Com o desenvolvimento do programa SCAF, surgiram preocupações quanto à evolução e longevidade do caça Rafale. Por isso, a Força Aérea Francesa e a fabricante de aeronaves Dassault explicaram na semana passada como manter aeronaves de combate multimissão em serviço aéreo e naval até cerca de 2070.

Falando na conferência internacional IQPC sobre caças em Berlim, o major-general Frédéric Parisot, vice-chefe do gabinete encarregado dos planos e programas da Força Aérea Francesa, disse que provavelmente haveria mais quatro fases de atualização para o programa Rafale, de acordo com a publicação Jane’s.

A plataforma vai além da configuração mais recente F3R sendo implementada e antecipando que o Rafale planeja servir como multiplicador de forças ao lado do caça do próxima geração (NGF) que está sendo desenvolvido com a Alemanha e a Espanha em a estrutura mais ampla do Sistema de Combate Aéreo do Futuro (SCAF – Système de Combat Aérien Futur).

A configuração atual do Rafale F3R inclui atualizações significativas de hardware e software, incluindo a integração do míssil ar-ar além do alcance visual MBDA Meteor (BVRAAM) e a última versão guiada por laser do modelo da arma de ar-solo de precisão (AASM – Armement Air-Sol Modulaire), radar AESA de varredura ativa Thales RBE2, plataforma de direcionamento aéreo de longo alcance Thales TALIOS (além do pod SNIPER) e sistema automático de prevenção de colisões no solo (Auto-GCAS), um módulo aprimorado de reabastecimento e o sistema de guerra eletrônica Spectra.

O padrão “F4” está programado para operar entre 2023 e 2030 e fornece aprimoramentos no radar AESA (RNA2), bem como nos módulos de reconhecimento TALIOS e Reco NG. Atualizando o conjunto de comunicações da aeronave, visores aprimorados do capacete do piloto, uma nova unidade de controle do motor e a capacidade de transportar novas armas, como o míssil ar-ar de próxima geração Mica-NG e a AASM de 1000 kg. Além das melhorias de software e hardware, a atualização F4 incluirá uma antena de satélite, além de um novo sistema de suporte de prognóstico e diagnóstico desenvolvido para introduzir recursos de manutenção preditiva.

Em seguida, haverá outros dois programas de atualização, o F5 e o F6. Se nenhuma informação for fornecida sobre esses dois padrões futuros, eles estarão diretamente envolvidos para permitir que a aeronave de combate Rafale opere em conexão com o programa SCAF. E mesmo que o Rafale não tenha ido tão longe, seu futuro permanece garantido.

Anúncios

7 COMENTÁRIOS

  1. Os futuros pilotos nem nasceram ainda… e pensando que a plataforma é um caça, em uma nação ativa em várias atividade militares pelo mundo, a notícia é um exagero.

  2. Então o Rafale não foi muito longe ahahaha
    O Rafale como todo 4,5G vai se segurar tanto tempo se integrarem os UCAV, e olhe lá pois o F35 está vindo com tudo.

  3. Um raciocínio desta monta só é POSSÍVEL se os franceses tem sérias desconfianças que todo este papo de 5ª geração é uma grande furada ou pelo menos muito superestimado.
    Se não total furada, parcial o suficientemente amplo que permita manter aviões de caça de não 5ª geração ainda viáveis operacionalmente num horizonte de tempo tão amplo no futuro… 50 anos!!!
    É como raciocinar que os caças da Segunda Grande Guerra Mundial continuam operacionalmente viáveis 50 anos depois, nas asas do Super Tucano e do Wolverine… É um argumento ousado…
    Quem sabe…
    Uma visão pessimista bem de acordo com o pensamento francês…

    • O pensamento francês é o pensamento da Dassault. Chega ser estranho o quanto influente ela é.

  4. Se o Rafale na Armée de l'Air vai até 2070, imaginem os Gripen na FAB…

Comments are closed.