Bombardeiros B-52 pousam na Base Aérea de Al-Udeid, no Catar.

O Comando Central do Exército dos Estados Unidos disse que “não tem planos para mudar a postura relativa ao Catar” em meio a uma crise diplomática do Golfo.

O Maj. Adrian J.T. Rankine-Galloway disse a Associated Press em uma declaração na segunda-feira que as aeronaves militares dos EUA continuam voando missões no Afeganistão, no Iraque e na Síria a partir do Catar, apesar da ruptura.

Visão aérea da Base Aérea de Al-Udeid, no Catar.

“Incentivamos todos os nossos parceiros na região a reduzir as tensões e trabalhar em soluções comuns que permitam a segurança regional”, disse o major.

O Catar é o lar da vasta base aérea de Al-Udeid que detém a sede do Comando Central dos EUA e possui cerca de 10 mil soldados americanos.

A Arábia Saudita e outros poderes árabes cortaram os laços diplomáticos na segunda-feira com o Catar e decidiram isolar a nação rica em energia, acusando-a de apoiar grupos terroristas e também o Irã. A decisão mergulhou o Catar no caos e provocou a maior crise diplomática no Golfo desde a guerra de 1991 contra o Iraque.

O Catar, que será o anfitrião da Copa do Mundo FIFA de 2022, criticou o movimento como “violação de sua soberania”. Há muito tempo negou o apoio de grupos militantes e descreveu a crise como alimentada por “fabricação absoluta” decorrente de um recente vazamento de uma agência estatal de notícias.

Caças F-16 da Força Aérea de Israel em base no Catar.

O Bahrain, Egito, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos começaram a retirar o seu pessoal diplomático do Catar e as companhias aéreas regionais anunciaram que suspenderiam o serviço para a sua capital, Doha.

O governo internacional apoiado pelo Iêmen, que já não detém sua capital e grandes porções do país devastado pela guerra, também cortou as relações com o Catar, assim como as Maldivas e um dos governos concorrentes da Líbia. Kuwait e Omã não cortaram os laços com o Catar e não emitiram declarações sobre o impasse político.

A rota entre Doha, Catar e Dubai é popular entre os viajantes de negócios e ambos são grandes centros de trânsito para viajantes entre a Ásia e a Europa. A Arábia Saudita disse que começaria a bloquear todos os voos da Qatari à meia-noite.

A Qatar Airways – uma das principais operadoras da região que voa através do espaço aéreo saudita – publicou uma lista de suspensões em seu site, afetando os voos para a Arábia Saudita, Egito, Bahrein e os Emirados Árabes Unidos.

“Todos os clientes reservados nos voos afetados receberão opções alternativas, incluindo a opção de um reembolso total de todos os bilhetes não utilizados e com reserva gratuita para o destino alternativo da rede da Qatar Airways”, postou a companhia aérea em seu site.

O movimento ocorreu apenas duas semanas depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, visitou a Arábia Saudita e prometeu melhorar os laços com Riyadh e Cairo para combater o terrorismo e conter o Irã. O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, disse que o movimento foi enraizado em diferenças de longa data e instou as partes a resolvê-las.

Em Sydney, Tillerson disse que não acreditava que a crise diplomática afetaria a guerra contra o Estado islâmico do Iraque e da Síria (ISIS).

“Eu acho que o que estamos testemunhando é uma crescente lista de descrença nos países por algum tempo, e isso borbulhou para que fossem tomadas medidas para que essas diferenças fossem abordadas”, disse ele.

Antes de segunda-feira, o Catar perturbou as crescentes tensões políticas. No dia 27 de maio, o emir governante de Qatar, Tamim bin Hamad Al Thani, convocou o presidente iraniano Hasan Rouhani para felicitá-lo pela sua reeleição.

O chamado foi uma refutação clara e pública dos esforços da Arábia Saudita para forçar o Catar a entrar na linha contra o Irã, governado pelos xiitas, que o reino sunita vê como inimigo número 1 e uma ameaça para a estabilidade regional. O Catar compartilha um enorme campo de gás offshore com o Irã.

