(Imagem: U.S. Air National Guard/Sgt. Jennifer Shirar)

Um F-15C Eagle recebeu uma pintura alusiva a Segunda Guerra Mundial para homenagear um piloto de B-17 que deu a vida para salvar um tripulante ferido.

No dia 23 de junho de 1944, sobre o céu de Ploie?ti, na Romênia, o B-17 Flying Fortress do Segundo-Tenente David Kingsley estava prestes a cair. O bombardeiro havia sido atingido pela artilharia e caças alemães. Vários tripulantes ficaram feridos. Quando Kingsley deu a ordem para abandonar o avião, ele percebeu que um de seus homens estava com problemas no paraquedas.

A(U.S. Air National Guard photo by Senior Master Sgt. Jennifer Shirar)
(U.S. Air National Guard photo by Senior Master Sgt. Jennifer Shirar)

Sem hesitar, Kingsley retirou seu paraquedas, colocando e ajustando no artilheiro ferido e ajudou o homem a sair da aeronave. Enquanto sua equipe descia sob os velames abertos, Kingsley foi visto pela última vez em pé, sozinho, na passarela do compartimento da bomba.

Alguns momentos depois, o B-17 desintegrou-se ao bater no solo, mas sua tripulação havia sobrevivido. Por suas ações naquele dia, Kingsley recebeu postumamente a Medalha de Honra em 9 de abril de 1945.

(Imagem Sgt. Paul Allen)

Quase 75 anos depois, a Força Aérea dos EUA novamente homenageou o sacrifício altruísta de Kingsley durante uma cerimônia na Base da Guarda Nacional Aérea de Kingsley Field, no Oregon, apresentando o F-15C Heritage Jet.

O novo trabalho de pintura da aeronave apresenta um retrato de Kingsley em sua cauda, ??e o esquema de pintura é um padrão de camuflagem verde e marrom manchado, baseado no B-17 com “listras de invasão” (Dia D) em preto e branco ao longo das asas.

A palavra “Sandman” está estampada no nariz, uma referência ao B-17 que Kingsley estava pilotando no dia em que fez o sacrifício final.


FONTE: Task & Purpose; National Guard

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4 COMENTÁRIOS

  1. Feliz por saber que os herois do passado nao serao esquecidos. Existem tantos atos heroicos que nao conhecemos ainda e outros tantos que jamais conheceremos por falta de testemunhas.

    Sou especialmente grato aos ex-combatentes da WWII, estive presente nas comemoraçoes dos 75 anos do Dia D e foram dias de muita emoçao ao ver os homens e mulheres que se sacrificaram para que vivessemos os dias de hoje.

  2. Diferença com a outra reportagem sobre destruição insensata de um DC-3 com tanta história. Há países e tem o braziU

  3. Algo a se pensar: e se as forças de Hitler tivessem sido vitoriosas? Que mundo será que teríamos hj?

  4. Parece-me que a cidade ou zona Romena que refere o artigo,é Ploesti,zona de extração de petróleo. Grato pelo bom valioso serviço prestado pelo CAVOK,obrigado.

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