O governo francês autorizou o início do desenvolvimento da versão F4 do caça Rafale. (Foto: Anthony Pecchi / Dassault)

No dia 20 de março de 2017, o ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, autorizou o lançamento do desenvolvimento do novo caça Rafale no padrão F4.

A Dassault Aviation e as 500 empresas francesas associadas ao programa Rafale agradeceram o Ministério da Defesa da França, a Direção de Armamentos Francesa (DGA), a Força Aérea e Marinha pela confiança depositada na aeronave de combate.

A lógica por trás do programa Rafale depende de desenvolvimento contínuo para adaptar o dispositivo para os padrões sucessivos às novas necessidades. A partir de 2023, uma primeira versão do padrão F4 sucederá o padrão F3R que devem estar qualificados em 2018.

“Congratulo-me com a decisão do ministro da Defesa. O padrão F4 atende as informações sobre experiência operacional e terá por objetivo a melhoria contínua do Rafale. Ele também irá melhorar as competências e capacidades tecnológicas nacionais necessárias para preparar o desenvolvimento da próxima geração de aviões de combate”, disse Eric Trappier, CEO da Dassault Aviation. “Fico também feliz em informar que o Ministério da Defesa reitera a necessidade de prosseguir com a aquisição de caças Rafale, além do quarto lote atualmente em produção, principalmente para atender as necessidades da Força Aérea. Finalmente, a base nacional consolidada irá consolidar os pontos fortes das aeronaves para futuros mercados de exportação”.

O Rafale é um avião de combate bimotor capaz de operar a partir de um porta-aviões, e também a partir de uma base de apoio. Completamente versátil, o Rafale pode executar todas as tarefas atribuídas à aviação de combate: a superioridade e defesa aérea, apoio ao solo, ataque de profundidade, reconhecimento, ataques anti-navio, e a dissuasão nuclear. O Rafale entrou em serviço na Marinha em 2004 e na Força Aérea Francesa em 2006. Ele tem sido provado em combate no Afeganistão, Líbia, Mali, Iraque e Síria, totalizando mais 30.000 horas de voo em operação. O Rafale foi encomendado pelo Egito, Qatar e Índia.

Anúncios

3 COMENTÁRIOS

  1. Gostaria de ver o que essa máquina com os motores M88-4 seria capaz de fazer..

  2. Não entendi, no último bloco de texto, a afirmação "o Rafale entrou em serviço na Marinha em 2004 e na Força Aérea Francesa em 2006".

    O jato francês voa para o país desde 1998, quando os limitados F1 começaram a ser embarcados para a Aeronavale. Acredito que os anos citados (2004 para os aeronavais e 2006 para os da aeronáutica) se refiram aos F3, iniciais — já que em 2008 todos os Rafales já eram padronizados assim de fábrica.

  3. Em uma rápida pesquisa não encontrei maiores especificações do que estará por vir no padrão F4, os representantes franceses falam apenas em "melhoramentos", praticamente em toda aeronave.

    Porém, me chamou a atenção as novas aquisições pelo Estado francês, de forma a manter a dotação da frota em 225 caças, quantidade essa que é garantida atualmente pelos diferentes Mirages 2000. Um número de muito respeito, em se tratando de aeronaves de 4ª/4,5ª geração!

Comments are closed.