A crise começou no final de maio, quando o Catar alegou que os hackers assumiram o site de sua agência estatal de notícias e publicaram o que chamou de comentários falsos de seu emir governante sobre o Irã e Israel. Os vizinhos árabes do Golfo responderam ao bloquear a mídia baseada no Catar, incluindo a Al-Jazeera.

Caças Mirage 2000 da Força Aérea do Catar.

O Catar sofre há muito com as críticas dos seus vizinhos árabes quanto ao apoio dos islâmicos. A principal preocupação entre eles é a Irmandade Muçulmana, um grupo político islâmico sunita que se opõe ao domínio monárquico.

Em março de 2014, a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein lembraram seus embaixadores do Catar por essa ruptura. Oito meses depois, eles retornaram seus embaixadores, enquanto o Catar obrigou alguns membros da Irmandade a deixar o país e acalmar os outros.

Bombardeiros B-52 chegam na base no Catar. (Foto: U.S. Air Force / Staff Sgt. Corey Hook)

O Catar nega o financiamento de grupos extremistas. No entanto, continua a ser um patrono-chave do movimento islâmico do Hamas, que controla a Faixa de Gaza. As autoridades ocidentais também acusaram o Catar de permitir ou mesmo incentivar o financiamento de extremistas sunitas como o ramo da al-Qaida na Síria, uma vez conhecido como a Frente Nusra.

Muitos no Catar expressaram seu choque com a crise súbita, especialmente durante o mês sagrado muçulmano do Ramadã.


Fonte: CBS News

Anúncios

24 COMENTÁRIOS

  1. É claro que os EUA vão manter as relações com o Qatar. Eles perderiam de certo a posição estratégica de suas forças no Oriente Médio através dessa Base aí? Nunca.

  2. Cara…. que base gigante!

    Dei uma olhada no google maps e até os P-3 Orion ficam pequenos lá, é até difícil de achar eles!

  3. Como se algum país da região condenasse o terrorismo.

    Óleo de peroba em falta e a AS mantendo os satélites no chicotinho.

    • O terrorismo está no DNA de todos os países da região, de Israel ao Irã sem exceção.

  4. Israel não só cometeu atos terroristas como tiveram o maior deles Menachem Begin anos depois como Primeiro Ministro e o pior, o terrorista recebeu o Prémio Nobel da Paz.
    . https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/
    .
    "Este bielorusso (Begin) assumiu a responsabilidade pela morte de mais de 90 pessoas em um hotel ocupado pelas famílias de Oficiais ingleses.
    Em 1939 ele tornou-se líder da organização sionista Betar. Em 1940-1941 foi prisioneiro da União Soviética, sendo libertado em 1941 após o Acordo Sikorski-Mayski para, em seguida, juntar-se ao Exército de Anders polaco.
    Não oficialmente libertado desse exército juntamente com outros soldados judaicos, em 1942 ele aderiu ao Irgun (também conhecido como Etzel) e em 1947 assumiu a liderança. Ele foi responsável pelo Atentado do Hotel King David em Jerusalém, na altura a central administrativa e militar dos britânicos no Mandato Britânico da Palestina, um atentado que fez 91 mortos."
    .
    . https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Atentado_do_Hotel
    .
    Begin fez outra lambança depois:
    "No dia 12 de junho de 1948, Menachem Begin, líder da organização Irgun, que havia cometido ações armadas contra militares ingleses, anunciou que dali a cinco dias chegaria a Israel um navio com mil imigrantes e armas e munições que dariam para abastecer dez batalhões. Begin queria que seus homens, lutando em Jerusalém, ficassem com vinte por cento da preciosa carga. Ben-Gurion respondeu que tudo deveria ser entregue aos combatentes da nova nação, inclusive as armas que a Irgun ainda mantinha em seu poder. Era imprescindível, naquela quadra dos acontecimentos, a união nacional. Begin não se conformou e ameaçou ficar com tudo. “O Altalena” deitou âncora em frente a Kfar Vitkin e os caixotes começaram a ser descarregados. Um oficial da Haganá (ainda não havia o exército regular israelense) entregou a Begin um ultimato: ou as armas eram entregues, ou tudo seria confiscado. Diante da recusa, Ben-Gurion decidiu usar a força. O navio deslocou-se até a costa de Tel Aviv e encalhou sobre os destroços de um velho navio afundado pelos ingleses. Na manhã do dia 22, Ben-Gurion reuniu o gabinete. Seus olhos flamejavam enquanto dizia: “O que está acontecendo coloca em perigo nosso esforço de guerra e, mais importante ainda, ameaça a existência do país. Um estado não pode sobreviver sem que o seu exército seja controlado pelo próprio estado”. E enquanto Ben-Gurion se dirigia ao gabinete, Menachem Begin falava de um alto-falante no navio: “Povo de Tel Aviv! Nós, da Irgun, trouxemos armas para combater o inimigo, mas o governo está negando o acesso a elas. Ajude-nos a descarregar. Se há diferenças entre nós, vamos resolvê-las depois”. Ao mesmo tempo, no quartel-general da Palmach, corporação ligada à Haganá de Ben-Gurion, seus comandantes, Ygal Allon e Itzhak Rabin, começaram a distribuir granadas a seus homens. Uma lancha passou a trazer a carga para a praia e Ben-Gurion estava perfeitamente calmo quando disse: “Não há jeito. Vamos ter que bombardear o navio”. Em seguida, o “Altalena” foi atingido (foto) por um petardo e pegou fogo. Mais de cem pessoas morreram. Outras se jogaram ao mar e foram recolhidas por botes, inclusive Begin que, naquela noite, voltou a falar através de sua estação de rádio secreta: “Os soldados da Irgun não vão entrar numa guerra fratricida, mas também não vão aceitar a disciplina de Ben-Gurion”. Mas a história demonstrou que a disciplina de Ben-Gurion acabou mesmo prevalecendo. (Veja)
    .
    Mulher morta no atentado terrorista israelense no Hotel e 1946.
    . https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:A
    .
    Dois ingleses sequestrados e assassinados em 1947pelo grupo terrorista chefiado por Begin os British Army Intelligence Corps NCOs, Sergeant Clifford Martin e Sergeant Mervyn.
    . https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/th

