Caças F-16 dos Thunderbirds da USAF sobrevoam Paris num ensaio realizado dia 11 de julho.

Todos os anos no dia 14 de julho, é uma grande operação para as forças armadas francesas. Neste ano, a cooperação será o centro das atenções, refletindo a interoperabilidade dos aviadores treinados durante um longo período de trabalho em conjunto. O grande desfile militar de 2017, batizado de “Ano dos Ases” (Année des As) celebra o centenário do envolvimento dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial, e contará com a presença dos F-16s dos Thunderbirds e dois furtivos F-22 Raptors.

Infográfico de como será o desfile aéreo militar sobre a Champs Elysees, em Paris (clique para ampliar).

Simbólico e histórico, o 14 de julho é uma grande operação em que a Força Aérea Francesa participa com muito orgulho. “Neste 14 de julho de 2017, você vai ver um desfile de pilotos orgulhosos de suas tradições, unidos e comprometidos com todas equipes das linha de frente para proteger a França e os franceses”, disse o General Andre Lanata, chefe do Estado Maior da Força Aérea Francesa.

Essa será a primeira vez que os Thunderbirds voarão sobre Paris no dia 14 de julho.

Este ano, a cooperação é o centro das atenções. “Operando em conjunto” refere-se a complementaridade das ações e as dos nossos aliados. Pela primeira vez, a equipe de acrobacias aéreas dos Thunderbirds da Força Aérea dos EUA, vai acompanhar a equipe francesa Patruille de France, ambos esquadrões com ostentando as cores da França (azul, branco, vermelho). A Patrouille de France abrirá o desfile com nove jatos AlphaJets, voando sobre a avenida Champs-Elysees na formação “Big Nine”, que contará como convidado o presidente dos EUA, Donald Trump.

A abertura será feita com os AlphaJets da Patrouille de France.

O ensaio final ocorreu no dia 11 de julho sobre a Champs Elysees. Logo após os Alphajets franceses abrirem o desfile, seis caças F-16 dos Thunderbirds passarão em formação e serão seguidos por dois F-22 Raptor, antes da frota de aeronaves de asa fixa da Força Aérea Francesa assumir, com 13 blocos simbolizando o compromisso da força aérea que teve como tema o lema “totalmente operacional.”

A participação dos F-22 da USAF simboliza a presença dos EUA na Operação Chammal, que após verá a chegada dos jatos Rafale e Mirage 2000N acompanhados de um reabastecedor C-135FR. Em seguida, as funções estratégicas atualmente definidas na França: três caças Rafale Rafale B e C para “reconhecimento, antecipação e resposta rápida”, seguidos de quatro Mirage 2000D para projeção de poder e ataque. Após, quatro Mirage 2000 RDI e dois Alphajets representam a prontidão operacional, enquanto quatro Alphajets simbolizam a instrução e formação. Em seguida entram mais dois blocos, com um E-3F AWACS e quatro Mirage 2000-5 para a proteção do território nacional e uma nova formação contendo um segundo C-135, seguido por dois Rafale B e dois Mirage 2000N – que irão ser removidos da ativa no final de 2018.

A Marinha será representada por meio de uma ala aérea do porta-aviões “Charles de Gaulle” consistindo de três caças embarcados Rafale M e um Hawkeye, seguido um Atlantique 2 e um Falcon 50.

A Força Aérea ainda vai mostrar em voo dois aviões de transporte A400M, seguidos por um C-160 Transall e dois CASA CN235. Finalmente, um Falcon 2000 representará a evacuação aeromédica antes dos três aviões Embraer Xingu que fecham o sobrevoo de aviões de asa fixa da Força Aérea Francesa.

Um desfile de militares no solo composto por integrantes da força aérea e marinha da França vai antecipar a chegada do desfile de helicópteros, que será composto de dez blocos, incluindo um Gazelle, um NH90 TTH e um Tiger abrindo o desfile de asas rotativas. Segue no desfile um Gazelle e dois Pumas para missões de contraterrorismo, depois um Tiger HAP, um Gazelle e um Puma equipado com canhões gatling para as forças especiais. Depois, dois grupos aeromóveis de ataque será composta respectivamente de um Tiger HAP, um Gazelle e um Tiger HAD, e na sequência, um Puma e dois NH90 TTH. O último bloco será composto de uma formação de rápida evacuação com um Tiger e um Puma.

