Gripen NG Demonstrator with Iris-T, Meteor and GBU10 - Photographer Katsuhiko TOKUNAGA
Gripen NG Demonstrator (Foto: Katsuhiko TOKUNAGA – Saab)

A Saab informou nesta sexta-feira (24/04) que assinou um contrato com o Ministério da Defesa do Brasil para a venda de armamentos para equipar os 36 caças Gripen NG encomendados pelo país.

O valor do contrato é de cerca de US$ 245 milhões. Os armamentos serão fabricados pela própria Saab e fornecedores selecionados pelo governo brasileiro.

O acordo para a compra dos caças da Saab, estimado em 39,3 bilhões de coroas suecas (US$ 4,5 bilhões), foi anunciado em 27 de outubro do ano passado.

A Saab divulgou também que teve lucro de 90 milhões de coroas suecas (US$ 10,4 milhões) no primeiro trimestre deste ano, 49% menor que o ganho de 176 milhões de coroas registrado no mesmo período de 2014, devido à alta dos custos de desenvolvimento e fatores cambiais.

Na mesma comparação, as vendas da empresa subiram para 5,39 bilhões de coroas, de 5,28 bilhões de coroas.

Por volta das 6h (de Brasília), as ações da Saab caíam quase 2,5% na Bolsa de Estocolmo. (Com informações da Dow Jones Newswires).


FONTE: EXAME, Saab – EDIÇÃO: Cavok

IMAGEM: Meramente ilustrativa

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97 COMENTÁRIOS

  1. Tem que ficar de olho no que foi comprado, mas não por se tratar especificamente da Saab.

    A FAB planejava desde 2009 comprar mísseis Harpoon para os P-3 que estavam sendo modernizados.

    Em 2014, foram comprados 16 mísseis Harpoon por incríveis US$ 169 milhões!!

    Tudo bem que deve ter vindo junto mísseis de manejo, alguma assistencia técnica e qualquer outra coisa. Mas os P-3 foram modernizados com a capacidade de utiliza-lo. Ou seja, não houve integração de nada.

    O preço de cada míssel da Boeing AGM-84 Block II é de US$1.5 milhões (preço mais alto que encontrei)

    A FAB comprou 16 mísseis por US$ 169 milhões! Pagou mais de US$ 10 milhões em cada um. Comprou 16 pelo preço de 106. Pagou um ágio equivalente a 90 mísseis!!

    Tudo que este governo faz é suspeito.

    Vamos ver se qualquer dia destes, vaza oque de fato compraram e oque está incluso neste contrato.

    Lembrando que a compra esta sendo feita através da SAAB, que é quem está financiando. O seja, a Saab recebe a grana, compra os mísseis dos fabrivantes e repassa para a FAB. Serviço simples de atravessador.

    Isto me lembra também uns certos Helicópteros russos comprados através do maior traficante de arnas do mundo, atravessados também e pagos com valores bem superiores aos praticados pelo fabricante..

    • Mas até onde eu sei, os Harpoon não chegaram a ser comprados…
      A venda foi autorizada pelo Tio Sam, mas o Brasil, creio, ainda não comprou.

      ou seja, nossos Orion seguem desdentados

        • Hmmmm,
          Interessante isso. Fizeram de forma discreta, porque depois de maio de 2014, quando a informação de que o Brasil iria adquirir os mísseis foi divulgada pela imprensa, ninguém mais divulgou nada a respeito.
          Obrigado por compartilhar.

          • No site da Fab tem a notícia.

            Estava também em discussão na mesma comissão da câmera que avalia a compra dos Gripens. Saiu em uma Notimp no site da FAB.

            "O Brasil adquiriu mísseis “Harpoon” pelo preço de US$ 8,35 milhões a peça, quando a Índia teria adquirido um lote dos mesmos mísseis por US$ 4,4 milhões a peça, quase a metade do preço a ser pago pelo Brasil."

            Ou seja valor total, corrigindo: US$ 167 milhões.

            • Discordo totalmente, respeitosamente.

              Primeiro:
              Os Harpoon's foram realmente contratados. Via FMS… ou cartão de crédito de Tio Sam…. única condição para não "phoder" com o parco orçamento da FAB. Cito a própria FAB: "….só está tentando comprar mísseis agora porque “a introdução de uma plataforma de armas envolve um grande planejamento, e respeita um cronograma de ações e investimentos. Dentro deste cenário, a aquisição dos mísseis ocorre de acordo as possibilidades e objetivos da FAB”.