    • Para quem comparou a resistencia francesa ao TALIBÃ ,kkkkk , ta saindo barato ,kkkkk um piadista vagalume !

      • Mais Blá Blá Blá…me mostre um argumento de que o postado acima é mentira. De que mais de 90 pessoas não morreram no atentado terroristade de Begin em 1946.
        De que sua organização não torturou e matou dois militares ingleses porque prenderam seus comparsas com armamento???
        .
        Mas você só quer ver o lado bonito da história deste assassino?
        Então aqui está ele com Carter e Sadat no acordo de Camp David que lhe rendeu o Prêmio Nobel da Paz.
        Tão bonitinho e bonzinho este Begin. Kkkkk
        . https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:A

      • O problema não está nele em escrever este monte de baboseiras.

        Esta em vocês que leem e retrucam.

        Há muito tempo eu salto o que ele escreve.

        • Não vale a pena responder, mas acho válido fazer um comentário separado pra contrapor para não se multiplicar, senão vira plano barril.

        • Quando não se tem argumento é melhor calar a boca mesmo e não retrucar.
          Sábio conselho….
          Até que enfim saiu alguma coisa que preste deste trio Rodrigo, Zé e Teropode.

  5. Israel
    Pessoas acordam de manhã, trabalham, estudam, convivem e voltam pra suas casas ao final do dia.

    Demais
    Apedrejamentos de mulheres, escravidão, estupros, jogar homossexuais de prédios, casamentos de meninas de 9 anos, um terrorista debaixo de cada pedra, protestos violentos, agressões, prisões arbitrárias, tiranias.

    Fim

  6. Os israelenses deviam dar flores aos maníacos islâmicos, com certeza ia funcionar muito bem.

    • Afinal, quem destruiu o Hotel e torturou e matou os ingleses?
      Foram os israelenses ou islâmicos?
      Os ingleses mortos eram "maníacos anglicanos" nesta sua linha de raciocínio.
      Porque foi disso que escrevi.
      .
      Em ponto algum neguei os atos terroristas dos islâmicos, só disse e comprovei através de fatos que os islâmicos não são os únicos terroristas da região.
      Está difícil de entender?

