O caça Rafale M, armado com o míssil de alta precisão ASMP-A, durante recente teste na França. (Foto: Ministério de Defesa da França)

Na terça-feira, 14 de fevereiro, um caça monoplace Rafale-M pertencente à Marinha francesa realizou uma completa missão de simulação de ataque nuclear incluindo o disparo de um míssil de alta precisão ASMP-A (Air-Sol Moyenne-Portée – Amélioré).

A aeronave decolou da Base Aérea Avord (BA 702) na região Central da França, e completou um voo de mais de quatro horas, durante o qual completou com sucesso todas as fases de uma missão de dissuasão aérea: voo de longa distância, sucessivos reabastecimentos aéreos, penetração de baixa altitude, acompanhamento do terreno e lançamento de um míssil ASMP-A numa área de ensaio do Centro de Testes de Mísseis da DGA em Biscarrosse.

Jean-Yves Le Drian, ministro da Defesa, expressou sua grande satisfação após o lançamento com sucesso do teste de um míssil com capacidade nuclear, mas que na simulação estava sem uma carga nuclear.

O Ministro felicitou todas as mulheres e homens das forças, a Direção Geral dos Armamentos (DGA), a Gendarmerie Nationale e as empresas que trabalharam para este novo sucesso para colocar em prática a dissuasão francesa.

O ASMP-A é fabricado pela MBDA.

Este foi o processo de avaliação operacional de reforço do sistema Rafale / ASMP-A e é representativo de uma verdadeira missão de ataque nuclear realizada pelo componente nuclear aéreo da França.

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8 COMENTÁRIOS

  1. Essa citada Gendarmerie Nationale é uma polícia militar francesa, com séculos de existência, subordinada aos Ministérios da Defesa e do Interior — e que hoje tem missões específicas de patrulhamento em determinados pontos do país, como áreas rurais, entre outras.

    Interessante, pois na Argentina a Gendarmería é uma polícia de fronteira, mas não só. Outras polícias de origens militares, diversas pelo mundo e inspiradas na original francesa, também tem funções diferentes — como a do Vaticano, minúscula, que controla o trânsito e faz investigações e "defende" o Papa.

    • Armand ao contrario do que se diz , a Gerdarmeria francesa esta mais para uma "milicia paramilitar com poder de policia" do que uma PM ,como a brasileira.

    • Quase todos os países do mundo possuem uma polícia militar, mas como vc bem disse, missões diferentes. Cada um sabe onde o calo aperta.

      • No geral as polícias militares pelo mundo são aquarteladas e a estas são designadas missões específicas como: Tropas de enfrentamento e policiamento de zonas rurais. Seguindo este modelo Frances.

        A polícia militar brasileira é uma jabuticaba… Só existe aqui.

        Policiamento ostensivo de áreas urbanas e divisão do processo policial no meio (policiamento com a militar e investigação com a civil) só existe aqui.

  2. A propósito, muito se fala que os EUA não tem polícia militar.

    Em primeiro lugar, tem sim e se chama Guarda Costeira.

    Além disso, os governadores tem o direito (não é pedido) de convocar a Guarda Nacional quando necessitarem.

    Aí, é mole.

    • Acho que nem a Guarda Costeira sabe mais o que ela é.

      Historicamente ela é subordinada ao Departamento de Marinha apenas em tempos de guerra, nasceu junto com seu país, tem mais de 200 anos de história e sempre serviu como uma braço das Forças Armadas Norte-americanas. Sua singularidade advém da missão de manutenção e cumprimento de direito marítimo tanto domestica quanto internacionalmente, seu serviço primordial.

      Ocorre que, ela também é intitulada como um dos 'uniformed services' daquele país, junto com os tradicionais ramos das FFAA, um tal de PHSCC – mistura de ANVISA e ONS – e o NOAA – que não achei sentido ou serventia. Sem contar que agora está subordinada ao Departamento de Segurança Domestica.

      Pessoalmente, não consideraria ela uma polícia militar clássica. É algo sui generis, que evolui e se transforma conforme a história marcha e os EUA alteram suas prioridades.

      • Conforme a necessidade do país. (parafraseando)

        Se o problema é tráfico de drogas, contrabando e imigração, vamos combater.

        Se o problema é terrorismo, vamos combater.

        O problema do Brasil é bandidagem aterrorizando na rua, logo…

        Abrir mão de sua prerrogativa de exercer a soberania (poder do estado fazer valer a lei) é que não dá.

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