramente que o Brasil poderia/deveria abraçar o YAK-130 não só colocando aviônicos AEL-FAB-Elbit como levar adiante o projeto de radar da Mectron para a aeronave.
    E de quebra colocar a Turbomachine (ex-Polaris) para receber a ToT do seu propulsor inclusive a versão mais irada com vetoração de impulso…
    A dificuldade MAIOS seria substituir a Embraer anti-russa, como o YAK-130 é um treinador de alto desempenho o candidato seria a Novaer mas a empres teria que ser TURBINADA pelo apoio explícito estatal para saltar do Sovi direto para o YAK-130…
    E para tudo valer a pena o YAK-130 teria que ter papel além de mero treinador e ser como na Bielorússia uma aeronave de linha, um low para o Gripen e assumir parte do legado do F-5 e AMX com o Gripen como uma solução de mais baixo custo que o próprio Gripen..
    A FAB adora baixo custo…
    Gripen, YAK-120 brazucado e Super Tucano a melhor Pequena Força Aérea do mundo sem dúvida…

    • Oi Giba…

      Os russos já nacionalizaram a turbina ucraniana, cuja equivalente é fabricada pela Klimov. Para o Yak-130, a turbina ucraniana não está mais acessível, haja vista a Rússia fechou as portas para qualquer negociação nesse sentido.

      Sds!

      • Meu sonho era o Brasil fazer uma programa de ToT na fabricação desta turbina russa e efetivar a TurboMachine como uma "SAFRAN-brazuca" só para produzir turbinas militares…
        E adquirir o YAK-130 para treinamento e combate LOW.
        Para fornecer propulsores a jato para drones, o YAK-130 nacionalizado e de quebra que o MD assumisse o projeto Cabure 300 de míssil de cruzeiro deles para ser o míssil de cruzeiro para a FAB e a MB…
        Deixa a Avibrás para o EB e seu Astros…
        Mas quem tem expertise REAL nas turbinas aeronáuticas é a Turbomachine (Ex-Polaris) !

        • Cara…

          Aterrissa…

          Aqui não se faz um motor aeronáutico a pistão, você acha que vão ser capazes de fazer motor a reação ?

          Quem vai transferir tecnologia de motor a reação e criar um concorrente ?

          Aquele POLARIS é um delírio…está ha anos de ser operacional..

          Vocês das zisquerdas já querem começar no topo, sem ter base para isto…

          Ainda não aprenderam a m….. e os prejuízos ao erário que isto tem custado ao país ?

          Comecem por baixo, fazendo os sobressalentes para os motores da Lycoming e nem isto aqui conseguem e clientela não falta..

          São mais de 8mil motores do tipo instalados no Brasil.

          Cuidado você é funcionário público, o primeiro a ficar sem receber quando o cofre secar de vez vai ser você!

          Entenda uma coisa…

          Desculpe moderação, vou colocar em letras maiúsculas:

          ———————- FORÇAS ARMADAS NÃO SÃO PARA FAZER POLÍTICA INDUSTRIAL ———————–

          • Um produto de alta tecnologia vem de um um parque industrial desenvolvido.

            O Brasil quer fazer o contrário.

            A usinagem de precisão é pequena, não produzimos componentes eletrônicos, nem tecnologia para ligas metálicas especiais. Todos requisitos para fabricação de uma turbina.

            Aí vem a Thalles montar um centro de excelência. O radar vem da França em um kit igualzinho da Revell com direito a manual. Vc monta e diz que nacional, pagando o triplo do importado.

              • Lamarca,

                Hoje, a presidAnta vai anunciar um corte no orçamento, provavelmente depois que os mercados fecharem. Estamos em fevereiro ainda.

                Como o orçamento 2016 já era enxuto e existem poucas áreas discricionárias, estou batendo uma aposta no que ela vai cortar.

                Só pra finalizar, independentemente disso, haverá déficit primário.

                Avisa pro Gilberto que o Joaquim Levy não é mais ministro.

                Um abraço,

        • Não sei de onde esse pessoal tira que a Rússia é a casa da mãe Joana. Na cabeça deles, vão fabricar caças, carros de combate, mísseis… porque o tio Putin é bonzinho e quer ajudar os Brics. India e Irã abrem a carteira com bilhões e a coisa não é tão simples assim.

          Chineses e indianos estão quebrando os dentes com turbinas a décadas.

          Os indianos tem longa parceria com os russos, mas é mais fácil obter por baixo dos panos tecnologia nuclear do que de turbinas aeronáuticas.

          Que eu saiba, os russos embaçam até a venda de turbinas para projetos de outros países, pois querem vender o caça inteiro. Direito deles.

          Na venda do MI35, não aceitaram mudar um parafuso. Tenho minhas dúvidas se as aeronaves são compatíveis com o link de dados da FAB.

          Licenciamento de fabricação de turbinas modernas, só lembro da F404 para a Volvo e a Samsung e a Adour para a Hal. São esses malditos ocidentais capitalistas.

          • Zeabelardo,

            Na compra dos Mi-35M, a FAB solicitou (e foi atendida) a modificação de parte dos instrumentos por similares israelenses.

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