Uma aeronave L-1011 Tristar da RAF reabastecendo dois F-18 Hornets da Marinha dos EUA. (Foto: DoD US)

A empresa norte americana Tempus Applied Solutions (TAS), com sede na Virginia, anunciou hoje que a empresa concluiu um contrato de compra definitivo para a aquisição de seis aeronaves Lockheed L-1011 que anteriormente pertenciam e eram operadas pela Real Força Aérea Britânica (RAF) do Reino Unido.

Quatro dessas aeronaves estão especificamente configuradas para operações de reabastecimento ar-ar (AAR) e as duas restantes são configuradas somente para operações de transporte de passageiros e de carga. Embora as aeronaves tenham servido a RAF e a OTAN por 30 anos até sua aposentadoria em 2014, as aeronaves possuem muitos anos de vida útil.

Os Tristar da RAF foram retirados de operação em 2014. (Foto: Adrian Pingstone)

Os aviões L-1011s adquiridos estiveram num armazenamento que manteve as aeronaves em condições de voo no Reino Unido desde a sua aposentadoria. O processo de finalização da aquisição ocorrerá após uma inspeção satisfatória das aeronaves e dos livros de registro associados, bem como dos equipamentos de suporte.

A empresa pretende utilizar três das aeronaves configuradas para AAR enquanto as três aeronaves adicionais serão usadas como peças sobressalentes. O marketing da aeronave para as operações AAR de propriedade ou operado pela contratante começará imediatamente com foco na Marinha dos EUA, na OTAN e em outras forças aéreas aliadas que exigem serviços AAR e mangueiras. As aeronaves estão atualmente registradas nos Estados Unidos e serão transportadas do Reino Unido para uma base de operações da TAS existente nos EUA continental após a aceitação e a conclusão da manutenção necessária.

O CEO da empresa, Scott Terry, afirmou: “Estamos muito encorajados a encontrar uma solução potencial para a falta de serviços AAR que atualmente existem dentro da aviação tática da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos e muitas forças aéreas da OTAN e aliados. Realizaremos as inspeções e avaliações nas próximas semanas, para que a transação possa ser fechada o mais rápido possível”.

Os Tristars quase desapareceram do céu, com a aeronave “Stargazer” da Orbital ATK sendo a única que ainda opera nos Estados Unidos. Manter os três aviões da Tempus em voo será um desafio maior sem as células sobressalentes. No total, cerca de 250 aviões L1011s foram construídos.

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11 COMENTÁRIOS

  1. Querem concorrer com os KC-707 e KDC-10 da Omega.
    A Omega perdeu um KC-707 em acidente a uns anos e vendeu um KC-707 a Israel, o que foi presidencial do Egito, agora está com a frota reduzida.
    E as requesições para treinamento e translado só aumentam, é uma boa hora de entrar no mercado.
    A US Navy e USMC constantemente fretam estes aviões, pois conseguir apoio da USAF é difícil.
    Forças Aéreas se deslocando para treinamentos internacionais tambem fretam apoio.
    . http://www.omegaairrefueling.com/what-we-do

  2. UAV da US Navy reabastecendo no KC-707 da Omega.
    "The Navy's unmanned X-47B aircraft receives fuel from an Omega K-707 tanker plane while operating in the Atlantic Test Ranges over the Chesapeake Bay, Maryland April 22, 2015. (Photo by Liz Wolter/Reuters/U.S. Navy)"
    . https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:A

  3. Fico sempre impressionado com o mercado norte-americano. Eles são muito dinâmicos e criativos pra oferecer soluções às demandas do mercado, incluindo o setor Militar. Aqui no Brasil essa situação seria quase inimaginável, considerando a burocracia e a politicagem que está em tudo, o tempo todo!!

  4. A Tempus Applied Solutions que está comprando os Tristar oferece um serviço interessante, vigilancia para terceiros com aeronaves especializadas.
    Eles são especializados em várias atividades e não terão dificuldade em operar os Tristar, foi um avião retirado de cena pois sua operação no mercado era anti econômica, mas ainda vai poderiam voar por anos.
    . http://www.tempus-as.com/fly-bespoke-services.php

    • Agora a festa vai ser quando a FEDEX começar a retirar os seus DC-10-30

  5. Uma coisa interessante sobre os A330 MRTT que entraram no lugar dos Tristar, eu na época da compra sugeri que deveriam comprar um na versão VIP para apoiar autoridades em viagens mais longas e só faltaram me xingar, disseram que o Reino Unido não é o Brasil etc.
    Tambem achava que a FAB(KC-767) e a RAF(A330) deveriam comprar os KCs com sistema flying boom também, pois são aviões para voar 30 a 40 anos e além do país poder ter no futuro aviões com este sistema poderiam apoiar outros países em treinamento conjuntos e colisões.
    Vejam no que deu a situação dos A330 MRTT da RAF.
    .
    "In November 2015, it was announced that an RAF A330 MRTT would be refitted to carry government ministers and members of the Royal Family on official visits. The refit would cost £10m but would save around £775,000 annually compared to the current practice of chartering flights. The aircraft, nicknamed "Cam Force One" by some in the media, will be fitted with 158 seats. The aircraft entered service on 6 May 2016, with the then Prime Minister David Cameron making his first flight on it to visit the 2016 Warsaw summit.

    Because the RAF's Voyagers are only capable of probe and drogue refueling, they are unable to refuel RAF aircraft that are fitted solely for refueling from the flying boom, including the RC-135 Rivet Joint, C-17 Globemaster, and P-8 Poseidon. In April 2016, the RAF stated an interest in the idea of fitting a boom to at least some of the Voyager fleet, bringing the RAF's aircraft into line with other A330 MRTT operators around the world. Fitting a boom would not only allow operation with those types in the RAF not fitted for probe and drogue, but would also extend the flexibility of the RAF Voyager fleet in aerial refueling operations for other air forces that operate boom refueled aircraft." wiki
    . https://www.flightglobal.com/news/articles/raf-re

  6. Empresa particular abastecendo aviões militares, genial esses caras, os novos donos de postos de querosene alados. Sacada genial. Por que não algum magnata comprar alguns KC-390 e abastecer várias forças no mundo todo. Vou mais longe, imagino um avião destes reabastecer um avião comercial em pleno ar, já pensou.

    • Eu imagino quanto ficaria o preço desta passagem aérea com REVO na aviação comercial, sem chance.
      Esta é uma operação militar cara para poucos países, nem tenho ideia de quanto uma Omega cobraria por apoiar um translado de caças para um treinamento com um KDC-10.

  7. REVO privatizado. só onde o capitalismo é livre se pode fazer isso.Aqui a FAB perdeu seu programa KX=X2 foi sabotado pela Dilma e os 3 KC-767 se perderam. agora a FAB não tem como fazer REVO a jato. Só os KC-130 até o KC-390 entrar em serviço

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