Um caça Rafale da Força Aérea Francesa no mais recente padrão F3-R, que acaba de ser qualificado para operações; acrescentando um radar AESA e o míssil de longo alcance Meteor, bem como outras melhorias, às capacidades da aeronave. (Foto: DGA)

A Direção Geral de Armamento (DGA) da França aprovou o novo padrão F3-R do Rafale, de acordo com os objetivos definidos no contrato assinado no início de 2014 à Dassault Aviation, Thales, MBDA e Safran.

Um grande marco já havia sido alcançado em outubro, com o lançamento dos projetos de atualização do F3-R para todas as 144 aeronaves Rafale atualmente em serviço. As primeiras dez aeronaves Rafale F3-R, quatro das quais serão entregues antes do final do ano, serão usadas pela Força Aérea e pela Marinha Francesa para aperfeiçoar sua implementação operacional, já iniciada junto às equipes de teste da DGA.

Quanto aos padrões anteriores, o novo padrão F3-R traz grandes evoluções de software e hardware.

Em particular, duas novas capacidades mudam profundamente o jogo no campo da aviação de combate:

– Primeiro, a combinação do novo míssil ar-ar de longo alcance do Meteor e o radar de antena de varredura eletrônica ativa (AESA) RBE2 coloca o Rafale ainda mais à frente dos combates aéreos;

– Em segundo lugar, a nova geração do pod TALIOS aprimora suas capacidades no campo de detecção, reconhecimento e identificação de alvos de dia e de noite para ataques ar-solo de alta precisão.

O novo padrão F3-R também leva em conta as lições operacionais aprendidas, notáveis ??para o AASM (Armamento Ar-Solo Modular), bem como a interoperabilidade e os requisitos regulatórios.

A abordagem de melhoria contínua do Rafale continua, assim, a reforçar as capacidades Omnirole [1] desta aeronave de combate, que tem estado envolvida com sucesso nos teatros de operações mais exigentes.

Este novo padrão já fortaleceu a competitividade das exportações do Rafale, uma vez que os três primeiros contratos internacionais do Rafale foram concluídos com base no perfil de capacidade do F3-R.

[1] O Rafale tem a capacidade de realizar todas as missões aéreas de combate durante um único voo.

Anúncios

8 COMENTÁRIOS

  1. Alguém sabe quantos M2000-5 a França chegou a ter no auge? Acho o numero de Rafale muito baixo para um país como a França, tem paisecos minimos por ai e bem menos relevante com bem mais vetores.

    • Só 37 atualizados do Mirage 2000C.

      A França usava uma penca de aeronaves que foram/serão substituídas pelo Rafale: Mirage 2000C, 2000D (ataque), 2000N (nuclear), diversas de Mirage F1 e tb Jaguar só na força aérea.

  2. é sem dúvida, o mais completo 4.5G hoje (e acho que durante toda a sua vida planejada).

  3. Gostaria que os colegas que acompanha o CAVOK, me explique por que aeronaves de combates não são projetadas com tanques de combustíveis maiores, ao invés de ficarem carregando tanques alijáveis como os da Foto do Rafale? São dois imensos tanques de combustíveis, que parece uma bomba nuclear tática do período da guerra fria…

    • Cara isso varia de missão pra missão
      Como os aviões tem que sair de bases longes + REVO + retorno + 2 Revo então precisa de tanques maiores.
      A autonomia de um caca sem esses tanques cai pela metade ou menos.

      A verdade é que como custa caro ter bombardeiros então os caças multifuncional faz com que o avião vire um faz tudo.

      Se a guerra Argentina/GB fosse hoje em vez de 1982 a RAF iria usar o que tem e sairia com Typhons de Assunção só para lançar bombas em Stanley com 20 REVO se fosse necessário.
      Quem não tem B-52 tem que se virar com o que tem.

    • Uma anv de combate é projetada para ser ótima pra função que desempenhará, portanto seus tanques são projetados para ter um equilíbrio ideal para as manobras que fará durante o combate, sendo que o peso é sempre um problema, portanto, melhor carregar mais combustível em tanques alijáveis do que ter sua performance compromitida. Tanques subalares não degradam o desempenho em ataques, e podem ser carregados em

    • Nos últimos 20 ou 30 anos (se contarmos o F-15E), a indústria aeronáutica passou a apostar em CFTs (tanques conformais) em seus aviões, como as novas versões do F-16, o Typhoon, o próprio Rafale e recentemente o Super Hornet. Esses tanques conformais melhoram a aerodinâmica do avião e também a assinatura radar do mesmo.

  4. Amigo, como na vida, não há solução perfeita p/ todos os problemas. O que se faz é uma solução de compromisso que atenda da melhor forma um maior nº de requesitos, priorizando uns em detrimento de outros considerados menos importantes.
    No caso específico de aeronaves de combate, em uma análise bem simplificada, tanques maiores internos significariam maiores dimensões e peso, o que acarretaria uma maior assinatura de radar, menor manobrabilidade e necessidade de motores mais potentes, c/ isso teremos um maior consumo ( o que anularia em parte a maior capacidade de combustível ) acarretando em maiores custos de aquisição e operação. É bom lembrar também que nem sempre as missões serão de longa duração e, nestes casos, vc perderia em comparação c/ aeronaves menores em desempenho e custos.
    Podemos fazer uma comparação c/ tanques, por exemplo, porque não se coloca uma blindagem de 1m de espessura e teríamos algo virtualmente impenetrável, mas qual seria o peso total do carro? Sua mobilidade, consumo, dimensões, que terreno suportaria um monstro desse e como transportá-lo p/ a zona de combate?
    Espero que tenha entendido o espírito da coisa.
    Abs.

Comments are closed.