A Índia ativou um esquadrão de caças Su-30MKI armado com o míssil Brahmos para um ‘olhar estratégico’ sobre a Região do Oceano Índico, especialmente a Baía de Bengala, além de realizar ‘ataques de precisão de longo alcance’ contra porta-aviões hostis se necessário.

A Índia agora possui uma nova plataforma de armas letais para a Região do Oceano Índico (Indian Ocean Region – IOR), especialmente a Baía de Bengala, além de realizar ‘ataques de precisão de longo alcance’ contra porta-aviões hostis (em outras palavras contra a China, pois o Paquistão não possui esse tipo de belonave) ou outras alvos de alto valor sob quaisquer condições climáticas da região.

A IAF encomendará um esquadrão de caças Sukhoi-30MKI, especialmente modificado para transportar os mísseis supersônicos BrahMos de 2,5 toneladas lançados do ar, a partir de sua base aérea de Thanjavur, em Tamil Nadu. Principalmente encarregados de um papel de ataque marítimo, esses Sukhois serão “uma grande adição às capacidades operacionais da IAF“, disse o Comandante da Força Aérea indiana, Marechal-do-Ar Rakesh Kumar Singh Bhadauria.

O diretor-geral do BrahMos, Sudhir Mishra, disse que “é a realização do nosso sonho proporcionar à IAF uma capacidade formidável e muito desejada de atacar a longas distâncias qualquer alvo no mar ou na terra com grande precisão.

O novo esquadrão de Sukhoi , apelidado de ‘Tiger Sharks‘, contará com uma dotação de 18 caças até o final do ano. Com um raio de combate de quase 1.500 km sem a necessidade de reabastecimento aéreo, o Su-30MKI mais o míssil BrahMos, com alcance de 290 km, constitui um formidável atacante.

Tiger Sharks será o 12.º esquadrão equipado com caças Su-30MKI de quarta geração, mas o primeiro a ser baseado no sul da Índia. Todos os demais esquadrões foram implantados nas frentes oeste e leste para conter o Paquistão e a China. A implantação em Thanjavur é claramente uma resposta à presença estratégica e a rápida expansão da China na IOR, com Pequim agora também procurando estabelecer instalações logísticas adicionais na região depois de estabelecer sua primeira base militar no exterior em Djibuti, no Chifre da África, em agosto de 2017, enquanto também usa Karachi como uma instalação de naval regular.

Em dezembro de 2019, o Comandante da Marinha, Almirante Karambir Singh, confirmou que os navios de guerra indianos expulsaram recentemente um navio de pesquisa oceânica chinês, Shi Yan-1, depois que foi encontrado agindo de forma suspeita perto do arquipélago estrategicamente localizado de Andaman e Nicobar. Existem de sete a oito navios de guerra chineses, incluindo submarinos, presentes na IOR, disse ele.

Caça indiano Su-30MKI testando a liberação do BrahMos.

A Marinha indiana já opera sua aeronave de patrulha marítima de longo alcance Boeing P-8I Poseidon, equipada com sensores e armas para detectar, rastrear e destruir submarinos inimigos.

Armados com os mísseis BrahMos, que voam quase três vezes a velocidade do som em Mach 2.8, os Su-30MKI aumentam ainda mais essa dissuasão sobre o mar até o Estreito de Malaca. “A capacidade do míssil, juntamente com o alto desempenho dos Sukhois, dará um alcance estratégico à IAF e permitirá que ele domine a terra e o mar. O pacote Sukhoi-BrahMos também pode ser usado em ataques cirúrgicos para destruir campos terroristas no Paquistão”, disse um oficial.

A IAF já colocou em serviço 260 dos 272 Su-30MKI comprados da HAL, mas que são fabricados na Índia sob licença da Rússia, num negócio de US$ 15 bilhões. Desse total, 42 serão capacitados a transportar o míssil BrahMos.

A IAF também planeja atualizar toda a sua frota de Sukhoi com aviônicos, radares e armas mais avançados para reforçar ainda mais suas capacidades de combate. Atualmente, estão em andamento conversações detalhadas com a Rússia e a HAL para o mega projeto de bilhões de dólares.


FONTE: The Economic Times


NOTA DO EDITOR: Que inveja desses países que levam a sério seus interesses comerciais e protegem suas zonas de influência…

Anúncios

2 COMENTÁRIOS