A aeronave 195-E2, matrícula PR-PJN foi entregue hoje para seu cliente de lançamento, Azul Linhas Aéreas.

A Embraer entregou hoje o primeiro jato E195-E2 para a AerCap, maior companhia de arrendamento de aeronaves do mundo, e para a Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A., em cerimônia em sua sede em São José dos Campos.

A Azul é a operadora de lançamento global do E195-E2, a maior das três aeronaves da família E-Jets E2 de jatos comerciais. A companhia aérea encomendou 51 aviões do mesmo modelo e receberá outras cinco unidades ainda em 2019.

“A entrega de hoje é uma ocasião muito importante”, disse John Slattery, Presidente & CEO da Embraer Aviação Comercial. “É a maior aeronave comercial que a Embraer já produziu. Os passageiros vão adorar o novo interior, e as companhias aéreas vão se impressionar com a extraordinária eficiência operacional. O jato é, sem dúvida, ideal para o modelo de negócios de tarifas reduzidas da Azul e para o portfólio da frota da AerCap. Estou orgulhoso de toda a equipe da Embraer que trabalhou tão duro para ver esse dia.”

A Azul operará o E195-E2 na configuração de classe única, com 136 assentos, em várias rotas domésticas e internacionais.

“Nos últimos 10 anos, a Azul revolucionou o mercado de aviação brasileiro. Ajudamos a dobrar o mercado doméstico, incluindo serviço aéreo a diversas regiões, cidades e comunidades que nunca tiveram voos antes, tudo graças às aeronaves Embraer E195-E1. Agora, com o E195-E2, estamos prontos para dar início a um novo capítulo na história da aviação brasileira. Não poderíamos estar mais orgulhosos de voar ainda mais alto com uma aeronave construída com tecnologia e inovação brasileiras”, disse David Neeleman, fundador e presidente do conselho da Azul. “O E2 representa um grande passo na transformação da frota da Azul, potencializando ainda mais a expansão de nossas margens”, concluiu Neeleman.

Representantes da Embraer, Azul e AerCap recebem formalmente a aeronave.

“Todos na AerCap estão entusiasmados por entregar o primeiro Embraer E195-E2 à Azul. Não temos dúvida de que essa incrível aeronave levará duas líderes brasileiras a um novo patamar. Desejamos à Embraer e à Azul todo o sucesso com o programa E-Jets E2 e estamos ansiosos em trabalhar com as duas empresas por muitos, muitos anos”, disse Aengus Kelly, CEO da AerCap.

 

O E195-E2 recebeu, em abril, o Certificado de Tipo de três órgãos regulatórios: a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a Administração Federal de Aviação (Federal Aviation Administration – FAA) e a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (European Aviation Safety Agency – EASA).

 

Testes em voos confirmaram que a aeronave é ainda melhor do que a especificação original. O consumo de combustível é 1,4% menor do que o esperado, chegando a 25,4% de economia por assento comparado com o E195 da primeira geração. Já os custos de manutenção são 20% menores e o E195-E2 é a aeronave mais ambientalmente amigável da categoria, operando com o menor nível de emissões e de ruído externo. A margem cumulativa para o limite de ruído ICAO Stage IV varia de 19 a 20 EPNdB, 4.0 EPNdB menor do que seu concorrente direto.

Cerimônia de recebimento.

Assim como o E190-E2, o E195-E2 também possui os intervalos de manutenção mais longos no mercado de aeronaves com corredor único, com 10 mil horas de voo para atividades básicas de manutenção e sem limite de calendário para operações típicas do E-Jet. Isso significa 15 dias a mais para a utilização da aeronave em um período de dez anos, comparado à atual geração de E-Jets. 

 

O E195-E2 apresenta novos motores de alto desempenho, asas completamente novas, fly-by-wire completo e um novo trem de pouso. Em comparação com a primeira geração do E195, 75% dos sistemas da aeronave são novos. O E195-E2 tem três fileiras adicionais de assentos. A cabine pode ser configurada com 120 assentos em duas classes ou até 146 em classe única.

 

A Embraer e a Azul também assinaram um contrato de longo prazo para um programa de suporte de peças reparáveis à nova frota da companhia aérea de jatos E195-E2. A Azul aderiu ao Programa de Pool de serviços da Embraer em dezembro de 2008, quando começou a operar os E-Jets da primeira geração, e mais recentemente ao Programa de Gestão de Manutenção. Com este novo contrato de suporte, a companhia aérea passa a ter cobertura para toda a sua frota de jatos Embraer.

 

A Embraer é líder mundial na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e conta com mais de 100 clientes em todo o mundo. Somente para o programa de E-Jets, a Embraer registrou mais de 1.800 pedidos e 1.500 aeronaves foram entregues. Atualmente, os E-Jets estão voando na frota de 80 clientes em 50 países. A versátil família de 70 a 150 assentos voa com companhias aéreas de baixo custo, bem como com operadoras regionais e tradicionais.

 


 

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7 COMENTÁRIOS

  1. Mercadologicamente para a Boeing era melhor manter o lançamento da aeronave como Embraer devido ao histórico. A mudança pode ocorrer nos próximos anos com a incorporação total do que um dia foi a Embraer, inclusive com a troca do nome de seus produtos se o fato representar melhor lucratividade e identificação com os clientes globais.
    Hoje, a Boeing está preocupada com a grande dor de cabeça do B737-MAX e desenvolvimento do B777-X que também apresenta problemas e atrasos na certificação.

    O americano está olhando os números e o quão rentável a linha Embraer de aeronaves comerciais pode produzir. O concorrente Airbus A220, antigo Bombardier Cseries, acumula 532 pedidos firmes, o 195E2 124 pedidos e outros 38 do modelo 190E2.
    Como o mercado de aeronaves regionais de 100 a 150 lugares representa somente 8,3% do total geral de aeronaves de corredor único, a Boeing quer ganhar dinheiro, seja com o nome Embraer ou Boeing. Tenha certeza que a gigante Americana está somente pensando na realidade dos números e $$$. Saudações,

  2. Parabéns EMB mais um programa entregue dentro do cronograma original. Qualquer Empresa gostaria de ter uma Joint Venture com nossa EMB.. Epa… Já é 2019, foi mal. Financeiramente os balancetes ainda no vermelho, todo inicio de produção geralmente há muitas peças que o sub-fornecedor cobra sobre-preço por necessitar de processos especiais fora do normal originalmente planejado, tudo para garantir o cronograma original. Isso deve levar mais uns 6 meses ainda. Até lá o caixa da EMB esta em USD 2,5bi. E dividas em USD 3,8bi. Final do ano a Boeing transfere USD 4,2bi para a EMB (80% da cia), uns USD 1,2bi devem pagar os dividendos aos acionistas, e resta saber oque fazer com os USD 3bi restantes. Hipoteticamente zerando a dívida, reservando USD 400Mills de capital de giro, e USD 400Mills para manter as atualizações do E2 (EMB 20%) ainda sobram USD 1bi para se credenciar a novos desenvolvimento com a Boeing. Não há margens para erro.

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