Alterações que otimizam o serviço de tráfego aéreo entram em vigor em São Paulo.

O Departamento de Controle de Tráfego Aéreo (DECEA) coloca em prática, nesta quinta-feira (26/04), modificações na circulação visual da Área de Controle Terminal São Paulo (TMA-SP). Após a implantação da Navegação Baseada em Performance (ou PBN, do inglês Performance-Based Navigation) no eixo Rio de Janeiro – São Paulo, em outubro de 2013, foi necessário adequar a circulação visual existente à nova configuração do espaço aéreo da TMA-SP. As novas Cartas de Corredores Visuais (CCV) já estão disponíveis no Portal de Serviço de Informação Aeronáutica (AISWEB). As regras estão publicadas na Circular de Informação Aeronáutica nº 33/2018.

“As alterações normativas e em cartas aeronáuticas têm o objetivo de aumentar a segurança e otimizar o fluxo de aeronaves da TMA-SP”, esclarece o gerente de projeto da circulação visual da Terminal São Paulo, Capitão Especialista em Controle de Tráfego Aéreo Paulo Ilton Brogin Perez.

De acordo com o militar, o projeto da renovação da circulação visual da TMA-SP teve início em dezembro de 2013. “Após reuniões com todos os órgãos de tráfego aéreo existentes na terminal, diversas escolas de aviação civil e aeroclubes, além de associações de classe de pilotos de aviação geral, foi finalizada a nova circulação, em fevereiro de 2015”, destaca o oficial. A publicação da Circular de Informação Aeronáutica – AIC nº 17/2015, que visa ao ordenamento do tráfego de aviões e helicópteros que voam de acordo com as Regras do Voo Visual (VFR – do inglês Visual Flight Rules) na TMA-SP, entrou em vigor em novembro de 2015.

Segundo o chefe da Divisão de Operações do Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP), Tenente-Coronel Aviador Chrystian Alex Scherk Ciccacio, foram realizados estudos, coordenações e parcerias com os setores da aviação, visando a correções, alterações e melhorias na circulação visual da TMA-SP. “A Circular de Informação Aeronáutica – AIC nº 33/18 é continuidade e resultado da maturação da AIC nº 17/15, obtida com sugestões de pilotos enviadas por e-mails, Serviço de Atendimento ao Cidadão, documentos, entre outros”, afirma o oficial.

Após análise das sugestões dos usuários, somadas às necessidades operacionais e normativas existentes, foram realizadas alterações nas circulações visuais na TMA-SP. “Houve melhorias nos contrastes das cores das cartas, devido à dificuldade de visualização com baixa luminosidade, além de alguns ajustes de rotas e remodelagem de espaços aéreos condicionados, melhorando a dinâmica de fluxo existente”, acrescenta o Tenente-Coronel Ciccacio.

Entre as principais modificações, destacam-se as mudanças do desenho da Zona de Controle de Guaratinguetá (CTR-GW), do eixo do corredor MIKE (entre as cidades de Caçapava e Atibaia – SP) e dos portões de acesso ao circuito de tráfego do Aeroporto de Jundiaí.

Fluidez, eficiência e segurança – O instrutor de voo do Aeroclube de Jundiaí, Luis Eduardo Santos, ressaltou a importância dessa parceria com a Força Aérea Brasileira. “A proximidade do SRPV-SP e do DECEA junto aos usuários do sistema só tem a agregar, pois torna o processo de mudança mais fácil, transparente e democrático, além de tornar o ambiente mais seguro e eficiente para todos”, afirma o piloto.

Para o chefe do Subdepartamento de Operações do DECEA, Brigadeiro do Ar Ary Rodrigues Bertolino, o planejamento foi fundamental para atingir os objetivos. “As mudanças visam à segurança, além de permitir uma ordenada e rápida circulação aérea na maior terminal do Brasil”, pontua o oficial-general.

O SRPV-SP gerencia a área mais movimentada do espaço aéreo brasileiro: terminais São Paulo e Rio de Janeiro, controlando, aproximadamente, um milhão de voos por ano.


Fonte: DECEA, por Denise Fontes – Edição: Agência Força Aérea, por Tenente Gabrielli

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