      • Filho, não tem diálogo com vc.

        Se gosta tanto deles, pegue os islâmicos e leve pra sua casa.

  7. Que atos terroristas foram cometidos no passado por judeus, acho que ninguém nega.
    Mas o que está em discussão aqui é que essa prática horrenda não é costumeira em Israel, não é uma política de estado , nem da Cultura local sair por aí explodindo pessoas e coisas.

    • É como vc diz. Conheço israelenses e são pessoas pacíficas que só querem viver suas vidas e cuidar de suas famílias.

      Existem radicais em Israel? Sim, como em qualquer lugar do mundo.

      Infelizmente, a maioria dos islâmicos aprova tortura, mutilações. Não é possível conviver com pessoas assim.

    • Não sou contra receber imigrantes de qualquer procedência, desde que sem qualquer vínculo com grupos radicais e aculturação.

      O estrangeiro deve aprender a língua e respeitar os costumes locais, garantida a sua liberdade de consciência e religiosa.

      Não é isso que os europeus tem feito.

    • Operação Chumbo Fundido de 2008 mandou lembranças…

      "A Operação Chumbo Fundido resultou na morte de 1.387 palestinos, mais da metade deles civis. 773 deles não participaram nos combates, incluindo 320 jovens ou crianças (252 com menos de 16 anos) e 111 mulheres. Do lado de Israel, houve 13 mortos, sendo três deles por "fogo amigo""… …"No dia 8 de janeiro, o jornal britânico The Times denunciou que as Forças de Defesa de Israel estariam utilizando bombas de fósforo branco, de fabricação estadunidense, desde o início da ofensiva militar à Faixa de Gaza". – Wikipédia –

      Não tenho nada contra Israel e tão pouco simpatizo com extremistas muçulmanos mas daí dizer que "x" ou "y" é melhor ou menos pior, eu não digo não. De pacífico só o Brasil mesmo (não necessariamente o povo).

  8. O que o WRStrobel postou é verdade. E tem muito mais. Antes de 1948, quando foi criado o estado de Israel, Irgun e Haganah eo Lehi "tocaram o terror" no lugar que hoje é Israel e se chamava Palestina, que se encontrava sobre controle britânico. Não só contra os ingleses mas também contra várias etnias árabes.
    O problema é o contexto. Os israelenses travaram uma batalha – após anos sob o pesadelo do holocausto – pela posse de uma terra que biblicamente (sim, a Bíblia é levada em conta até em meios acadêmicos, vide a Teoria do Criacionismo) era prometida a eles desde tempos remotos (o que não só judeus, mas todos os cristão crêem nisso).
    Já algumas minorias (graças a Deus são minorias), como Al Qaeda, Irmandade, EI, Boko Haran, etc… tocaram ou ainda "tocam terror" por outras questões, incluindo aí a criação do estado de Israel. Mas muito é de fundamento religioso.
    Hoje, vejo que Israel batalha – e duro – para sobreviver em uma terra dada ao povo judeu pelas Nações Unidas. Não tomaram nada de ninguém e nem mataram, outros pedaços sim, podem terem tomado e brigado. E não saem pelo mundo afora matando cristãos de outros países e etnias. Aliás, terroristas nem perguntam a religião da vítima…
    Então, judeus foram cruéis e imputaram atos de terror na década de 1940? Sim, assim como tantos outros povos, incluindo brasileiros, por diversos motivos e intensidades.
    Agora, quanto ao Qatar, é uma pais pequeno, mas não pobre, cercado por outras nações árabes – monarquias – que não querem ver confusão dentro ou perto da casa deles. Se realmente não foi ação de hackers russos – como se desconfia – o Qatar, talvez achando que esteja sob uma proteção dos EUA ou de uma não-ação deles, está dando um grande tiro no pé apoiando estes malucos por ai…
    E a coisa já começou: a Qatar Airways está fazendo desvios enormes com suas aeronaves porque o espaço aéreo de
    alguns países foi fechado para eles. Como diz o ditado: "Diz-me com quem andas e eu te direi quem és"…

Comments are closed.