O F-16 Fighting Falcon tem uma história distinta, e a Força Aérea dos EUA está terminando parte dela de um jeito diferente. Todos os anos, o serviço transforma caças F-16 em drones F-16, transformando-os de caçadores em caçados. Os drones resultantes, conhecidos como QF-16s, são abatidos em prática de tiro ao alvo.

O F-16 entrou em serviço com a Força Aérea dos EUA em 1980 e, nos últimos quarenta anos, serviu em vários conflitos em todo o mundo. A Força Aérea dos EUA comprou o F-16 ao longo de pelo menos duas décadas, e alguns aviões são mais antigos que outros. Os mais antigos da frota terminam no “The Boneyard” na Base da Força Aérea Davis Monthan, Arizona. Lá, o calor e o ar seco mantêm os aviões antigos em boas condições, enquanto os serviços descobrem o que fazer com eles.

Em 2010, a Força Aérea dos EUA começou a converter F-16s em QF-16s (Q significa drone). De acordo com a Wired, este ano 32 dos drones foram retirados de Davis Monthan e modificados usando um kit Drone Peculiar Equipment da Boeing.

O F-16 é relativamente fácil de se transformar em um drone porque, em vez de aeronaves mais antigas, como o F-4 Phantom, o F-16 era uma aeronave fly-by-wire na qual os computadores de bordo transformam os comandos do piloto em ação. O F-16 foi um dos primeiros jatos em que computadores, não pilotos, emitiram controles diretos para a aeronave. Entrar nesse sistema é muito mais fácil do que instalar atuadores físicos que pressionam os controles de voo manuais.

O kit permite que o drone decole e pouse, além de realizar manobras aéreas bastante complicadas. Normalmente, os drones não pousam, porque são abatidos. Os QF-16 são usados ??como prática de alvo por caças tripulados lançando mísseis ar-ar. O software de Inteligência Artificial “Skyborg” da Força Aérea dos EUA, destinado a atuar como um R2-D2 para um piloto em um avião tripulado ou um ala de computador em um avião separado, não tripulado, também pode ser adaptado ao QF-16, transformando-o em um ala transportando armas para um caça F-22 ou F-35.

Um QF-16 explode com o impacto no solo após ser derrubado por um míssil ar-ar AIM-9X Sidewinder. (Foto: U.S. Air Force / Tech. Sgt. John Raven)

A Força Aérea dos EUA tem muitos F-16 no Boneyard – pelo menos cem estão alinhados em fileiras bem organizadas agora no deserto do Arizona. Eventualmente, todos os Fighting Falcons farão um último voo tripulado para o Boneyard, e alguns selecionados receberão novos equipamentos e uma pintura em laranja de alta visibilidade para os estabilizadores horizontais e verticais.

Então, é hora de um último voo antes de ser explodido em pedaços sobre o Golfo do México, um final não sentimental para um dos caças mais conhecidos da história dos EUA.


Fonte: Wired, via Popular Mechanics

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8 COMENTÁRIOS

  1. Boa noite de sábado Senhores!

    Aí está uma das muitas razões, pelas quais os EUA são a maior potência bélica mundial da atualidade! Uma nação que pode dar -se ao luxo de converter aeronaves que, em muitas nações, elas ainda estariam voando na primeira linha de combate, mas que lá nos EUA se convertem em drones alvo!

    Por isso que digo é reafirmo, o Brasil só tem a ganhar, por manter-se alinhado com os EUA. ENTENDAM eu disse alinhando e não subserviente!

    Se algum dia alguém achar que o Brasil terá condições de suportar uma guerra convencional contra os EUA, vale a pena este alguém visitar o "cemitério de aviões " em Davis Mounthan – Tucson antes de voltar a pensar em uma sandice desta magnitude.

    É evidente que ser alinhado e por quê não também aliado, não significa que devamos ser fracos militarmente. Espero antes de morrer ver nossa FAB com pelo menos 120 F39 em operação. Um sistema de defesa aérea por camadas de amplitude total. Nossa Gloriosa Marinha de Guerra do Brasil verdadeiramente capaz de cumprir a vigilância de nossas águas. E meu amado EB com capacidade plena de combate.

    CM

    • No meu ponto de vista vc está certíssimo! Também concordo em estarmos alinhado com os EUA, e friso a definição que vc usou, ALINHADO, não vassalo!

      Só temos a ganhar com isso! Raras são as nações que conseguiriam se opor militarmente contra os EUA, na verdade pelo meu julgamento somente 3! China, Rússia e Índia. As coloquei em ordem de complexidade militar. Vale lembrar que os EUA teriam capacidade de sair vitoriosos nas 3 campanhas, porém é preciso avaliar SE os EUA estariam dispostos a pagar o preço da vitória, tanto em perda de equipamento militar como em vidas humanas.

