Caça F-15E libera uma B61-12 durante testes. (Foto USAF – meramente ilustrativa)

A Administração Nacional de Segurança Nuclear do Departamento de Energia (DOE/NNSA) e a Força Aérea dos EUA (USAF), em apoio à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), concluíram com êxito três testes de voo de desenvolvimento do sistemas da bomba de gravidade B61-12, no final de agosto, no Tonopah Test Range em Nevada.

Esses testes de voo de desenvolvimento, usando uma versão não-nuclear, são um marco importante no Programa de Extensão da Vida (LEP) da B61-12 e preparam o terreno para o teste final de demonstração do sistema de armas nas aeronaves F-16 em 2020. O programa prolongará a vida útil da bomba, melhorando sua segurança e confiabilidade.

“A B61-12 fortalecerá a dissuasão estratégico dos EUA, enquanto tranquiliza nossos aliados”, disse o Brigadeiro General Ty Neuman, vice-administrador adjunto principal da NNSA para aplicações militares. “Esses testes bem-sucedidos são resultado de uma estreita colaboração entre a NNSA, os Laboratórios Nacionais, a USAF e a OTAN”.

O LEP B61-12 é um programa da NNSA e da USAF sob a supervisão do Conselho de Armas Nucleares, um Departamento conjunto de Defesa e a organização DOE/NNSA criada para facilitar a cooperação e coordenação no gerenciamento do estoque de armas nucleares dos EUA.

Quando colocado em campo, a B61-12 com capacidade nuclear contribuirá significativamente para a dissuasão de adversários em potencial e a garantia dos Aliados. Combinado com aeronaves dos EUA e dos aliados, o B61-12 enviará um sinal claro a qualquer adversário em potencial de que os Estados Unidos e a OTAN possuem a capacidade de manter uma força credível em um ambiente de segurança em mudança.

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5 COMENTÁRIOS

  1. Caros colegas!
    Nos dias atuais, ainda existe espaço para este tipo de arma?

    • Pensei exatamente a mesma coisa! Pra que serve esse troço? O cara vai levar num avião uma bomba de gravidade – nuclear – sobre território inimigo?

    • Bomba guiada simples de operar; mais barata de adquirir e manter que um ICMB ou SLBM e permite uma integração mais fácil em diferentes vetores do que um míssil de cruzeiro.

    • A ideia deles é usar esta bomba em conflitos locais e contra insurgentes, ou seja, em teatros com espaço aéreo não contestado e contra adversários inferiores.

      Vale ressaltar que durante a operação Desert Storm, os americanos pensaram em usar este tipo de arma para destruir de uma só vez todo o sistema de defesa aérea do Iraque através da criação de um pulso eletromagnético gerado por uma detonação nuclear de baixo rendimento no ar, porém desistiram supondo que isto abriria um precedente para os russos também passarem a usar este tipo de arma em qualquer conflito militar.

      Em se tratando de confronto entre potências nucleares, pau que dá em Chico também dá em Francisco, e se sobrarem pilotos, vetores e pistas para decolar depois dos mísseis com suas múltiplas ogivas devastarem tudo, talvez possa ser empregada.

    • Esse tipo de arma pode ser estocada e utilizada a partir do território de países aliados. Na Europa, mesmo países que não possuem armas nucleares próprias, mas aliados dos EUA, hospedam esse tipo de arma como no caso da Alemanha, Itália, Bélgica e Holanda.

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