Mais novo membro da família E-Jets E2, o E175 realizou seu voo inaugural neste dia 12 de dezembro.

O jato E175-E2, da Embraer, realizou hoje seu voo inaugural decolando das instalações da Empresa em São José dos Campos. O E175-E2 é o terceiro integrante da família E-Jets E2. O primeiro voo dá início a uma rigorosa campanha de teste em voo de 24 meses.

“O voo de hoje do E175-E2 simboliza a realização de nossa visão de produzir uma família de aeronaves comerciais de nova geração que traz economia de custos incomparável aos nossos clientes, conforto excepcional aos passageiros e menos emissões para o planeta”, disse John Slattery, Presidente & CEO da Embraer Aviação Comercial. “O E190-E2 e o E195-E2 já demonstraram um desempenho incrível e o E175-E2 é igualmente impressionante. Estamos ansiosos para trabalhar na certificação. Meus sinceros agradecimentos a todos os funcionários da Embraer que ajudaram a tornar esse dia possível.”

O E175-E2 decolou às 11:07 da manhã, no horário local, da pista adjacente ao complexo Faria Lima da Embraer e voou por duas horas e dezoito minutos. O comandante Mozart Louzada pilotou a aeronave, juntamente com o primeiro oficial Wander Almodovar Golfetto e os engenheiros de voo Gilberto Meira Cardoso e Mario Ito. A aeronave decolou e pousou com controles fly-by-wire (FBW) no modo normal. A tripulação avaliou o desempenho da aeronave, a qualidade do voo e o comportamento dos sistemas.

A Embraer utilizará três aeronaves na campanha de certificação do E175-E2. O primeiro e o segundo protótipos serão utilizados para testes aerodinâmicos, de desempenho e de sistemas. O terceiro protótipo será usado para validar as tarefas de manutenção e será equipado com interior.

Em comparação ao E175 de primeira geração, o E175-E2 possui uma fileira adicional de assentos, podendo ser configurado com 80 assentos em duas classes ou até 90 em classe única. O avião economizará até 16% em combustível e 25% nos custos de manutenção por assento em comparação ao E175.

Assim como o E190-E2 e o E195-E2, o E175-E2 terá os intervalos de manutenção mais longos na categoria de jato de corredor único, com 10.000 horas de voo para verificações básicas e sem limite de calendário para operações típicas do E-Jet. Isso significa 15 dias adicionais de utilização da aeronave por um período de dez anos em comparação com os E-Jets da geração atual.

O E175-E2 apresenta novos motores Pratt & Whitney GTF™ PW1700G de alto desempenho, uma asa completamente nova, controles completos fly-by-wire e novo trem de pouso. Comparado ao E175 de primeira geração, 75% dos sistemas de aeronaves são novos.

A Embraer é líder mundial na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e conta com mais de 100 clientes em todo o mundo. Somente para o programa de E-Jets, a Embraer registrou mais de 1.800 pedidos e 1.500 aeronaves foram entregues. Atualmente, os E-Jets estão voando na frota de 80 clientes em 50 países. A versátil família de 70 a 150 assentos voa com companhias aéreas de baixo custo, bem como com operadoras regionais e tradicionais.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns 'a melhor e mais eficiente equipe de Engenharia do Planeta! Todos os prazos cumpridos, 16% mais econômico que o já imbatível E1-175 que já entregou 1000 aviões E175/170, um sucesso. Agora é virar a página, manter o corpo de Engenharia, e partir para a Boeing Brasil com dever cumprido. Que venha o B797 e o outro irmão menor para enfrentar o futuro A220-500, um projeto gêmeos que só a melhor equipe do paneta é capaz de fazer. Estes gêmeos já nascem com um super motor da RR, 75% mais econômico que os concorrentes hoje no mercado. Como dizer no xadrez, quem movimenta depois tem mais chances, segue link: https://www.rolls-royce.com/media/our-stories/inn

    • A boeing deveria aproveitar toda a experiencia da Embraer, para projetar um novo modelo de aeronave do zero, para substituir todos os modelos, " 7 " , a Boeing já está tendo prejuizos com o aterramento do puxadinho 737 Max.

  2. E continua a briga com as "regionais" norte-americanas, pra que o E175 E2 possa continuar a abocanhar esse imenso mercado. A FAA deveria liberar o peso… caso os sindicatos não retrocedam…ou em ultimo caso, a Embraer trabalhar com mais materiais compostos pra baixar o peso da anv.

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