varig_747 #2Apesar do setor aéreo brasileiro ter passado, desde os anos 1990, por um intenso processo de desestatização – o que permitiu que “os pobres andem de avião” – ainda há muitos entraves que impedem investimentos.

varig_747Por exemplo: as companhias aéreas no Brasil, graças à uma determinação estatal, têm que manter 80% do seu capital controlado por brasileiros. Por conta dessa limitação, nenhuma empresa estrangeira entra no mercado doméstico brasileiro, com exceção da companhia Azul (clone da JetBlue americana), que entrou no mercado brasileiro em 1998 porque o fundador, David Neeleman, nasceu no Brasil.

Com o objetivo de acabar com a crise no setor, que amarga enormes perdas por conta da crise econômica criada pelo estado, a equipe de Temer pretende abrir ainda mais o mercado: seria permitido que empresas com 100% de capital estrangeiro atuem no mercado doméstico brasileiro. Isso permitirá que algumas empresas brasileiras consigam investimentos para sair da crise e também aumentará a concorrência no setor.

A abertura do mercado aéreo brasileiro é um importante passo para o transporte brasileiro. Com o aumento do número de companhias aéreas graças à entrada de empresas estrangeiras, os preços tendem a cair no longo prazo, o que pode influenciar, inclusive, os preços das passagens de ônibus interestaduais, outro setor fortemente controlado pelo estado.


FONTE: ILISP


IMAGEM de capa: Do tempo em que o Brasil tinha uma grande e internacionalmente reconhecida empresa de transporte aéreo…

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24 COMENTÁRIOS

  1. Concordo plenamente, mas tem muita gente contra, em especial o pessoal da defesa.

    O Brasil precisa urgentemente prender esses bandidos, cortar a máquina pública, privatizar e abrir a economia.

  2. Código Brasileiro de Aeronáutica:
    Art. 181. A concessão somente será dada à pessoa jurídica brasileira que tiver:
    I – sede no Brasil;
    II – pelo menos 4/5 (quatro quintos) do capital com direito a voto, pertencente a brasileiros, prevalecendo essa limitação nos eventuais aumentos do capital social;

    Aí a Bruxa fez a MP 714/16 passando para 51% de capital nacional, mas isso não é tema de MP e está errado como tudo que ela fazia.

  3. Esta exigencia de ser brasileiro virou piada com a criação da OceanAir, hoje Avianca.
    Germán Efromovich é boliviano de La Paz e quando quis abrir seus negócios aqui se naturalizou brasileiro, depois quando colocaram a Avianca a venda se naturalizou colombiano tambem para poder fazer o negócio.
    Ele ja tinha a cidadania polonesa tambem, origem de sua família, são judeus poloneses.
    Hoje ele é um cidadão boliviano, brasileiro, colombiano e polones e controla 11 empresas aéreas alem do Grupo Synergy que tambem opera na área naval.

    • Exatamente por essas e outras que é preferível abrir de vez do que fingir que o sistema e fechado e permitir certas brechas. O que eu acho prudente que se faça é que se cobre contrapartidas, mas tem que abrir.

      • Que contrapartida?
        Quando vc compra um celular vc quer que o dono da Samsung te de alguma contrapartida?
        Quando vc pega onibus o dono da companhia tem que dar alguma contrapartida?
        Quando compra pão tb?
        Transporte aéreo é só mais um produto como qualquer outro.

        • Ruichapéu,

          Para abrir 100%, é preciso que haja pelo menos acordos de reciprocidade, e isso é uma contrapartida. É minha opinião!

          • Não são as empresas estrangeiras que vão operar no Brasil, mas empresas brasileiras com capital estrangeiro, isto é, inscrição e sede no Brasil. Por lei, as tripulações são obrigatoriamente brasileiras. Com relação as aeronaves, no sistema de leasing, boa parte da frota não é nacional.

            O medo do pessoal é que na primeira tempestade as empresas fechem e o país fique sem transporte aéreo. Isso na empresa de capital nacional tb acontece, pois ninguém investe para perder dinheiro.

            Se eu fosse sugerir alguma coisa, autorizaria 100%, mas "nacionalizando" o capital:
            1) O investidor criaria uma pessoa jurídica que seria dona do capital investido. Essa empresa investiria na companhia aérea.
            2) Haveria uma carência para permanência do capital investido.
            3) Finda a carência, essa empresa seguiria as mesmas regras das pessoas físicas brasileiras para remessa ao exterior, isto é 20% de imposto de renda.
            4) Direito adquirido para quem investir nessa modalidade, regras novas não afetam quem investiu nessa regra.

              • A reciprocidade acaba ficando por conta do orgulho ferido. Nenhuma empresa brasileira tem fôlego para abrir uma subsidiária (aeronaves, estrutura, tripulação e dinheiro). Na prática, não se abre mercado.

            • O que eu quero dizer é o seguinte:

              Iniciativa privada visa "lucro".
              Qualquer contrapartida, burocracia e regulamentação feita estará constando nos custos dessa empresa.
              Todos esses custos a mais deverão compensar o lucro, quanto mais custos mais lucro a empresa tem que ter para compensar.
              Esses custos não são pagos por ninguém nada menos que os clientes.
              Quanto menos regulamentação, menor é o custo da empresa, menor o preço pro cliente final e mais clientes conseguirão viajar de avião, logo, mais lucro para companhia.
              Se quiserem que " o investidor estrangeiro" não fuja do Brasil, é justamente fazendo ao contrário, cortando regulamentação e burocracia.
              Entenderam o ponto que eu quero chegar?

