A Grécia concedeu um contrato de cerca de US$ 280 milhões à empresa americana Lockheed Martin para atualizar a frota de jatos F-16 do país.

O governo grego assinou um acordo para pagar US$ 279,7 (250 milhões de euros) à Lockheed Martin Corporation com o objetivo de modernizar dezenas de caças F-16 fabricados nos EUA e operados pela Força Aérea Grega, informou a agência Athens-Macedonia do país no dia 27 de dezembro.

Os dois lados assinaram o acordo esta semana depois de finalizar os detalhes sobre o uso da Lockheed e de um subempreiteiro grego. Atenas foi forçada a fazer cortes acentuados em seu orçamento militar, mas ainda comanda uma força formidável.

A Grécia se orgulha de uma frota de cerca de 150 caças F-16. No início deste mês, o ministro da Defesa Nikos Panagiotopoulos disse ao parlamento que 84 deles seriam aprimorados para a avançada versão Viper até 2027. O custo total do programa de atualização está estimado em US$ 1,5 bilhão, segundo a agência de notícias AP.

Em outubro de 2017, o departamento de estado dos EUA aprovou um projeto de US$ 2,4 bilhões para atualizar os F-16 gregos para a configuração Block 70/72 que, entre outras melhorias, inclui um radar AESA (APG-83) que melhora significativamente o desempenho da aeronave. A Lockheed havia anunciado que começaria a atualizar as aeronaves em 17 de setembro de 2018. O novo contrato parece ser uma alocação de fundos adicionais.

A medida pode irritar a vizinha Turquia, que provocou Washington por causa da compra russa do S-400 e cujas relações com a Grécia pioraram nos últimos anos.

Ancara é o único país a reconhecer a separatista República Turca do Norte do Chipre, exige autoridade e uma parcela da receita gerada pelas reservas de gás dos cipriotas turcos. Por outro lado, a Grécia apoia a República de Chipre e insistiu em que os cipriotas turcos obtivessem sua parte da receita somente após a reunificação da ilha.

Além disso, Atenas culpa Ancara pelo aumento do afluxo de migrantes sem documentos para seu país e está considerando fechar sua fronteira com a Turquia para impedir os migrantes.


Com informações do Deutsch Welle e AP

Anúncios