      Claro o lado "perdedor" teria muito mais perdas que os americanos, mas estamos tratando de forças que poderiam criar sérios obstáculos para as conquistas militares ianques, ou seja, gerando muitas baixas americanas. Será que a opinião pública americana continuaria a apoiar uma ação dessa proporção que envolvesse a morte de tantos militares americanos??? Pode ter certeza que em nenhum dos 3 países os EUA teriam uma campanha militar "fácil" como foi no Iraque, Afeganistão, Síria ou Líbia. E cá entre nós, nenhuma campanha dessas foi "tão" fácil assim como achamos que foi, qualquer ação militar é complexa.

      Muitos acreditam que o fato de sermos um aliado Americano fará que em qualquer conflito militar que possamos nos envolver os EUA enviarão imediatamente um Grupo de Ataque para nos proteger, isso é besteira! Certos são os que dão risada dessa possibilidade, porém os EUA não precisam nem mover um NAe para ajudar um aliado (que ele queira ajudar) uma simples reunião com o Diplomata Americano já é o suficiente para deixar bem claro que se aquela ação não for do agrado americano os EUA tem N recursos na manga para tornar aquela ação militar inviável. Aqui apensas exaltamos os poderio militar americano, mas e sua capacidade comercial? Imagina se amanhã fossemos impedidos de fazer comércio com os EUA, ou pior, qualquer empresa do mundo que tem algum produto que contenha um componente americano em sua produção poderia vendê-lo ao Brasil, sob a pena de se vender as empresas americanas não forneceriam mais o componente americano. Agora vamos esquecer a parte comercial, vamos para a política, que tal o EUA financiar uma oposição dentro de um país, qualquer governo tem "opositores", imagina se a pena do ato de guerra fosse uma ajuda financeira e de dados para uma oposição para desestabilizar o governo da região (já vimos isso!), ou seja, do meu ponto de vista nenhum militar americano precisa dar um tiro para que uma nação inteira caia.

      Aliás que diga o Assad que só está vivo ainda devido ao "brother" Putin, que de brother não tem nada…

  2. Queria ver o software de controle, a precisão em tempo real do drone e as manobras contra o caça tripulado, muito show, não é coisa fácil fazer isso.

  3. Amigos queria chamar a atenção para a capacidade de transformar os QF-16 em um ala armado para os caças de 5ª geração. Essa é uma capacidade que se explorada torna as forças Americanas ainda mais letais.

    Um F-22 ou um F-35 ou ainda um B-2 poderia desviar dos pontos de detecção dos radares inimigos adentrando o território inimigo e com capacidade de atacar/destruir os radares e unidades SAM abrindo espaço para que os QF-16 (que viriam atrás) e que adentrariam o território inimigo sem também serem detectados (devido a destruição dos radares). Além disso, as armas usadas no ataque poderiam ser disparadas dos próprios QF-16 (já que sabemos da limitação do armamento interno dos caças de 5ª geração).

    Vamos supor que o inimigo já estivesse com os caças no ar e partisse para engajar as aeronaves americanas, essa capacidade de Ala permitiria o QF-16 ser usado como isca ou distração. O fato deles poderem serem sacrificados em prol de algum outro objetivo dá aos EUA uma vantagem estratégica que dificilmente seria superada.

    Os QF-16 tem um valor estratégico imenso aos EUA e em caso de algum conflito é uma tremenda carta na manga. Quem diria que caças obsoletos teriam tanta serventia. Que a FAB acorde para a vida e quem sabe se algum dia tivemos um gerenciamento de orçamento melhor possamos copiar essa ideia, uma pena o nossos F-5 não serem fly by wire, a conversão deles seria mais cara eu acho, mas se fosse possível eles teriam um valor estratégico imenso para nós, mesmo nós não dispondo de caças de 5ª geração, mas como já sabemos essa ideia iria ser barrada pelo nosso próprio orçamento (e a forma como ele é muito mal gasto).

    • Acho pouco provável isso ocorrer num futuro próximo.

      A menos que estes QF-16 realmente tenham um R2-D2 em seus cockpits, depender 100% de comandos de uma outra aeronave em voo faz com que ele esteja suscetível a interferência eletrônica. Bloqueia-se a comunicação e o Drone está fadado a continuar o ultimo comando e/ou nivelar voo.

      Esses carinhas ai só voam em espaço aéreo muito bem controlado.

      • Os drones atuais já operam de forma autônoma. Podem identificar o inimigo, destrui-lo, retornar a base e pousar sem interferência externa.

        Existem diversos programas para extender o leque de Missões como o loyal wingman da Boeing Austrália.

    • Existe as iscas, muito mais barato e eficaz, o QF é um caça operacional, é caro, a unica coisa é que ele não tem um operador, mais barato e eficaz manda uma isca que se não me engano é lançada pelos B52 e B1, o B2 eu não sei….

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