Caça JAS39 Gripen.

A Força Aérea das Filipinas (PAF) está atualmente avaliando duas aeronaves para seu projeto de novo caça multifuncional (MRF), disse o secretário do Departamento de Defesa Nacional (DND), Delfin Lorenzana, na noite de segunda-feira.

“Uma das aeronaves que estão sendo avaliadas é o Saab JAS39 Gripen da Suécia e a outra é o norte americano General Dynamics F-16V”, disse Lorenzana ao ser procurado por atualizações do MRF que está de olho em reforçar o sistema de defesa aérea do país.

Ele não deu detalhes adicionais sobre o processo.

O Gripen de fabricação sueca é um MRF monomotor leve capaz de acelerar até Mach 2.0. Está armado com um canhão automático de 20 mm e é capaz de transportar uma variedade de foguetes, bombas, mísseis e equipamentos de vigilância.

Enquanto isso, o F-16V americano tem uma velocidade máxima de Mach 2.0, também pode transportar uma variedade de bombas e mísseis e sensores e está armado com um canhão de 20 mm.

O MRF faz parte do Horizonte Dois do Programa de Modernização das Forças Armadas das Filipinas, programado para 2018 a 2022, que visa adquirir mais equipamentos para defesa externa.

Qualquer aeronave que será selecionada deve poder integrar-se aos sistemas de radar existentes que têm um alcance de cerca de 250 milhas náuticas.

Caças F-16V no padrão de pintura da PAF.

Após a aquisição desses MRFs, o PAF, com a ajuda desses sistemas de radar, pode ser implantado para determinar se a aeronave que voa no espaço aéreo das Filipinas é amigável ou hostil.

Espera-se que esses MRFs propostos aumentem a frota existente de 12 aeronaves a jato FA-50PH, fabricadas na Coréia do Sul, adquiridas de 2015 a 2017 pelo PAF como sua primeira aeronave supersônica após o descomissionamento dos caças a jato Northrop F-5 Tiger II em 2005.


Fonte: Philippine News Agency

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9 COMENTÁRIOS

  1. Em termos de equipamentos os dois caças são similares, mas se quiserem ficar sem amarras no uso é melhor partirem para o Gripen.

    • A lista e origem (nacionalidade) de fornecedores para o gripen é tão mais vasta que tem muitas mais possibilidades de ser vítima de um eventual embargo que o F16, cujos fornecedores são, no mínimo, maioritariamente americanos, havendo portanto apenas a limitação de sanção de um único país, não de múltiplos, o que reduz de facto a probabilidade.

      • Com relação aos equipamentos instalados no avião isto não é de forma alguma prático. Embargos são possíveis com relação aos armamentos com destaque para os mísseis.

        • O equipamento está instalado, mas necessita de manutenção. Há um movimento desarmamentista forte na Suécia.

      • Não falo de embargos, mas de uma lista de coisas e situações que os americanos impõe aos compradores que praticamente limitam as opções de uso de seus caças. Por exemplo o Paquistão não pode usar os F16 para atacar a Indía, o fizeram e os americanos reclamaram do descumprimento do acordo, esse tipo de restrição praticamente não existe no Gripen, mas por ele ter componentes americanos os EUA podem barrar a venda para algum país.

        • Fpa, essas limitações são decorrentes da natureza do próprio cliente, garanto lhe que Portugal não tem nenhuma limitação contratual no uso dos seus F16, por exemplo.

    • F16 sofre apenas um embargo, já o Gripen se bobear até o Brasil vai poder embargar.

      Gripen é bom com doses generosas de pixuleco, não pra guerrear

  2. Como o texto coloca, a vantagem será daquele que oferecer melhor integração com o sistema de radares.
    O Gripen nesse ponto é muito competitivo, e se integrado ao Meteor, torna-se uma proposta muito interessante na mesa.

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