Caça F-16V Block 70.

A aquisição dos caças F-16V Block 70 não é apenas uma compra, mas uma parceria de longo prazo que permite à Força Aérea da Bulgária enfrentar com sucesso os novos desafios do setor, afirmou o primeiro-ministro da Bulgária, Boiko Borissov, em uma reunião com representantes da Lockheed Martin, disse uma declaração do governo.

O foco das negociações de 7 de outubro foi a cooperação de longo prazo que resultará do programa de parceria industrial, afirmou o comunicado.

Isso faz parte do processo de aquisição de caças e é regido por um contrato entre o Ministério da Economia da Bulgária e a Lockheed Martin.

O contrato prevê que a aeronave seja mantida e reparada na Bulgária, inclusive por especialistas búlgaros, segundo o comunicado.

“Também serão criados empregos e um know-how exclusivo será introduzido em nosso país na indústria búlgara de segurança e defesa”, de acordo com o comunicado.

Na reunião, entre Borissov e Randy Howard, Diretor de Desenvolvimento de Negócios do F-16, e Lisa Herman do Desenvolvimento Internacional de Negócios para a Europa Central da empresa, observou-se que o F-16 era o avião de combate multiuso de maior sucesso para Bulgária e cobre plenamente as necessidades de defesa do país, bem como para cumprir suas tarefas na OTAN.

O caça está em serviço em 28 países ao redor do mundo, incluindo os vizinhos da Bulgária, Grécia e Turquia.

Os representantes da empresa norte-americana enfatizaram a Borissov que somente na Europa existem mais de 700 aeronaves F-16 e, no mundo, mais de 4000 aeronaves foram vendidas, tornando-se o caça militar mais vendido e o mais usado em aviões durante combates reais.

“A Bulgária está cumprindo com sucesso seu compromisso com o investimento em defesa acordado na Cúpula da OTAN de 2014 no País de Gales”, afirmou Borissov.

Ele disse que desde o início de 2018, a Bulgária implementava ativamente o plano nacional para aumentar os gastos com defesa para 2024.

“Com a compra de 8 aeronaves F-16V Bloco 70 este ano, essa meta já foi alcançada e até o final de 2019 os gastos com defesa devem exceder três por cento do PIB”, disse Borissov.

Na reunião, que também contou com a presença do ministro das Finanças, Vladislav Goranov, também foi discutido que a parceria industrial da Bulgária com a empresa americana desenvolverá talentos em ciência e engenharia no setor.

A Lockheed Martin também está programada para fornecer à Academia da Força Aérea da Bulgária um treinamento de ponta para pilotos e mecânicos em programas projetados pela Força Aérea dos EUA.

Isso permitiria à Bulgária educar toda uma nova geração de pilotos, que é um dos resultados mais importantes da parceria do país com a empresa americana, afirmou o comunicado do governo.


Fonte: Sofia Globe

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1 COMENTÁRIO

  1. No começo dos anos 90, economistas norte-americanos, russos, europeus ocidentais calculavam à exaustão os “dividendos da paz”.

    Todos acreditavam numa racionalização extrema dos gastos militares, sem a necessidade da prontidão e da escala necessárias na Guerra Fria. O que não seria possível com estes bilhões?

    Vinte ou trinta anos depois, apenas a Europa Central e do Leste viveram essa realidade. A escala do desmonte militar dos ex satélites do Pacto de Varsóvia é descomunal, equipamentos extremamente datados, estruturas abandonadas, militares reduzidos ao mínimo do mínimo necessário.

    Agora fazem pequenas aquisições pontuais de equipamentos de ponta. Um pouco é capricho. Outro pouco é a apólice de seguro.

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