O projeto de helicóptero utilitário naval desenvolvido sob o modelo de parceria estratégica para fabricar 111 helicópteros na Índia não vai contar com a participação da gigante estatal HAL.

O Ministério da Defesa decidiu que a Hindustan Aeronautics Limited – HAL – não vai participar do projeto para fabricar helicópteros navais para à Marinha indiana, deixando para o setor privado.

O projeto de helicóptero utilitário naval, sendo processado sob o modelo de parceria estratégica, está pronto para a próxima etapa, com a Marinha escolhendo quatro empresas indianas que poderiam se unir a três fornecedores estrangeiros pré-selecionados em uma competição para fabricar 111 helicópteros na Índia.

A direção da HAL fez um esforço de última hora para entrar na competição, escrevendo para o Ministério da Defesa, num apelo meramente político, pois o governo já havia exposto no edital que “apenas empresas do setor privado serão consideradas”.

Tata, Mahindra, Adani e Bharat Forge foram identificadas como empresas que atendem aos critérios financeiros e técnicos, enquanto os fornecedores estrangeiros Airbus, Sikorsky e Kamov foram selecionados como potenciais parceiros de tecnologia. Assim que o projeto for aprovado, o que deve acontecer até o final deste mês, a Marinha passará para a próxima fase de licitação, que incluirá ensaios em voo e avaliação de ofertas comerciais.

O governo vem há anos tentando quebrar o monopólio da HAL, aumentando a competitividade do setor privado e impulsionando as empresas a desenvolverem tecnologia nacional. Ao mesmo tempo é uma forma de combater a corrupção e diminuir o poder das corporações perante o Estado.


Com informações do jornal The Economic Times

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