Um avião Rafale B da Força Aérea Francesa transporta um míssil Air-Sol Moyenne Portée-Amélioré (ASMP-A) no ponto central ventral durante um exercício de ataque nuclear. (Foto: Armée de L’Air)

A ministra francesa das Forças Armadas, Florence Parly, expressou sua satisfação após o último teste operacional bem-sucedido das capacidades da combinação entre o caça Rafale B e os mísseis ASMP-A durante um exercício operacional que ensaiava uma missão de ataque nuclear.

Ela felicitou calorosamente todos os pilotos da Força Aérea Estratégica (FAS), o pessoal da Diretoria Geral de Armamento (DGA) e as empresas que trabalharam para o sucesso da missão.

Na segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019, uma tripulação do esquadrão de caças 2/4 “La Fayette” decolou da Base Aérea 113 em Saint-Dizier para uma missão que durou mais de 11 horas, abrangendo todas as fases de uma missão de dissuasão nuclear: voo de alta altitude; reabastecimentos sucessivos pelas aeronaves C-135 e A330 Phénix, operadas pelo 31º Esquadrão de Abastecimento Aéreo e Transporte Estratégico; penetração em baixa altitude de áreas altamente defendidas (tanto pelas defesas superfície-ar quanto ar-ar); seguimento do terreno e precisão de disparo de um míssil ASMP-A sem carga nuclear, numa área de teste do centro de testes de mísseis da DGA em Biscarrosse, no distrito de Landes, no Sudoeste da França.

Estabelecidos há muito tempo e realizados em intervalos regulares, esses lançamentos de avaliação de força demonstram a confiabilidade a longo prazo do sistema de armas aerotransportadas. Este último sucesso reforça a credibilidade técnica e operacional da dissuasão nuclear que o componente aerotransportado francês tem mantido continuamente através da Força Aérea Francesa desde 1964.

Durante todo o ano, as equipes e técnicos da Força Aérea Estratégica treinam para a missão de dissuasão nuclear. Geralmente, duas vezes por ano, em um grande exercício chamado “Poker” que é organizado com uma forte mobilização dos meios de toda a Força Aérea Francesa. Recentemente, dois Rafales, um Phénix e dois C-135 participaram de uma missão de longa distância até a Ilha de Reunion, que durou mais de 12 horas. O disparo de um míssil é mais raro, mas é organizado em intervalos regulares para demonstrar a capacidade da FAS.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Primeiro França depois o Minuteman dos EUA e logo após os Russos fazendo sua "gracinha". Nada como usarem a desculpa de dizer que já tinham agendados seus testes. CLARO… Primeiro rompemos acordos de não proliferação e apos isso, agendamos uns testesinhos intimdatórios básicos em seguida!

    Planeta Terra agradece por ter ficado mais "LONGOS" 30 Anos sem pressão atômica !

  2. Usar o Rafale como vetor nuclear para enfrentar sistemas russos não vai dar que brilha no radar e não tem alcance nem para chegar na Rússia. Como não querem o F-35 o jeito é arriscar com esse mesmo..

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