              Segundo:
              A FAB adquiriu 16 AGM-84L Harpoon Block II e 4 CATM-84L Harpoon Block II de treinamento.
              por US$ 169 milhões. Fonte Isenta: http://www.deagel.com/news/FMS-Brazil-Wants-16-AG

              Terceiro:
              A Marinha Indu (Índia) vai armar os IKL 209/1500 com os Harpoon.
              O custo é de Us$ 200 milhões para 22 mísseis UTM-84L Block II (incluso 12 und. de treinamento, mais partes peças, treinamento e manuais). OBS: a versão UTM é usada somente em submarinos e se diferencia pelo míssil estar envolto em um casulo para disparo submarino.

              Quarto:
              Neste caso… em uma continha de padaria simples..os valores unitários pagos pelo Brasil e a Índia são muito semelhantes.
              Se os indus pagaram mais pela versão lançada de submarino… neste caso eles compraram menos unidades de disparo real do que a FAB e assim a continha fica muito parecida.
              Cerca de Us$ 9 milhas cada unid.

              O preço desta arma foi evoluindo mesmo …. apesar de nunca ter sido barata…. as novas versões tem eletrônica fina anti jamming. É claro que também a quantidade influencia muito no preço unitário… pois são fabricados sob encomenda, sob medida, não há estoques de prateleira.

              Eu mesmo os achei caros..e disse isto nos locais onde costumo escrever.

              Sds.

          • Falei que viriam chipados…a turma de lá xingou até minha terceira geração….hahahahaha

      • Se o alvo for um submarino, a MB pode ceder uns torpedos Mark 46.

        Deve dar um torpedo para cada fragata/heli/p3 operacional. 🙁

    • Em parte se responde a questão, são 16 mísseis para 9 aeronaves, isto é, nem dois para cada, considerando que o Harpoon é a arma primária e no arsenal da FAB só podem lançar bombas MK.

      Tradicionalmente, a Fab faz compras muito pequenas e olha que o país fornecedor é do grupo que suspende qualquer venda extra em caso de ameaça de conflito.

  2. Zorann, amigos,

    Até onde sei, a coisa é cara mesmo…

    Além do custo das armas em si, deve se relevar o custo do treinamento, ferramental, armas de manejo, suporte, etc… Juntando tudo isso, esses US$ 245 milhões cobririam um número muito limitado de armas… Se for RBS-15, duvido que isso pague uns 25 mísseis…

    Compras posteriores do mesmo armamento tenderão a ser diluídas, mas, se for mesmo RBS-15, não espere essas armas sofisticadas em uma quantidade muito maior por preço similar…

    Os indianos, por exemplo, pagaram cerca de US$ 170 milhões por 24 misseis Harpoon… E isso foi em 2010. Se fossem fazer hoje, provavelmente iriam pagar mais caro que o pacote para o Brasil…

    • O preço é o dobro do pago pela Índia, segundo próprio site da FAB.

      Em se tratando de corrupção nós somos os melhores!! Conseguimos superar até a Índia!! Eles pagam o dobro de preço. E nós pagamos o dobro do preço pago pelos indianos!!

      • Mas, além dos Harpoon, a Índia comprou, como parte da mesma negociação, 10 aeronaves C-17 Globemaster III, o que, com certeza, influenciou no preço final.

        A FAB comprou o que mesmo?

        • Acho que se referem ao contrato assinado para venda de 24 mísseis, treinamento, e integração nos submarinos IKL 209 deles. os dois contratos foram negociados na mesma época. Os mísseissão só para os submarinos, não tem nada haver com os P-8.

          Tanto os P-8 como os C-17 foram contratados mais de um ano antes.

          Bom… De repente, empatamos com eles na corrupção. kkkkkk

    • RBS-15MK2 esta na faixa dos U$3.500.000
      RBS-15MK3 esta na faixa dos U$4.500.000

      Mas esse preço é o preço de aquisição para usuários antigos, usuários novos pagam normalmente 40% a mais por munição no primeiro contrato. Isso explica o preço dos Harpoons indianos, uma arma que para os usuários antigos custa o mesmo preço do RBS-15MK2.