O drone Reaper será demonstrado no final do desfile.

A Força Aérea então assume novamente com suas asas rotativas, com três Fennecs e dois H225M Caracal antes da Marinha demonstrar o NH90 HNF, um Panther e um Dauphin. A Polícia Nacional mobilizou dois helicópteros H135 e H145, e a Segurança Pública fecha o show com um H145.

O desfile marcará a cooperação entre os EUA e a França, que remonta a Primeira Guerra Mundial.

Um drone MQ-9 Reaper da Força Aérea também será implantado pela primeira vez como parte de um dispositivo de segurança especial de aviação, enquanto um drone tático Patroller também estará no ar, mas para fornecer imagens para a imprensa.

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11 COMENTÁRIOS

  1. Será que algum dia teremos o prazer de ver um desfile aéreo assim ou parecido em terras tupiniquins?

  2. Ah é legal também no 7 de setembro quando o EB mostra os Osório (120mm e 105mm) e o locutor fala de quando o Brasil era monstro kkkk, uma vez me lembro que comentou a velha história, "esse tank venceu os concorrentes" e bla-bla-bla, como se fosse recente e como se fosse relevante.
    Faz muito tempo que não vejo desfile, mas me arrisco dizer que o EB ainda leva os Osórios kkkk

    Quando a bolha desse país estourar, espero ja não estar aqui.

    • É brasileiro sim, o Armée de l´Air é o maior operador de Xingu no mundo ! Serve para treinamento em aeronaves multimotor. Os pilotos que voarão Hercules, C-135, Transal, A400, Atlantique, etc. começam no Xingu.

      • É um bom avião, mas foi queimado internacionalmente quando teve a certificação negada pela FAA.
        Por anos circulou na Internet a lenda de que teriam sacaneado o Xingu para que não concorresse com o King Ais, mas anos depois um ex-piloto de provas da Embraer deu uma entrevista e disse que realmente ele tinha problemas na recuperação de stall e entrada em parafuso.
        Obs: mesmo um avião executivo ou comercial que não seja certificado para voos acrobaticos tem que provar na certificação que é capaz de se recuperar de uma entrada em parafuso. Segundo este piloto de provas em um dos testes o Xingu saiu voando quase de cabeça para baixo.
        Depois isso foi corrigido, mas com o Xingu com pouquissimas vendas e a Embraer preocupada com o EMB-120, foi melhoe esquecer o Xingu e se focar no Brasília que foi um sucesso.
        .
        O KC-390 tambem ja deve ter sido testado na recuperação de entrada em parafuso. Como não se falou nada deve ter saido bem no teste.

  3. A França deveria PAGAR uma gratificaçao vitalicia aos EUA e a INGLATERRA por estes terem os livrado de uma aniquilaçao certa em 3 momentos da historia , nunca se viu casos semelhantes , a França é um produto da misericórdia Anglo-americana ! TODO frances deve reverenciar a bandeira AMERICANA e a inglesa !

    • Pode ter certeza que os EUA cobram de forma indireta cada centavo gasto com estas intervenções que não fazem por bondade.

    • é obrigação de todo americano agradecer a França, afinal o Estado deles faliu para os EUA se declararem independentes do Reino Unido

  4. Queda da Bastilha foi aquele momento em que as bases da sociedade ocidental moderna, naquele lance de igualdade, fraternidade e liberdade foram plantadas e que culminou com o ditador Napoleão???

    • Foi aquele evento em que a guilhotina "cantou", e que minha professora comunista de história do ensino fundamental, dizia ser o evento mais nobre da humanidade, Robespierre um presente de Deus kkkkkk

      Uma coisa eu admito, os comuna aqui são deu um criatividade, deixa os soviéticos no chinelo.

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