              • Certíssimo 6.000%.

                Os socialistas (incompetentes e invejosos) dizem que o livre mercado beneficia as empresas.

                Livre mercado beneficia os consumidores.

                Contudo, sou dos que defende a teoria de um passinho de cada vez. Infelizmente, nossa economia é um dinossauro que esqueceu de ser extinto.

                OBS: Falando em serviço estatal ineficiente e caro que onera a todos nós e prejudica o desenvolvimento do nosso país. Os Correios estão para anunciar um prejuízo de 2 bilhões em 2015. Mais um presentinho da bruxa.

    • Era muito legal ver esse Airbus na aproximação para pouso, motor fumando de leve e jorros de vapor na ponta das asas…

    • Aeronaves que a FAB deveria ter confiscado, repondo o valor corresponte ao arresto na justiça trabalhista, e convertido em aeronave KC.
      Uma aeronave destas,era bem mais modernas do que os B-707, e econômica em tudo também!
      Assim como a FAB poderia ter comprado os antigos Electras da Varig, e convertidos em aviões de patrulha marítima!
      Em vez disso foi comprar aviões parados desde o fim da guerra do Vietnam! Lá no deserto do Arizona! Um deles ainda tinha até furo de bala na fuselagem!
      Aí você pensa que a FAB comprou por causa do equipamento já instalado não é? Néééééé!
      Mandou todos eles para a Espanha, trocaram as asas, todos os motores, trem de pouso, aviônicos, equipamentos de vigilância…enfim fizeram o avião de novo!!! Néééééé
      Ah! Mas pagaram baratíssimos pelas células!!! Néééééééé! (Alô Ministério Público Federal, vamos investigar isto!)
      Mais dez conto em cima do montante eles comprariam os ERJ's da Embraer muito mais modernos e com maior autonomia…
      Sei não ou tem gente muito burra na FAB ou tem coisa errada aí….

    • Cara eu vi a fotografia do SNM agora há pouco!
      É de cortar o coração saber que virou panela!
      Se eu soubesse que seria tão fácil adquiri-lo, eu juro que teria ido ao leilão e rebocava ela lá do Pátio com meu Astra de estimação!
      Astra aliás, que foi um dos melhores carros que eu tive. 135.000 km sem nenhum aborrecimento e sem necessidade de um Overhaul! Despedi-me dele há poucos dias com um beijo no capô na frente do novo dono! Que escutou bem quando recomendei que ele cuidasse bem do novo dono com cuidou de mim desde 2007 quando o comprei 0 KM!
      Sou assim com essas maravilhosas máquinas! Carros, aviões…Foi que me atraiu para aviação! O prazer de desfrutar uma boa decolagem com o motor a pleno sentindo a máquina sair do chão com total controle! Muitas vezes voei de graça! Só pelo prazer de voar! Voei muito! Mas nunca enjoei! E espero voltar em breve depois de tanto tempo afastado!
      Sim, tentarei comprar algumas sucatas da TAF aqui em Fortaleza! Quem sabe com uns consertos aqui, outro ali, uma delas pode voltar a voar! (B-727,B-737,EMB-110, e até um DC-3 e meio!)

    • Que saudade dessa aeronave. Sempre pegava esse avião de Brasília a Porto Alegre, ida e volta. Se não era o A300 da VASP, era o MD11 da VARIG.
      O bom da VARIG, era que se vc fizesse o check in bem cedo, podia ser encaixado na 1°classe. Bons tempos, pena que era muito caro, mas era um serviço primoroso.

      • Hoje me dia você paga caro e tem um serviço meia boca, se for de econômica então ahahah

  4. Essa questão de ter que ser Brasileiro é uma piada.

    Sou a favor da privatização, mas que exista controle sobre os lucros, pois se a genter permitir que todo o lucro que essas empresas possam vir a ter possam ser enviados para fora do país aí complica!

    Acredito que tenha que definir um controle sobre isso e uma % que seja aceitável para ambos os lados.

  5. Poderíamos ter feito tudo isso quando estavamos com a economia em alta. Sou favoravel a abertura total do nosso mercado de serviços a companhias estrangeiras. Mas lembro que somente isso foi a exigência americana para que o Brasil fizesse parte da ALCA, hoje vamos nesta direção, o que é bom, mas por necessidade e não opção. Os Correios e Empreiteiras são outros dois setores onde não existe concorrência externa.

  6. Alguém falou em reciprocidade no tratamento.
    Mais acima falaram da Avianca. Na prática, a Latam também não é mais brasileira e deixou de nossa "flag carrier", que outrora fora a Varig.
    Porém, pelo pouco que sei, nos outros países a situação não é muito diferente, em especial na Europa. Quando houve a fusão da Air France-KLM, os governos de ambos os países exigiram que os nomes fossem mantidos.
    Em 1992, fiz uma viagem ao Japão. Na ida, fui de Varig e na volta, o trecho de Narita até Los Angeles foi de Jal e de LA Cumbica foi de PanAm. Duas já não existem mais… E o serviço de bordo da Varig ganhava de goleada.

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