  3. Amigos,

    Segundo matéria do G1, o valor cobriria "mísseis de ataque a alvos no ar e no solo".
    http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/04/saab

    Logo, para armas ar solo, já é possível deduzir que estejamos falando de mísseis RBS-15. O Taurus não se enquadraria para exportação, posto o seu alcance ( 500 Km ) superar o permitido pelo tratado MTCR ( desconheço qualquer versão de alcance reduzido ).

    Quanto a armas ar-ar… A Suécia tem cerca de 1/5 na participação do desenvolvimento no Iris-T, muito embora seja produzido pela Diehl BGT, da Alemanha, como alertou o czarccc. Resta a dúvida se a SAAB pode comercializa-lo ( acredito que possa, posto ter participado do desenvolvimento ). O Meteor será comercializado pela MBDA e ainda não entrou em serviço ( e portanto, creio que se pode desconsidera-lo ).

    Um dado interessante sobre a Diehl é que ela fabrica o próprio RBS-15 sob licença, o que denota uma interessante parceria. Essa empresa também desenvolve as munições guiadas HOPE e HOSBO.

    • Também acho que pelo fato de o contrato ter sido com a Saab o mais provável é ser o RBS-15. Taurus KEPD 350 nem a Suécia comprou ainda. Ainda que estivesse disponível para venda, não vejo o Brasil passando a Suécia na fila. Quanto a míssil WVR, não vejo muito sentido em comprarmos Iris-T. O A-Darter vai ficar pronto antes do Gripen E. Pra que essa pressa com míssil WVR de 5ª? Se tivesse essa pressa toda tínhamos ido de Super Hornet, que já estaria voando por aqui, e não de Gripen E pra 2019. Além disso já temos Python 4 por aqui que quebram o galho tranquilamente se algo desastroso acometer o A-Darter e ele demorar muito mais do que o que se espera.

      BVR Meteor seria o ideal. Além do Meteor, quase pronto para emprego no Gripen C/D, tem AMRAAM integrado. A própria Suécia está deixando o AMRAAM de lado para usar o Meteor, apesar de ele ser mais caro, em função das vantagens do mesmo.

      • czarccc,

        A princípio, também não vejo muito sentido no Iris-T. Contudo…

        Mesmo o A-Darter não é 100% nacional. Pelo que sei, existem componentes de diversas procedências nele ( como o sistema de resfriamento do seeker, que é americano ). Logo, apesar do índice de nacionalização do míssil, há certa lógica em ter uma alternativa. Aliás, isso é quase um "padrão" na FAB; ter mísseis de várias procedências…

        Ou o MoD pode estar com receio de que ocorram cortes que afetem o programa do A-Darter, e aproveitaram a oportunidade de comprar armas para o Gripen para adquirir um míssil ar-ar novo com a verba disponível… Afinal de contas, vai que… 🙁

        Mas tudo isso é especulação, claro…

        • _RR_, sei que é especulação da nossa parte, mas a FAB não nos dá opção… Se a ideia for ter 2 tipos de WVR de 5ª geração, o Iris-T é, na minha opinião, a melhor escolha mesmo. Já está integrado ao Gripen C/D, o que simplifica sua integração ao Gripen E, é uma arma avançada já desenvolvida e em uso. Mas se tiver que priorizar um deles, em quantidades a se adquirir, acho que tem que ser o A-Darter. Ele também é avançado. Tem componentes estrangeiros, mas tem componentes e participação nossa na concepção e desenvolvimento. Pela tradição da FAB com armas israelenses pode ser que pinte um Python 5. A integração seria mais cara e trabalhosa, ia ter que partir do zero. Mas é uma possibilidade também.

  4. Este valor inclui suporte logistico integrado.
    Então,podem colocar uma merreca de misseis e bombas ,pois o CLS deve ser bem salgado para este caça num prazo de 5 anos.

  5. A gente gasta mais com a tela única do que com o armamento, tem alguma coisa errada nessa lógica ai.

  6. Em comentários anteriores tinha dito que não se pode parar o projeto Gripen, já que ele foi o escolhido, se houver

    intervenção judicial aí sim passa-se para outro plano, mas enquanto isso toca pra frente essa carroça, espere as

    intimações, responde e aguarde manifestações das autoridades competentes ao caso … toca pra frente .

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